23 de janeiro de 2009

Anis: Rodéo Boulevard



Anis - Rodéo Boulevard
Na Fnac France
CD: 18,00€*
Download: 9,99€*

*Os preços podem sofrer alteração sem aviso prévio.

8.1 Bouton Commandez 100-30

Musée du Louvre

Foto: Rodrigo Rossetto

Hubert de Lartigue: o Yoda dos tickets de metrô

Olha só o que esse francês criativo de Vitry sur Seine inventou de fazer: réplicas das naves X-Wing e Falcon Millenium do filme Star Wars a partir de tickets usados do metrô de Paris.

Faça você mesmo sua X-Wing igualzinha a do Luke Skywalker.

Ou então uma Falcon Millenium igual a do Han Solo.

Quer aprender? Esse autêntico mestre Jedi dos tickets de metrô nos ensina passo a passo como é que se faz: X-Wing e Falcon Millenium.

Vai tentar? Que a Força esteja com você!

Mécanique Ondulatoire

O nome deste barzinho é curioso, mas explica-se: a idéia é justamente acolher tanto o pessoal que gosta de dançar ao som de música ao vivo, quanto a galerinha que prefere discutir sobre arte e filosofia - portanto, se você gosta de ambas as coisas este rock bar filosófico é o lugar certo.

E a fórmula parece ter dado certo: o Mécanique Ondulatoire já existe há 15 anos pertinho da place de la Bastille e funciona assim: no salão térreo fica um bar animado com DJ-set, no primeiro piso funciona uma área de exposições e conferências (a parte séria da casa) e na cave (ahá!) uma área de concertos com pista de dança que comporta bem até 150 pessoas. Portanto é bom já ir sabendo: se aqui você não filosofar, dançou!

A decoração tem alguns itens de memorabilia bem localizados, o que dá aquele ar meio retrô ao ambiente. Quanto ao som, o bom e velho rock’n’roll predomina - claro. Apesar disso, a programação musical do Mécanique é bem diversificada: new-wave, punk-rock, soul, blues e techno também costumam estar presentes e muito bem representados.

Cansou de fazer cara de conteúdo? Já pro porão!

A animação é garantida não apenas em dias de concerto, mas também quando o Mécanique Ondulatoire organiza suas tradicionais noitadas temáticas - as mais famosas são as soirées anos 60 (conhecidas como Bastille Bastille) ou anos 80 (a soirée Boums de la Méca).

Uma boa opção no animado quartier Bastille, seja para conhecer um pessoal descolado ou para botar o papo em dia com os amigos - em ambos os casos, quando a música falar mais alto que as palavras, apenas desça até a cave e caia na dança.

O barzinho tem uma página bacana no MySpace com toda a programação de debates e musical. O link de acesso está logo abaixo (Como onde? No nome do bar, Joãozinho!).

Mécanique Ondulatoire
8 passage Thiéré
Tel.: 01 4355 1674
Metrô: Bastille linhas 1, 5 e 8 ou Ledru-Rollin linha 8

Fotos: da página do Mécanique Ondulatoire no MySpace.

22 de janeiro de 2009

Serge Gainsbourg: Le poiçonneur de Lilas




Ah, achei! Não falei que tinha uma música do Serge Gainsbourg que falava do poiçonneur que furava os bilhetes de metrô? Pois aqui está, num video de 1958. Ela é do começo da carreira do Gainsbourg - justamente a fase dele que eu mais gosto de ouvir atualmente.

Serge Gainsbourg - Best of
Na Fnac France
CD: 22,00€*


*Os preços podem sofrer alteração sem aviso prévio.

8.1 Bouton Commandez 100-30

Tickets do metrô parisiense

A situação não é lá tão comum de acontecer, mas também não é nada tão raro assim. Realiza: Você está em Paris, radiante como um feriado. Claro, vai pegar o metrô direto para aquele café bacana que você viu na revista - você penteou o cabelo diferente e até botou o cachecol novo. Confiante, vai em direção às catracas do metrô, coloca o bilhete no lugar certo mas... A maldita catraca não abre! Você tenta disfarçar a cara de encatracado enquanto segue para o guichê trocar seu bilhete.

Pois na edição de hoje do Le Figaro o brilhante colunista Jean-Luc Nothias explicou o por quê dos bilhetes de metrô se desmagnetizarem e deu boas dicas de como evitar que isso aconteça. E o mais interessante da matéria é que ele também nos conta um pouco sobre a historia dos bilhetes do metrô parisiense e como funcionam suas misteriosas fitinhas magnéticas.

Primeiro, um pouquinho de historia

Segundo nos conta Nothias, o primeiro ticket de metrô apareceu em Paris em 19 de julho de 1900 com a inauguração da linha 1, que mesmo na época já ligava Porte-Maillot a Vincennes. Na época os trens do metrô eram formados por vagões de primeira e segunda classe. Em 1900 o bilhete ainda não dispunha de fita magnética e os chefes de trem (poiçonneurs), passavam de vagão em vagão validando as passagens com um alicate que furava os bilhetes. Êita! Acabo de me lembrar de uma música do Gainsbourg que fala disso...

