7 de janeiro de 2009

Viajando de trem a partir da França

A grande sacada para quem viaja de trem a partir da França é fazer bom uso do fator antecedência. O quanto antes você planejar sua viagem e comprar suas passagens, melhor. Praticamente em toda a Europa o planejamento antecipado da viagem costuma garantir uma boa economia no preço das passagens. Assim, você acaba sem muita dificuldade encontrando preços praticamente inacreditáveis, bastando para isso que faça sua compra com a devida antecedência.

Para viajar de trem a flexibilidade de horário também se traduz em economia. Algumas vezes num mesmo dia as passagens para um mesmo destino podem apresentar uma diferença de preço considerável. Fiz uma pesquisa rápida agora há pouco: o trecho Paris/Londres no dia 21 de janeiro custa 72,50€ no trem das 8h58. Para o mesmo trecho, no mesmo dia, ainda tinha lugares disponíveis por 38,50€ no trem das 9h07 - Hop! Nada mal economizar 34,00€ em 9 minutos... Ah, e jovens até 25 anos também se beneficiam de tarifas mais amistosas.

Também é importante que você verifique com atenção as condições de compra das passagens. Algumas tarifas promocionais excelentes são dedicadas exclusivamente aos bilhetes que não permitem troca ou reembolso posterior (billet non échangeable, non remboursable). Você fica sabendo as condições de venda já no momento da consulta de horários e tarifas no site da SNCF.

O interior de um TGV da SNCF: essa é a segunda classe de um dos trens mais novos da frota. Os mais antigos podem não ser ter um interior tão moderno, mas também são muito confortáveis.

A propósito, a SNCF é a empresa que administra e opera a malha ferroviária na França. O que causa certa dúvida para quem nunca viajou de trem na Europa é que na França você compra passagens pela SNCF, mas os trens de alta velocidade que vão para a Bélgica são operados pela Thalys, os trens para a Alemanha são da Deutsche Bahn, os que vão para a Inglaterra são da Eurostar... Independente do destino ou da companhia que opera o trecho no qual vai viajar, você pode comprar suas passagens diretamente na SNCF sem preocupação alguma - todas as companhias que passam pela França têm suporte integrado com a SNCF. Assim, você pode comprar ou trocar seus bilhetes, e mesmo comunicar algum eventual problema diretamente com a SNCF, mesmo que o trem no qual você vai viajar seja de uma companhia diferente.

A arquitetura de algumas estações de trem francesas impressionam: esta é a gare da cidade de Lyon.

Durante a compra pela Internet você pode escolher se deseja retirar suas passagens nas máquinas de auto-atendimento da SNCF que estão disponíveis nas estações de trem (gares) ou nos guichês da SNCF (também presentes nas gares) até o dia da viagem. Algumas vezes o site permite a impressão direta do bilhete, sobretudo para a tarifa ID TGV - mas isso não é regra. Os residentes na França ainda podem optar pela entrega das passagens pelo correio. Assim, se puder imprimir seu bilhete, imprima (nesse caso você deve apresentar um documento de identidade junto com o bilhete ao fiscal do trem durante a conferência das passagens - procedimento normal). Se não puder imprimir suas passagens, recomendo que escolha retirá-las diretamente nos guichês da gare. As máquinas de auto-atendimento são práticas, mas só funcionam bem para quem tem uma Carte Bleue (o cartão de crédito com chip padrão europeu). Para retirar os bilhetes nos guichês SNCF você precisa levar o cartão de crédito no qual fez o pagamento pela Internet e um documento de identidade.

As máquinas de auto-atendimento disponíveis nas gares servem para realizar compras, retiradas e trocas de passagens. A azul serve para o TER, o trem que atende as linhas regionais de curta distância; a amarela é a do TGV.

Muitas promoções de última hora também costumam aparecer no site da SNCF quando um determinado trem não fica completo. Mas aconselho não arriscar - pode até ser muito útil se você não tem horários a cumprir nem um plano específico de viagem, mas depender disso pode complicar a vida de quem tem compromissos agendados ou um roteiro a seguir. Se no site aparecer a primeira classe mais em conta que a segunda para o trecho que você quer viajar, não desconfie - compre. Lugares na primeira classe do TGV são disponibilizados a preços menores que os da segunda quando as vendas dessa categoria estão em baixa. Algumas vezes a grande procura pelas passagens na segunda classe acaba deixando a primeira vazia. A SNCF nesses casos reduz o preço da primeira classe - mas também não há regra para isso.

