13 de novembro de 2008

Teatro: Les Deux Canards

Uma das peças de teatro mais comentadas e bem avaliadas pela crítica e público parisiense é a comédia Les Deux Canards (Os Dois Patos), de Tristan Bernard e Alfred Athis. Essa é a primeira montagem realizada para a peça depois de sua criação no Palais-Royal em 1913.

A trama é mais ou menos a seguinte: Gélidon, um mulherengo e refinado escritor parisiense, durante uma viagem ao interior, sucumbe aos encantos de Léontine, a voluptuosa e impetuosa esposa de seu editor. Por também se interessar por ele, Léontine o nomeia redator-chefe de seu jornal de extrema-esquerda. Mas ao assumir o cargo, Gélidon acaba se apaixonado pela jovem Madeleine, filha de um barão que é dono do jornal de direita da cidade. Para tentar se aproximar da moça, ele decide tornar-se também redator-chefe do jornal direitista do barão. E aí está armada a confusão: dividido entre dois amores (a megera Léontine e a inocente Madeleine) e dois jornais de ideais opostos (O Farol e A Tocha), Gélidon precisa mostrar muito jogo de cintura para alternar sua identidade e suas opiniões sem que descubram que seu único interesse é conquistar as duas mulheres. Uma peça ágil, com diálogos inteligentes e situações hilárias, mas ao mesmo tempo de tirar o fôlego da platéia. Em meio a circunstâncias praticamente insolúveis, o galante Gélidon precisa demonstrar toda sua habilidade em se safar e ainda por cima ganhar o coração das moças.

Les Deux Canards
De Tristan Bernard e Alfred Athis, direção de Alain Sachs. Com Isabelle Nanty, Yvan Le Bolloc'h, Urbain Cancelier, Pierre-Olivier Mornas, Gérard Chaillou, Jean-Marie Lecoq, Catherine Chevallier, Jean-Pierre Lazzerini, Jean-Louis Baecelona, Michel Lagueyrie, Laurent Méda e Cassandre Vittu de Kerraoul.

Em cartaz até 31 de dezembro
Sessões de terça a sexta às 20h30 e aos sabados às 17h00 e 21h00
Duração: 2 horas
Ingressos Fnac: Les Deux Canards

Tel.: 01 4208 7771
Metrô: Strasbourg/Saint-Denis linhas 4, 8 e 9
Ônibus: Linhas 20 e 39

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Novembro: o mês da fotografia em Paris

Eis aqui uma ótima notícia para os apreciadores das artes gráficas e da fotografia: O mês de novembro é especialmente dedicado às exposições fotográficas em toda a Europa - este ano o continente celebra a 15ª edição do Mois Européen de la Photo. Em Paris estão programadas ao todo 97 exposições distribuídas pelos museus, galerias e centros culturais da cidade.

Na semana passada o jornal Le Figaro lançou uma edição especial do suplemento Figaro Scope totalmente dedicada ao evento, e que pode ser descarregada gratuitamente em formato PDF. Além do suplemento do Le Figaro, outra boa fonte de referência sobre o calendário e o conteúdo das exposições é o portal cultural francês Evene, que montou um dossiê super completo especialmente dedicado aos eventos fotográficos que já estão acontecendo por toda a cidade.

Se você já estiver em Paris e quiser conhecer in loco a programação do Mois Européen de la Photo, vale muito a pena visitar a Maison Européene de la Photografie (MEP), no Marais.

Maison Européene de la Photografie
5-7 rue de Fourcy
Tel.: 01 4478 7526
Metrô: Saint-Paul linha 1 ou Pont Marie linha 7

Ilustração: Pôster oficial da edição 2008 do Mois Européen de la Photo, de Robert Combas.

12 de novembro de 2008

Planejando sua viagem de carro desde Paris

Quem acompanha o blog deve ter estranhado um pouco uma certa ausência de postagens no Viver Paris! neste começo da semana. Mas essa falta de conteúdo explica-se e a causa boa: Como vocês já ficaram sabendo, ontem foi feriado na França por conta do Dia do Armistício. Aproveitando então o feriado prolongado, decidi descansar um pouco a cabeça viajando de carro para Bretanha e Normandia. Mas hora de passear é hora de passear, e o notebook fica em casa fazendo companhia ao telefone celular.