Que perfuratrizes que nada! Na Paris de 1900 as avenidas da cidade eram rasgadas, os trilhos do metrô passavam e depois tudo era coberto de novo. Aqui, a avenue de l'Opèra aberta para a construção do metrô - e até hoje tudo funciona que é uma beleza!

Os tickets magnéticos de funcionamento similar ao que conhecemos hoje surgiram em Paris apenas em 1967, seguindo o modelo que uma empresa francesa desenvolveu para o metrô de Montreal um ano antes.

Olha como era o metrô na estação Bastille em 1908.

Mas e a tal fitinha magnética?

Pois bem, é justamente a tal fitinha magnética de 5 milímetros de largura no verso do pequeno ticket de cartolina que faz a mágica acontecer. Ela é feita de uma tinta impregnada com partículas de óxido de ferro que funcionam como mini-ímãs - com pólo positivo, negativo e tudo mais a que um ímã tem direito. Esses mini-ímãs são colocados na fita de qualquer jeito, sem respeitar polaridade nem nada disso. Mas quando são submetidos a um campo magnético, os mini-imãs passam a se orientar paralelamente. Assim, o sistema permite criar um código binário simples, o que possibilita “gravar” um código sequencial de 0's e 1's na pista de tinta magnética.

Como? Assim, Joãozinho: quando compramos os bilhetes do metrô, eles são impressos com os tais mini-ímãs todos desorientados - o bilhete contém dessa maneira apenas códigos binários 0. Quando você passa o bilhete pela catraca do metrô, os mini-ímãs passam por um novo campo magnético que deixam alguns pedacinhos da fita magneticamente ordenados, criando uma seqüência binária (de 0's e 1's) na fitinha do seu bilhete. Assim, mini-imãs desordenados são entendidos como 0's e mini imãs ordenados são entendidos como 1's.

Dessa forma o seu ticket também é capaz de informar sua validade, limitação geográfica, horário de uso, ponto de utilização... Os fiscais da RATP têm um aparelhinho chamado detector de Hall, que injeta uma pequena corrente elétrica no seu bilhete de metrô capaz de interpretar essas informações - a intensidade de corrente do aparelho depende do valor 0 ou 1 do código binário. Dessa forma, através da variação de corrente elétrica o aparelho consegue saber tudo o que está gravado no seu bilhete. Portanto, de nada adianta os espertalhões pularem a catraca e depois apresentarem um bilhete do mês passado - tipos assim além de irem para o Inferno por mentir, ainda pagam em vida uma multa de 50,00€ para a RATP.

Pequenas (e importantes) recomendações

Assim, fica claro que a causa do bilhete deixar de funcionar se deve a desmagnetização acidental da fitinha que fica no verso do ticket - o que faz com que todas as informações gravadas nela sejam perdidas, já que os bilhetes de metrô são sensíveis aos campos magnéticos.

E é por isso que a RATP recomenda que você não os deixe próximos a campos magnéticos que possam modificar a orientação dos mini-ímãs. Para as mulheres, uma recomendação especial: além de celulares, televisores, fones de ouvido, etc. os ímãs dos fechos magnéticos de bolsas, estojos de óculos e agendas também são fortes o suficiente para desmagnetizar seus bilhetes de metrô. E isso não depende apenas do tempo de permanência do campo magnético, mas também de sua intensidade. Portanto, aquela sua bolsa invocadona que tem um ímã tão bom que praticamente a fecha sozinha e até distorce a imagem da TV quando você passa perto (putz, que exagero), é uma verdadeira catástrofe para os seus bilhetes de metrô.

Já os modernos cartões Navigo equipados com a tecnologia RFID (um sistema de identificação por rádio freqüência) estão isentos desse tipo problema. Todas as suas informações ficam armazenadas num chip eletrônico equipado com antena. E nem é preciso o contato físico entre o cartão e a catraca para que a mensagem seja interpretada. Mais prático, mais rápido e mais seguro para guardar informações. Ao que tudo indica, os tickets magnéticos já ensaiam a aposentadoria definitiva que deve acontecer em poucos anos.

Para ler a matéria de Jean-Luc Nothias no Le Figaro:
Pourquoi les tickets de métro peuvent-ils se démagnétiser?

Foto menor: Jornal Le Figaro / Fotos em branco e preto: Arquivo RATP

21 de janeiro de 2009

Musée de l'Armée / Hôtel des Invalides

Foto: Rodrigo Rossetto

Pub Télé: Air France

Muita gente conhece o trabalho do diretor francês Miche Gondry apenas no cinema - ele dirigiu Jim Carrey e Kate Winslet em Brilho eterno de uma mente sem lembranças e mais recentemente Jack Black em Rebobine, por favor.

O que pouca gente sabe é que Gondry é também o responsavel por realizar diversas campanhas publicitarias para a televisão. E o resultado não poderia ser outro: propagandas bonitas, criativas e agradaveis de serem vistas. Selecionei dois filmes da Air France que servem bem para exemplificar o trabalho de Michel Gondry em filmes publicitarios.



O primeiro filme, batizado de "Le Passage" é o meu preferido.



Este outro chamado de "Le Nuage" faz parte da mesma campanha.

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Tem sim. Além do espaço para comentarios que existe ao final de cada artigo você também pode contatar o Viver Paris através do e-mail viverparis@gmail.com.

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