27 de janeiro de 2009

Greve geral do dia 29 de janeiro

Sim, os rumores são verdadeiros: está prevista para a próxima quinta-feira dia 29 uma greve geral de um dia em todo o país.

O ponto de partida dessa greve foi em novembro passado, quando as oito principais organizações sindicais francesas decidiram organizar um dia comum de protestos por emprego, garantia do poder de compra e “condições da reativação econômica”. Com o passar dos dias a idéia abriu caminho para que outras organizações trabalhistas se juntassem ao movimento. Os pré-avisos de greve se multiplicaram, e sites foram criados na Internet pelas entidades sindicais como ferramenta de apoio à organização. A longa lista com os locais de manifestações acabou motivando até a criação de uma página no Google Maps pela CGT para que os simpatizantes do movimento pudessem encontrar mais facilmente o seu ponto de manifestação.

Os organizadores da manifestação esperam que desta vez, além das categorias que tradicionalmente puxam os movimentos grevistas na França, como os aeroviários, os funcionários dos transportes públicos municipais ou os ferroviários, consigam também arrebanhar os bancários, operadores da Bolsa, jornalistas, advogados, empregados agrícolas...

Porém, apesar da empolgação das entidades sindicais, o Ministério do Interior avalia que ainda é relativamente cedo para que se possa avaliar a taxa de participação no movimento setor por setor. Como sempre, as prefeituras devem se encarregar de gerir localmente as manifestações.

Se a greve corresponder mesmo à quantidade de bandeirinhas da CGT que vi no Google Maps, ou à lista dos setores que prevêem parar no dia 29, talvez o melhor mesmo seja passar a quinta-feira em casa.

Em Paris as manifestações devem ocorrer por volta das 14h00 na place de la Bastille - portanto, evite circular por essa região no dia 29.

26 de janeiro de 2009

Au Marché de la Butte

Há alguns meses escrevi um artigo falando sobre o Café des 2 Moulins, o café que ficou imortalizado no cinema graças ao filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain.

Outro endereço interessante para você que gostou do filme e que costuma aproveitar o tempo livre caminhando pelas ruas de Montmartre é a da rue des Trois Frères com a Passage des Abesses - bem ali fica Au Marché de la Butte, que no filme era a épicerie do mesquinho Monsieur Collignon (Urbain Cancelier), que não cansava de maltratar o pobre Lucien (o genial Jamel Debbouse).

Au Marché de la Butte: onde Monsieur Collignon infernizava a vida do gentil Lucien.

E deixando um pouco à parte a questão do cinema, no Au Marché de la Butte você encontra frutas, legumes e verduras sempre fresquinhos - como em toda boa épicerie parisense.

Ah, e por que não matar um pouco a saudade de Amélie Poulain com algumas cenas dos erros de gravação? Um filme sublime até quando a cena não dá certo.



Au Marché de la Butte

Tel.: 01 4264 8630
Metrô: Abesses linha 12

Ford: nossos velhos conhecidos de cara nova

Essa é cara (ou melhor, a traseira) no novo Ford Ka que já começa a ser visto rodando pelas ruas e estradas francesas.

Aqui o preço de uma belezinhas dessas é de 6.990,00€. Porém, sobre esse valor ainda existe uma redução de 700,00€ referente ao chamado bônus ecológico, que é aplicado ao preço de veículos com baixa emissão de CO2. Quem se desfizer de um veículo com mais de 15 anos de uso na troca por um desses ainda ganha mais 300,00€ de desconto. Assim, o valor final do novo Ford Ka pode ser de apenas 5.990,00€ (algo em torno de 17.900,00R$).

A concessão do bônus ecológico faz parte do conjunto de iniciativas do governo francês para reduzir a emissão de gazes poluentes. Dependendo do veículo, o desconto na compra de um zero quilômetro pode chegar até a 5.000,00€ - quanto menos CO2 o carro emite, maior o desconto.

O novo Ford Ka já apareceu no filme Quantum of Solace, o último de James Bond.

O abatimento adicional de 300,00€, por sua vez, visa tirar de circulação os veículos com mais de 15 anos de uso - normalmente mais poluentes e com alto consumo de combustível.

O Fiesta também mudou: mais bonito, segue a nova linha da família Ford na Europa.