Os trens TER da SNCF são destinados às viagens regionais de curto percurso.

O roteiro simplificado para a compra de passagens de trem que eu recomendo é o seguinte:

1. Pesquisar a disponibilidade de preço e horário da sua passagem no site da SNCF;
2. Escolher a melhor opção que atenda às suas necessidades com a maior antecedência possível;
3. Comprar o bilhete;
4. Escolher entre a impressão dos bilhetes, entrega pelo correio (para os residentes na França), retirada nos guichês da SNCF ou retirada nas máquinas de auto-atendimento (para quem tem uma Carte Bleue com chip);
5. Validar o bilhete nas maquininhas amarela que ficam na entrada de cada plataforma antes de embarcar. Basta ver como o pessoal esta fazendo na hora do embarque e fazer igual;
6. Apreciar a paisagem e fazer uma boa viagem.

Antes de embarcar você deve validar sua passagem nas máquinas de compostagem que ficam na entrada das plataformas. As vermelhinhas (instituídas nos anos 80) foram substituídas em 2004 pelos modernos 'composteurs' amarelos.

Ah, excelentes promoções de passagens aparecem na seção Bons Plans do site da SNCF. Porém, esses descontos estão condicionados a datas e horários específicos - e costumam esgotar rápido. Portanto, consulte sempre a seção Bons Plans da SNCF para ver se a passagem que serve para você figura na tarifa promocional.

Um lembrete importante: ao viajar de trem (sobretudo para fora da França), não se esqueça de levar o passaporte. Para a Inglaterra você passa pelas autoridades inglesas já na gare em Paris, antes mesmo de embarcar. Para a Alemanha, por exemplo, a fiscalização acontece dentro do trem - portanto, não se assuste se um policial pedir seu passaporte durante a viagem: é um procedimento normal.

Mesmo que você ainda não tenha certeza da data da sua viagem, vale a pena consultar o site da SNCF para fazer algumas simulações sem compromisso, só para testar a interface do site e ver como o sistema funciona. A título de curiosidade coloquei no artigo os links para todas as companhias de trens mencionadas, mas você vai precisar apenas do link da SNCF (www.voyages-sncf.com/).

6 de janeiro de 2009

Felipecha: Quelque part


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Galette des Rois

A Galette des Rois (Galette dos Reis) é um bolo famoso em toda a França e, segundo a tradição, deve ser compartilhada em família no dia 6 de janeiro para a celebração da Épiphanie (Dia de Reis).

A Épiphanie comemora a visita dos três reis magos ao menino Jesus, sendo a Galette des Rois a representação dos presentes ofertados a Jesus pelos reis magos (incenso, ouro e mirra). A galette pode ter diversos tamanhos e recheios, sendo um dos mais antigos e famosos produtos de pâtisserie da França.

A tradição de compartilhar a Galette des Rois é acima de tudo um momento de confraternização em família, pois há um divertido ritual a ser seguido, no qual é sorteado o rei da Épiphanie através de uma fava (hoje em dia substituída por um bonequinho) escondida na galette. A pessoa que receber a fatia com a fava se torna o rei do dia, e tem direito de ficar com a coroa dourada de papelão que acompanha a galette. Ao rei do dia cabe a tarefa de providenciar a galette do ano seguinte.

A coroa dourada de papelão sempre acompanha a Galette des Rois.

O ritual é mais ou menos o seguinte: uma galette deve ser cortada em quantidade de pedaços igual ao número de pessoas presentes. Para a distribuição dos pedaços, o mais jovem da familia senta-se debaixo da mesa e vai escolhendo aleatoriamente a ordem das pessoas que vão receber cada fatia - e assim segue a distribuição da galette. A criança (ou jovem) sob a mesa representa Phébé (o deus Apollo), que usa sua inocência para distribuir com justiça os pedaços da galette e escolher o rei de forma imparcial. Algumas famílias costumam cortar uma fatia a mais da galette, a qual é chamada de la part du pauvre (a parte do pobre) ou celle du Bon Dieu (a do Bom Deus) a qual é reservada aos visitantes imprevistos.

Antigamente a galette com a fava escondida não era reservada apenas ao Dia de Reis. Os franceses do século XIII a compartilhavam também para celebrar os casamentos e nascimentos do ano nos pequenos vilarejos. Apesar disso a origem da galette com a fava escondida remonta a Roma Antiga. Os romanos utilizavam a fava para sortear o rei do banquete nas festas de família (a quem eram concedidas algumas regalias domésticas) e na festa em homenagem a Saturno.