E aproveito o tema para mostrar para você algumas fotos da viagem e dar algumas dicas de como montar um roteiro de carro pela França sem inconvenientes. De um jeito prático e eficiente, você mesmo planeja o seu roteiro personalizado. Você pode não ganhar o Oscar de melhor roteiro original, mas garanto que vai curtir demais sua viagem. Minha sugestão para a montagem de um plano de viagem bem original segue alguns passos simples. Pode ser meio óbvio para os mais experientes, mas também pode ser de grande utilidade para muita gente. Como no Viver Paris! tem pra todo mundo, recomendo fazer assim ó:

A "porta dos fundos" do Mont-Saint-Michel: Quem vê cara não vê o melhor.

1. O objetivo: Escolha aquela região da França que você mais tem vontade de explorar - no melhor sentido da palavra, claro. Pode ser mais de uma região? Claro que pode, Joãozinho. Mas procure então montar sua "base de operações" em alguma cidade que fique perto de todos os lugares por onde pretende passar, ou ao menos se hospedar por perto das estradas de acesso - mas sobre isso falamos daqui a pouco.

Aqui a natureza fala mais alto: a cidade fortificada de St-Malo vista pela ilha de Grande Bé.

2. Ampliando o objetivo: Abra seu bom e velho (ou tinindo de novo) mapa da França para definir quais cidades serão visitadas. Faça bom uso da Internet para saber um pouco mais sobre as cidades que você quer conhecer e outras potenciais candidatas à visitação. É nessa etapa que deve ser feita a triagem de locais a serem visitados e o dimensionamento da viagem segundo o tempo disponível - de nada adianta apenas passar correndo por vários lugares sem o devido tempo para apreciar o que eles têm de melhor. E ainda considere deixar um tempinho sobrando: pode ser que uma das cidades seja muito legal e você queira ficar por lá mais tempo do que o planejado, pode ser que você decida parar na estrada simplesmente porque a paisagem é imprestavelmente linda, pode ser que você pegue congestionamento saindo de Paris, ou até mesmo que a sua tia Eulália fique empanzinada e te obrigue a conhecer cada posto de gasolina da estrada. Portanto, escolha o tempo de passeio em função das cidades principais que deseja conhecer, mas deixe um pulmão para possíveis eventualidades.

Caen: Mutilada pela WWII a igreja Saint-Etienne-le-Vieux exibe marcas de tempos difíceis.

3. Pesquisa logística: Lance uma pesquisa no site Via Michelin para simular as melhores rotas e saber o custo estimado com pedágio, combustível e a quilometragem do percurso. Imprima também o mapa rodoviário fornecido em cada consulta - mesmo se você optar por apenas um dos percursos sugeridos pelo site, os outros mapas podem ser úteis se durante a viagem você resolver mudar de caminho caso veja alguma placa de trânsito piscar para você na estrada. A simulação da quilometragem também é uma ferramenta útil para que você saiba se vai ou não estourar sua cota de franquia da locadora - o que evita surpresas desagradáveis, te ajudando a prever com mais exatidão o orçamento da viagem.

Subindo!: A moderna (e alta) Pont de Normandie é a porta de entrada para Le Havre.

4. Definindo a "base de operações": Escolha estrategicamente uma cidade fora do agito e sem nenhum apelo turístico, mas que ainda assim ofereça fácil acesso aos locais que você espera visitar. Por quê? Simplesmente porque em cidades assim a hospedagem é muito mais barata e os hotéis são mais vazios - o que permite inclusive que o serviço seja mais atencioso. Além disso, você ganha tempo escapando do trânsito das cidades maiores quando quer simplesmente ganhar a estrada.

Pouco conhecidas dos brasileiros, as falésias de Etretat são de encher os olhos.

5. Não se esqueça das reservas: E aqui cabe uma dica importante: na França tanto as locadoras de veículos quanto os hotéis da rede Accor oferecem tarifas melhores nas reservas feitas pela Internet. A intenção é evitar filas no balcão de atendimentos de suas unidades. Os links permantentes para os sites das boas locadoras, do Via Michelin e dos hotéis da rede Accor estão na seção Vida Prática do ViverParis!

Não se deixe enganar pelos ares de cidade alpina: A charmosa Deauville tem as praias mais freqüentadas pelos parisienses.