Por outro lado, quem optar pela compra de um carrão super esportivo deve adicionar o chamado montant malus na conta, que funciona do mesmo modo que o bônus ecológico - só que às avessas. Essa penalidade que é paga no momento da compra dos veículos novos com alto consumo de combustível, espera desestimular os consumidores de carros gastões e poluentes - e, indiretamente, pressionar os fabricantes a investirem em tecnologias menos nocivas ao meio ambiente.

Para saber mais, acesse o site francês da Ford.

Les Halles

Foto: Rodrigo Barreto

Paris: o clima na semana

Previsão para a cidade de Paris entre os dias 26/01/2009 e 01/02/2009*.

Segunda, 26 de janeiro de 2009
Previsão: Névoa
Max.: 5°C
Min.: 2°C
Risco de precipitação: 10%

Terça, 27 de janeiro de 2009
Previsão: Névoa pela manhã / Sol à tarde
Max.: 5°C
Min.: 2°C
Risco de precipitação: 10%

Quarta, 28 de janeiro de 2009
Previsão: Chuva leve
Max.: 5°C
Min.: 1°C
Risco de precipitação: 60%

Quinta, 29 de janeiro de 2009
Previsão: Névoa pela manhã / Sol à tarde
Max.: 7°C
Min.: 1°C
Risco de precipitação: 10%

Sexta, 30 de janeiro de 2009
Previsão: Nublado
Max.: 7°C
Min.: 3°C
Risco de precipitação: 10%

Sábado, 31 de janeiro de 2009
Previsão: Chuva leve
Max.: 8°C
Min.: 2°C
Risco de precipitação: 60%

Domingo, 1 de fevereiro de 2009
Previsão: Chuvas esparsas
Max.: 6°C
Min.: 1°C
Risco de precipitação: 30%

*Previsão Meteo123.com (um canal The Weather Channel France). Dados colhidos em 26/01/2009 às 11h00. Acompanhe a evolução das modificações climáticas durante a semana no site Meteo123.com.

Michel Sardou: Le France




E aqui está a canção de 1975 de Michel Sardou em homenagem ao navio France.

Michel Sardou - Le France
Na Fnac France
CD: 8,54€*
Download: 9,99€*

*Os preços podem sofrer alteração sem aviso prévio.

8.1 Bouton Commandez 100-30

SS France no hotel Marcel Dassault

Até o dia 9 de fevereiro quem passar pelo hotel Marcel Dassault poderá ver a ponta do casco do mítico transatlântico France exposta na cour do hotel.

Com 3,51m de altura e pesando mais de 4 toneladas, essa parte do navio tem valor estimado entre 60.000,00€ e 80.000,00€. Ela e os demais vestígios do navio histórico serão leiloados nos dias 8 e 9 de fevereiro próximo.

O transatlântico France foi inaugurado por Charles de Gaulle em 11 de maio de 1960, e colocado em operação comercial dois anos mais tarde pela Compagnie Générale Transatlantique. Construído na época para ser o maior, mais rápido, confortável e seguro navio do mundo. O France tinha 315,66m de comprimento, sendo luxuosamente mobiliado e decorado pelos pintores da Escola de Arte de Paris.

Na foto de 1974, o France ancorado no porto de Hong-Kong.

No período em que pertenceu à C. G. Transatlantique o navio realizou inúmeras travessias do atlântico (o que fazia em apenas 5 dias), além de diversos cruzeiros de volta ao mundo. Porém, em 1969 a empresa começa a enfrentar dificuldades econômicas provocadas pela evolução meteórica do transporte aéreo e pela forte concorrência com o recém costruído Queen Elisabeth 2.

Em 1975 o cantor Michel Sardou escreveu e gravou Le France para tentar salvar o navio, mas nem o estrondoso sucesso da canção de Sardou adiantou - em 1977 o France finalmente é vendido para um negociante saudita, que o deixou abandonado de 1977 a 1979 até que fosse vendido para a empresa norueguesa Norwegian Caribbean Lines. O navio, então rebatizado de Norway, passa a operar cruzeiros pelo Caribe.

Triste cena: ao fundo, o Blue Lady em 2007 aguardando pela demolição.

Depois de sucessivas modificações que descaracterizaram tanto sua identidade visual quanto seu projeto mecânico original, o navio passa a sofrer avarias cada vez mais severas - uma particularmente grave: a explosão de uma caldeira que provocou a morte de vários marinheiros no porto de Miami em 2003 e condenou o navio ao completo desmantelamento. Em 2005 ele é então rebocado para um porto na Malásia onde é rebatizado de Blue Lady - um nome que condiz bem com sua condição: Blue Lady, que em tradução literal significa dama azul também pode ser entendido como dama triste. O navio foi demolido e completamente desmontado na Índia no início do ano passado.