Alguns exemplares das figurinhas (até hoje chamadas de 'favas') que ficam escondidas dentro da Galette des Rois - o sortudo que encontrar a fava é literalmente 'o rei do pedaço'.

Em 1870 as favas foram substituídas na França por bonequinhos de porcelana e mais recentemente de plástico. Como a escolha do rei da Épiphanie é uma tradição anual, muitos franceses têm verdadeiras coleções desses bonequinhos, que são guardados como símbolos da boa sorte. O Musée de Blain guarda a mais importante coleção de favas da França, com mais de 10.000 peças - algumas datando do período gallo-romano.

Curiosidade: Na França a expressão trouver la fève au gâteau (achar a fava no bolo) significa ter recebido um lance de sorte.

Portanto, se você estiver hoje em qualquer lugar da França, não deixe passar em alguma pâtisserie e comprar a sua Galette des Rois - se sua família não estiver por perto, confraternizar com os amigos também vale - claro que vale.

Bon et a Savoir

Recentemente descobri um programa de TV bem bacana no canal M6 - o Bon et a Savoir.

Apresentado pelo renomado chef Christian Etchebest, o programa que vai ao ar todos os sábados as 20h05 mostra muita informação útil e interessante sobre todo tipo imaginável de comida. Cada bloco do programa é dedicado integralmente a um determinado alimento, falando sobre suas propriedades nutritivas, sua procedência, cultivo e manejo, dicas de como escolher no restaurante ou no supermercado, fechando sempre com uma receitinha rápida e saborosa de como prepará-lo.

Na emissão do último sábado, por exemplo, teve um bloco dedicado às frutas cítricas. Nele, Etchebest mostrou os principais locais de cultivo que abastecem a França com esse tipo de fruta. Falou das propriedades nutricionais das diferentes espécies de limões, laranjas, tangerinas, pamplemouses, clementines... Mostrou a festa do limão na cidade de Menton (a capital francesa do limão), explicou como reconhecer as características das melhores frutas, mostrou todo caminho que uma fruta cítrica percorre desde a lavoura até uma fábrica de geléias e terminou o bloco ensinando, na própria fábrica, como fazer geléia de laranja de um jeito adaptado para quem quiser fazer em casa.

Outro bloco tratou dos sanduíches, mostrando quais os mais saudáveis, e comparando os artesanais preparados nas boulangeries com os industrializados vendidos em supermercados e lojas de conveniência - apresentando inclusive com são preparados, passo a passo, numa boulangerie e numa fábrica de sanduíches. Uma nutricionista dava apoio ao apresentador para ensinar como utilizar o sanduíche na composição de uma refeição saudável e equilibrada.

E assim foi também com as frutas exóticas e a Galette des Rois (sobre a qual falarei mais ainda hoje). Portanto, se você tiver como assistir o canal M6, recomendo que dê uma espiada nesse programa. Bon et a Savoir nos mostra de forma bem humorada uma visão curiosa e diferente sobre tudo o que vai à nossa mesa.

Você pode ver alguns extratos do programa clicando em videos no site oficial do Bon et a Savoir.

Canal Saint-Martin

Um passeio que gosto de fazer em Paris e que recomendo para quem tem um tempinho de sobra na cidade é uma visita ao canal Saint-Martin.

O canal (que já havia aparecido na foto do dia do Viver Paris) é para ser apreciado sem pressa e num dia tranqüilo - de preferência ensolarado. Suas margens são alardeadas de árvores, praças e calçadões, ideais para uma caminhada em família, para momentos de contemplação, para namorar ou mesmo para curtir um livro. Em diversos pontos nas proximidades do canal você terá cafés e épiceries à disposição caso sentir fome ou sede.

Nesta foto do Emmanuel Legrand, uma vista do canal Saint-Martin nas proximidades da square Villemin.

O canal tem ao todo 4,55 quilômetros que se estendem ao longo do 10º e 11º arrondissements, e liga o basin de La Vilette e o canal de l’Ourcq ao basin de l’Arsenal (a marina de Paris) - ponto no qual o canal se comunica com rio Sena. A entrada do canal é formada pela dupla eclusa de La Villette, situada na praça de la Bataille-de-Stalingrad, perto da rotonde de La Villette.