6. Putzgrila! O que fazer com o carro se retorno a Paris domingo a noite e tenho que devolvê-lo só na segunda de manhã? Calma, Joãozinho. Calma que aqui tudo funciona direitinho... Você pode (e deve), antes de mais nada, procurar uma vaga para estacionar na rua e deixar que seu possante faça o merecido descanso da viagem. Se é perigoso deixar um carrão daqueles com GPS e CD player modernoso dormir na rua? Não. Em Paris não é mesmo. Na dúvida, basta estacionar e olhar em volta - dificilmente a sua McLaren será a mais bonitona do pedaço - além do mais, estourar vidro de carro por aqui é motivo de chacota eterna. Caso não achar nenhuma vaga por perto, procure um dos bolsões de estacionamento espalhados pela cidade. Durante a noite mesmo as vagas controladas por parquímetro são gratuitas em Paris - mas não perca a hora de desocupar a vaga pela manhã, pois entre 8h00 e 9h00, dependendo do local, os parquímetros voltam a funcionar de novo - no próprio parquímetro você encontra todos os horários de forma detalhada.

Very good: Grandes e coloridas, essas "bolas de gude" enfeitam o Jardin de Plantes em Avranches.

7. Estacionar foi fácil tiozão, quero ver é onde vou abastecer para devolver o carro de tanque cheio! Ah, deixa de choradeira Joãozinho... Essa historia de que aqui em Paris só tem daquelas bombinhas de auto-atendimento caidaças no meio-fio da calçada é balela. Quer uma listinha de postos de gasolina na Cidade-Luz? Pois o site da France Enterprises te dá uma lista com endereço, telefone e (as vezes) até site de Internet de 125 postos de combustíveis em Paris classificados por arrondissement - portanto, consulte antes de pegar a estrada. Boa viagem!

Foto menor: os famosos e intermináveis vestiários da praia de Deauville ostentando nomes de astros e estrelas do cinema - todos os James Bond estão representados.

7 de novembro de 2008

Paris sob a chuva

Foto: de Paris sous la pluie de Chistophe Jacrot - em exposição na Galerie du Lucernaire até 28 de dezembro.

Pub télé: Smart

É praticamente inevitável ao turista brasileiro vir a Paris e não se impressionar com o Smart - o simpático carrinho que é uma verdadeira mania por aqui. Quem assistiu ao filme O Código da Vinci deve se lembrar dele. No vídeo, um comercial do Smart de 2006.

E não é raro vermos em Paris as pessoas estacionando o Smart igualzinho à moça da propaganda. Acho até que esse carro seria uma boa pedida para quem dirige no complicado trânsito de São Paulo.

11 de novembro: Dia do Armistício

No dia 11 de novembro a França comemora um de seus feriados nacionais mais importantes: o Dia do Armistício, que celebra o fim da Primeira Guerra Mundial (WWI). Por não ser um feriado celebrado no Brasil, são poucos os brasileiros que conhecem o significado da data. Por isso achei interessante escrever um pouco sobre esse dia tão simbólico e marcante para os franceses.

Mas o que é o armistício?

O armistício é um tratado assinado por vários governos decretando o fim de hostilidades armadas em tempos de guerra - apesar de não ser a declaração oficial que põe fim a uma guerra. O dia de assinatura do armistício é considerado festa nacional em diversos países vencedores de um conflito armado - por esse motivo, na Alemanha não se celebra a data. Na WWI morreram aproximadamente 1,4 milhões de franceses - 10% da população masculina do país adulta à época. Esse mesmo numero também significa a morte de 50% dos trabalhadores rurais da França.

A ilustração do “l’aubum de la guerre” mostra os franceses na place de l’Opéra celebrando a retirada dos canhões alemães de Paris.

O armistício tem caráter definitivo de suspensão das hostilidades entre países em guerra, diferente do cessar-fogo, que é temporário. O procedimento para a assinatura do tratado é mais ou menos assim: um dos países em guerra pede o armistício ao outro. Em seguida são feitas várias reuniões para definir os termos do tratado - termos que, inclusive, devem impedir o retorno às armas. Quando essas nações entram em acordo, o armistício é então assinado pelos representantes dos governos envolvidos e endossado por suas autoridades militares. Por ser um acordo governamental, o armistício tem mais importância que a simples rendição militar. Por não colocar fim oficialmente à guerra, o armistício permite ao país solicitante reservar o vencido da humilhação. Mas dependendo dos termos acordados o armistício pode também ser um tanto humilhante, obrigando o vencido a ceder territórios ou cobrir despesas de reconstrução do país vencedor.

Por que 11 de novembro?