Hotel Dassault
7, rond-point des Champs Elysées
Metrô: Franklin D. Roosevelt linhas 1 e 9


Foto menor: imagem da gloriosa inauguração do France em 1960.

Exposição Ron Arad no Centre Pompidou

Seguindo sua tendência de ser uma referência na apresentação dos trabalhos dos mais marcantes nomes da criação contemporânea, o Centre Pompidou consagra até o dia 16 de março um espaço exclusivo ao arquiteto e designer Ron Arad.

Nascido em Tel Aviv e formado na Academia de Arte de Jerusalém e, posteriormente, na Architectural Association School de Londres, Ron Arad acabou se estabelecendo na capital britânica em 1973. Desde então criou uma vasta diversidade de peças de formas sinuosas, que vão desde o desenho de peças únicas até a produção em massa.

A retrospectiva de toda a carreira de Ron Arad que acontece no Centre Pompidou apresenta as peças mais importantes e emblemáticas criadas por ele - protótipos exclusivos acompanhados de recursos explicativos áudio-visuais, séries feitas em escala limitada, objetos fabricados em escala industrial e projetos arquitetônicos.

Essa é a primeira vez que Arad expõe seu trabalho na França.

Ron Arad: Poltrona Oh Void 2, 2008

Exposição Ron Arad
Centre Pompidou
Place Georges Pompidou
Tel.: 01 4478 1233
Metrô: Rambuteau linha 11

Até 16 de março / Abre de quarta à segunda das 11h00 às 21h00
Para comprar seu ingresso na Fnac clique aqui.

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23 de janeiro de 2009

Shakespeare and Company

Faz tempo que estou para publicar um artigo sobre a livraria Shakespeare & Co. Desta vez achei melhor ao invés de seguir a mesma linha de artigos que costumo escrever para o blog, publicar alguns trechos de um texto que escrevi sobre a livraria em 2007. Espero não decepcionar... Lá vai...

(...)Depois de um breve café me lancei na escuridão de uma manhã fria e preguiçosa que ainda estava por despertar - não sem antes colocar no bolso do casaco meu exemplar de Um livro por dia do jornalista canadense Jeremy Mercer, que eu lia com particular interesse. O livro trata da temporada parisiense do autor na livraria Shakespeare and Company e eu esperava conseguir avançar mais algumas páginas no metrô. Durante o período em que estive em Paris em 2002 a Shakespeare and Company era um dos lugares que eu visitava com bastante freqüência, mesmo que fosse apenas para estar ali e respirar um pouco daquela atmosfera insólita.

A Shakespeare and Company: um dos meus lugares preferidos no mundo.

A Shakespeare and Company é uma daquelas raras livrarias que têm alma. Alma que sussurra aos meus ouvidos quando estou lá perdido entre um pensamento e uma página de On The Road de Kerouac. Alma que se reflete nas pilhas de livros, novos e usados que estão espalhados e empilhados por todos os cantos onde se é possível equilibrar um livro: estantes, cadeiras, corredores, caixas de papelão e sobre as camas que George Whitman, o lendário e idiossincrático proprietário, reserva para todo jovem escritor faminto que estiver disposto a dormir mal, comer pouco e ajudá-lo a cuidar da livraria duas horas por dia. A única regra a cumprir: ler um livro por dia. Ali, jovens escritores têm a oportunidade de ler, pesquisar e criar. Podem se dedicar em tempo integral ao desenvolvimento literário e aos seus sonhos de se tornarem tão grandiosos quanto Ernest Hemingway, um dos ilustres freqüentadores da livraria - a Shakespeare and Company é o pano de fundo de Paris é uma festa, uma das magistrais obras de Hemingway. Muitos dos que por ali passaram jamais conseguiram publicar uma única linha sequer, mas muitos se tornaram escritores e editores renomados, como Paul Abelman, Henry Miller, Anaïs Nin, Allen Ginsberg... E Jeremy Mercer - claro. A livraria ainda abriga raridades, como manuscritos de escritores célebres, as autobiografias de cada uma das centenas de pessoas que ali se hospedaram e parte da biblioteca pessoal de Graham Greene, que George arrematou na ocasião da morte do escritor. É na Shakespeare and Company que começa o filme Antes do Pôr do Sol, com Ethan Hawke e Julie Delpy.(...)

Deus abençoe essa bagunça! Um dos dormitórios da Shakespeare & Co.