Na entrada norte do túnel sobre o canal Saint-Martin existe uma praça bastante agradável para você recarregar suas baterias e relaxar a cabeça enquanto vê os barquinhos subindo o canal.

Inaugurado em 1825, o canal foi originalmente concebido para fazer a adução de água potável para abastecer a cidade. Em alguns pontos o canal é coberto: próximo ao boulevard Jules-Ferry, sob o boulevard Richard-Lenoir e finalmente sob a Place de la Bastille, de onde se abre para o basin de l’Arsenal. Se esses pontos cobertos do canal atrapalham o passeio? Não, de modo algum: nos pontos onde o canal se esconde, surgem bonitas praças e boulevares.

Ah, não precisa fazer cara de choro só porque começou a escurecer... Essa foto da Stéphane Touraine nos mostra que mesmo à noite o canal Saint-Martin é bonito até dizer chega.

Apesar de ser relativamente estreito em alguns pontos, o canal Saint-Martin é utilizado para navegação (inclusive turística), tendo em sua extensão 9 eclusas. E é mesmo divertido ver alguns barcos com as pessoas tomando sol no deck enquanto aguardam o enchimento das eclusas para seguirem subindo o canal.

Quem assistiu O Fabuloso Destino de Amélie Poulain deve se lembrar daquela cena na qual ela está sobre uma ponte do canal Saint-Martin fazendo as pedras ricochetearem na água.

Eu não disse? Olha lá a Amélie brincando de jogar pedrinha no canal.

Curiosidade: o canal inspirou Alfred Sisley em sua tela Vue du canal Saint-Martin à Paris, de 1870 - quadro que hoje faz parte do acervo permanente do Musée d’Orsay.

Caso você se anime a navegar pelo canal Saint-Martin ou pelos outros canais parisienses, um boa opção são os cruzeiros da Canauxrama, que é uma empresa especializada em realizar os passeios pelos canais da cidade. Os cruzeiros pelo canal Saint-Martin é um bonito passeio que dura aproximadamente 2h30 e conta um pouco da historia de Paris ao longo do percurso. Os passeios individuais custam 15,00€. De outubro a março você precisa fazer reserva pelo telefone 01 4239 1500. Astuce: comprando pela Internet o ingresso sai mais em conta (13,50€) e você tem 1 ano de prazo para usá-lo.

Canal Saint-Martin

Metrô: République linhas 3, 5, 8, 9 e 11, Goncourt linha 11 e Jaurès linhas 2, 5 e 7 bis.

5 de janeiro de 2009

O assunto agora é... Chocolate!

Que tal conhecer cinco novidades que algumas das melhores maisons de chocolat da França prepararam para esta virada de ano? Com vocês a pequena, saborosa (e inusitada) seleção da casa:

Já ouviu falar em trufa de trufa? Pois esta é a trufa (chocolate) com sabor de trufa (cogumelo). Graças a um resistente revestimento feito de chocolate, esse clássico da maison Roux pode ser entregue em qualquer parte do mundo. O preço - como era de se esperar - não é lá muito doce, mas é o preço da exclusividade, fazer o quê?

Truffe de Truffe (200,00€ o quilo), Henri Le Roux.

Para as festas de fim de ano, Jean-Paul Hévin - conhecido como "The" chocolatier de la rue Saint-Honoré - ornamentou sua coleção de bombons com sumo de cassis e creme de castanhas. Essas belezinhas foram criadas para serem saboreadas no último minuto do ano.

Chocolat Minuit 2008 (98,00€ o quilo), Jean-Paul Hévin.

Com flocos de neve de sabores insólitos (verveine, gengibre e toranja) pendurados numa árvore de chocolate, a bonita decoração de mesa de La Maison du Chocolat pode ser degustada ao fim da ceia de Natal.

Sapin Flocon de Cristal (98,00€ cada), La Maison du Chocolat.

OK, este chocolate vem da Bélgica, mas também pode ser adquirido na França. Com recheio de praliné e notas de limão, gengibre e pimenta, esta estrela estilizada e coberta de chocolate meio-amargo é criação do chocolatier belga Pierre Marcolini.

A Star is Born (35,00€ cada), Pierre Marcolini.

Abra a boca e feche os olhos: Pascal Pochon apostou no efeito surpresa com estas trufas de algas, de fava tonka, de azeite de oliva, de tomate-framboesa-manjericão e de queijo branco. E elas devem ser mesmo deliciosas, porque a caixa criada com exclusividade para o Grand Hôtel des Thermes de Saint-Malo vem com 12 trufas - na que aparece na foto eu contei 11... Nem esperam tirar a foto e já começam a desfalcar a caixa.