Porque às 11h00 do dia 11 de novembro de 1918, o armistício foi assinado em Rethondes, na floresta de Compiègne, pondo fim aos combates da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). No campo de batalha, relatos contam a alternância de cenas de emoção, felicidade e confraternização ao anúncio do cessar-fogo. As 16h00 do mesmo dia, no Palais Bourbon, Georges Clemenceau lê as condições do armistício, reintegra a Alsacia e a Lorena ao território francês (já que os termos do tratado obrigavam que a Alemanha devolvesse essas regiões à França) e rende homegens à Nação. Mas foram os antigos combatentes que instituíram a data como parte do calendário de celebrações nacionais.

O Soldado Desconhecido e a Chama da Lembrança

Nas comemorações de 11 de novembro de 1920, a França presta sua primeira homenagem ao Soldado Desconhecido. Morto na Primeira Guerra, ele tornou-se um representante anônimo dos combatentes. Cogitada em 1916, a idéia de honrar o Soldado Desconhecido tomou força em 1918 e em 1919 já haviam escolhido o Panthéon como local de sepultamento. Mas em 1920 uma campanha realizada por escritores franceses transfere o soldado para o Arco do Triunfo. Inicialmente ele foi sepultado em uma capela no primeiro andar, sendo transferido em 28 de janeiro de 1921 para o parvis sob o Arco, onde ele está até hoje. Na placa de granito, os dizeres: "Ici repose un soldat français mort pour la Patrie (1914-1918)".

A tumba do Soldado Desconhecido e a Chama da Lembrança.

Já a Flamme du Souvenir (a Chama da Lembrança) que está acesa junto ao túmulo do Soldado Desconhecido foi acesa em 11 de novembro de 1923. O Comitê da Chama foi criado para garantir que as futuras gerações não se esqueçam dos horrores provocados pelas guerras e para prestar honras aos antigos combatentes e à memória dos mortos pela pátria. Um representante do Comitê da Chama é encarregado de reavivá-la todos os dias as 18h30.

Ao longo dos anos a Chama é reavivada nas tardes de sábado pelas associações de antigos combatentes em uma solenidade chamada Cérémonie du Ravivage de la Flamme, com a participação dos ex-combatentes, seus familiares e representantes da Legião Estrangeira. A cerimônia é emocionante e aberta ao público, e quem passar pela avenida Champs-Elysées nos finais de tarde dos sábados podem observar os ex-combatentes seguindo em cortejo para prestar honras ao Soldado Desconhecido e reavivar a Flamme du Souvenir.

Para saber mais acesse o site (em francês) Chemins de Mémoire.

Para consultar o calendário da solenidade de reavivamento da Chama da Lembrança: Cérémonie du Ravivage de la Flamme

Fontes: Jornal Le Figaro e site Chemins de Mémoire.
Fotos de Jacques Robert.

6 de novembro de 2008

Tina Turner Live in Concert Paris 2009

Em março de 2009 é a diva pop Tina Turner quem se apresenta por aqui em uma das maiores salas de espetáculos da França - o Palais Omnisports de Paris Bercy.

Os concertos em Paris acontecerão nos dias 16 e 17 de março de 2009 e fazem parte do plano de retomada da carreira de Tina Turner e de sua volta aos palcos - ela ficou afastada dos shows ao vivo por 8 anos. Depois de passar pela Europa ela inicia, a partir de maio de 2009, uma grande tournée pelos Estados Unidos. O anúncio do retorno de Tina Turner aos palcos foi feito pela TV durante um talk-show especial de Oprah Winfrey realizado ao vivo em Las Vegas, diante de um público de 4000 pessoas.

Para você ir matando a saudade até o dia do show, o video de What's love got to do with it.


E completando sua temporada européia, a cantora se apresentará ainda nas cidades de Anvers, Bélgica, dias 22 e 23 de janeiro, em Londres nos dias 3 e 4 de março e em Manchester nos dias 30 e 31 de março de 2009. O último concerto de Tina Turner realizado em Paris foi em 2000 no Stade de France.

Os ingressos para os concertos em Paris custam entre 60,00€ e 136,00€. Lembrando que você pode imprimir seus e-tickets de qualquer lugar do mundo, comprando pelo site da Fnac France. Para comprar seus ingressos clique em Tina Turner Paris 2009.
Tel.: 08 9239 0100
Metrô: Bercy linhas 6 e 14 ou Quai de la Gare linha 6

Para ouvir: Deezer Tina Turner

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Nova boutique Ralph Lauren em Paris

Pois bem, atendendo a pedidos, o assunto agora é moda. E se você gostar do artigo agradeça à bronca da minha sobrinha:
“Como você pode escrever sobre Paris e não falar nada de moda, tio? Nada a ver!” - Et voilà! Segue o artigo:

Acaba de abrir em Paris a primeira boutique-entretenimento da marca americana Ralph Lauren inteiramente dedicada às mulheres. Instalada num edifício estilo rococó do século XVIII na prestigiosa avenue Montaigne, a loja ocupa uma área de 600m2 distribuída em três andares. Durante mais de vinte anos esse mesmo endereço já foi a residência privada da grande costureira francesa Madeleine Vionnet. O piso térreo é inteiramente dedicado aos acessórios: óculos, bolsas, cintos, etc. - tudo exposto como se fossem objetos de arte dentro de vitrines.

O subsolo abriga as coleções chamadas Blue Label e Black Label, com roupas de corte casual e streetwear separadas em três temas: coloquial chique, caça/eqüestre (sim, roupas que fazem alusão aos esportes eqüestres e trajes de montaria fazem o maior sucesso por aqui) e sapatos.

Mas a apoteose da loja fica no primeiro piso, que abriga os salões da linha Collection. Instalado num espaço de pé-direito alto com janelas gigantescas que oferecem uma vista da avenida que é de encher os olhos, o primeiro piso apresenta a coleção de robes e os famosos vestidos de gala Ralph Lauren - uma linha de prestigio que promete fazer bonito sobre qualquer tapete vermelho do mundo.

Para ir de um piso ao outro, você pode escolher entre o espaçoso elevador ou a luxuosa escadaria feita em pedra e ferro fundido. Todo o trabalho de montagem da loja foi acompanhado de perto por David Lauren, filho do estilista. Alguns itens que compõem a decoração intimista da boutique - como tapetes, poltronas e sofás - faziam parte da coleção de uso pessoal de Ralph Lauren.

Um detalhe bobinho mas interessante: depois de clicar no link do mapa, se você pedir uma street view vai ver a foto da loja ainda coberta pelos tapumes e o painel indicando a abertura da loja no outono de 2008 - acho o GoogleMaps uma das coisas mais legais já inventadas.

Ralph Lauren

52 avenue Montaigne
Tel.: 01 4477 2800
Metrô: Franklin Roosevelt linha 1

ABP Atelier du Bracelet Parisien

O Atelier du Bracelet Parisien é uma das referências da confecção dedicada à relojoaria francesa e a artigos finos em couro. Na ABP cada uma das peças que compõem sua vasta gama de produtos é feita artesanalmente.

O atelier é comandado por Jean-Claude Perrin. Conhecido no mundo da relojoaria como Le Maestro, Perrin é considerado um artesão de referência mundial na confecção de pulseiras de luxo para relógios. Ele já participou das áreas de criação e desenvolvimento de dois dos mais conceituados fabricantes franceses de pulseiras para relógio: Camille Fournet e Créations Perrin. Em 1997 ele decide sair da indústria e se dedicar exclusivamente ao trabalho manual através da concepção de peças únicas. Nascia então o Atelier du Bracelet Parisien, uma empresa familiar que rapidamente se tornou sinônimo do ‘saber fazer’.

Mas não são apenas pulseiras de relógio que fazem a fama do atelier. Simplesmente tudo o que você imaginar em peças finas em couro - destaque também para os artigos de tabacaria - são produzidos com maestria por Perrin e sua competente equipe de artesãos: cigarreiras, estojos, porta-cartão, cintos, entre outros. Mas o item que achei mais curioso foi este exclusivíssimo porta-ticket de metrô:

Vá de metrô mas não perca a pose: o estiloso porta-tickets ABP

O atelier aceita encomendas por e-mail, telefone e também vende pelo site - mas claro que o grande barato é ir até lá para ver de perto toda a linha de produtos.

Outro detalhe: se você quer restaurar aquele relógio que é relíquia de família, o ABP faz uma pulseira para ele idêntica a original - na mesma cor, material e medidas exatas. Ou então se precisa de um estojo em qualquer tipo de couro seja lá para o que for, fale com o Maestro - certamente ele terá uma solução sob medida para você.

ABP Atelier du Bracelet Parisien
28 place du Marché Saint-Honoré
Tel.: 01 4286 1370
Metrô: Pyramides linha 7 ou Tuileries linha 1
Abre de terça a sábado das 9h30 as 18h30