Truffes Pascal Pochon (15,00€ a caixa) pour Le Grand Hôtel des Thermes.

Uma pequena curiosidade: em francês chamamos de bonbons (se escreve assim mesmo, com dois 'enes') o que conhecemos em português como balas. Para se referir ao bombom (de chocolate) em francês você pode dizer bouchée de chocolat ou simplesmente chocolat.

Bensé: Au Grand Jamais




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Os top 50 da França

Cultura inútil na dose certa também vai bem de vez em quando, não? Pois bem...

Na edição de ontem do Le Journal du Dimanche foi publicado o resultado da pesquisa anual com a lista das 50 personalidades preferidas dos franceses na atualidade. O jornal encomenda anualmente essa pesquisa ao IFOP (Institut Français d’Opinion Publique), divulgando o resultado da enquete no último domingo do ano. Desta vez os três primeiros colocados na preferência dos franceses seguem ocupando a mesma classificação que ocupavam no ano passado, são eles:

1. O ex-tenista e atual cantor Yannick Noah é número 1 na opinião popular. Além de já ter feito muito pelo tênis francês em outras épocas e de cantar realmente bem, Noah é fortemente engajado em ações humanitárias e sociais. O cara faz boas ações e o povo francês reconhece - é dele novamente (e merecidamente) o primeiro lugar.

2. Com a segunda colocação ficou o humorista, ator e diretor de cinema e teatro Dany Boom. Em 2008 ele atuou e dirigiu o fenômeno Bienvenue Chez les Ch'tis - filme que se consagrou como o maior sucesso de bilheteria na França em todos os tempos.

3. Em terceiro lugar ficou o ex-jogador de futebol Zinedine Zidane. Para nós brasileiros, Zizou dispensa apresentações (Lembra dele, Joãozinho?). Para os franceses, o maestro é um orgulho nacional e a França não esquece seus heróis.

Muitos dos 50 eleitos são bem conhecidos do público brasileiro, como o cantor Charles Aznavour, o ator Gérard Depardieu, a atriz Sophie Marceau e o presidente Nicolas Sarkozy, por exemplo.

Para conhecer a lista completa com a classificação atual, classificação no ano passado e as fotos de cada uma das 50 personalidades preferidas na opinião dos franceses acesse: Top 50 du JDD. No nome de cada um você encontra o link para os seus respectivos sites oficiais.

C'est parti: Começa a temporada Viver Paris 2009

Bonjour amis ! Antes de qualquer coisa, desejo a você um excelente 2009 com muita saúde e grandes realizações. Depois de um período de férias (e sobre elas falaremos mais tarde), o Viver Paris está de volta a sua agradável tarefa de levar até você um pouquinho de informação e atualidade sobre a Cidade-Luz. E para voltar ao batente, começo o ano mostrando as fotos da neve que caiu (e até o momento segue caindo com bastante vontade) sobre Paris nesta manhã de segunda-feira.

Ontem à noite os termômetros da cidade marcavam 1 grau, mas até então nada de neve. A previsão do tempo já avisava que esta manhã ia nevar bastante em toda a região de Île-de-France - e como a nossa Meteo não costuma falhar, não deu outra.

E não é só a neve que cai por aqui: essa camada de gelo mais fina que cobre as calçadas pode fazer você escorregar tanto que faria a boneca Lu Patinadora (lembra dela?) parecer um troglodita sobre patins.

Et hop ! Attention ! Ao caminhar sobre a neve todo cuidado é pouco: a calçada da avenue de la Grande-Armée até parecia fofinha, mas escorregava que era uma beleza.

Hoje descobri até a utilidade de uma faixa de pedra rústica que atravessa o piso da entrada do edifício onde moro - a faixa que vai do portão do condomínio à porta do edifício foi o que me ajudou a parar de pé na hora de sair de casa esta manhã.

O meu carro é aquele branquinho ali ó... Foi assim que encontrei esta manhã o Corsa preto que alugamos para a viagem de férias. Sair para devolver o carro esta manhã foi diversão pura! Acho muito legal quando neva em Paris, uma cidade que é linda até debaixo do gelo.

Foto menor: imagem da esquina da avenue de la Grande-Armée com a rue Pergolese.