(...)Imediatamente pensei que não existe melhor maneira de se viver a história de um livro do que estando dentro dela. Saltei na estação Cité agradecendo ao acaso pela minha distração, tão oportuna, me proporcionar mais um de meus pouco freqüentes passeios inevitáveis. Sai da estação bem no mercado de flores da Île de Cité - o maior e mais tradicional mercado de flores e plantas de Paris. Tão logo ganhei a calçada fui saudado pelos sinos da catedral de Notre Dame.

Ainda eram 8 horas, e quando virei a esquina pude ver a linda fachada da Notre Dame se erguendo majestosa em meio ao frio e à escuridão da manhã. Havia poucas pessoas nas ruas e percebi que a catedral ficava ainda mais bonita com sua entrada completamente isenta dos milhares de turistas que a visitam todos os dias. Segui pela face norte da catedral, avançando pela rue du Cloitre Notre Dame. Passei pelos seus cafés e lojinhas de souvenir ainda fechados. Virei na Square Jean XXIII e parei sobre a ponte para apreciar o amanhecer num dos trechos mais bonitos do rio Sena.

O céu estava cinza, como costuma estar nesta época do ano em Paris, e um prenúncio de chuva ia se tornando mais iminente a cada instante. Mas por um momento o Sol decidiu aparecer, conferindo às nuvens sobre a extremidade Leste do rio Sena um tom alaranjado como eu nunca vira antes - jamais pensei que o céu pudesse se adornar com uma cor daquelas. Os raios do Sol, ao atingirem as maciças estruturas da Notre Dame, tingiram suas grossas paredes em vários tons de laranja. Decididamente eu não contava com esse espetáculo logo pela manhã.(...)

Aqui, uma vista do salão principal da livraria.

Segui pela outra margem do rio Sena em direção ao Café Panis - o ponto de encontro diário dos escritores que se hospedam na Shakespeare and Company. De frente para o Panis lembrei-me da descrição que o livro faz sobre o lugar, e pude ver as quatro cadeiras altas que são objetos de disputa entre os escritores para que possam fazer suas anotações sobre o pesado balcão de madeira enquanto tomam um petit café - no Panis o café servido no balcão custa metade do que custaria na mesa, e isso faz muita diferença para um escritor em inicio de carreira que trabalha apenas para ter onde dormir e o que comer. Pude ver através da porta envidraçada do café a maciça estante cheia de livros, descrita em detalhe por Mercer - detalhes que viviam apenas na minha imaginação e agora estavam ao alcance das mãos.

Panis, o ponto de encontro dos jovens escritores da Shakespeare & Co.

Atravessei a rua e depois dela o pequeno parque municipal que guarda a árvore mais velha de Paris. Plantada em 1602, ela precisa hoje ser sustentada por escoras de madeira e concreto para não cair. Mas segue imponente, com suas poucas folhas já secas pelo efeito climático do Outono francês. Ao sair do parque, lá estava minha Meca literária: Shakespeare and Company.

Ninguém conhece Paris como ela: Madame Robinier vive na cidade há mais de 400 anos.

Passei pela fonte Wallace e sentei-me defronte a livraria sob uma das cerejeiras que fazem uma agradável sombra sobre leitores que, como eu, se esquecem da vida ao folhear os livros expostos na calçada. Observei com atenção a pequena porta verde ainda trancada. A porta por onde passaram grandes nomes da literatura. A porta que abriga tanta vida e tantos sonhos. Acabei por descobrir, meio sem querer, que a estreita estante externa onde são colocados os livros durante a atividade da loja servia também como caixa de correio durante a madrugada. Em uma das prateleiras repousava uma única carta endereçada a George Whitman.

(...)Admirei o interior da loja através da vitrine. Pude ver diversos livros sobre o comunismo e algumas pesquisas literárias sobre a vida de escritores outsiders como Jack Kerouac e Charles Bukowski. Ainda levaria algumas horas para que os residentes da livraria despertassem para abrir a loja - a Shakespeare and Company abre diariamente do meio-dia à meia-noite, inclusive aos domingos e feriados.

Saindo do mítico número 37 da rue de la Boucherie, andei até a rue Saint Jacques para encontrar o bar Polly Magoo - o preferido de Jim Morrison, que viveu em um hotel próximo e onde os escritores da Shakespeare and Company fazem seus happy hours em comemorações especiais. Atravessei a Saint Jacques para entrar na rue de la Huchette, atualmente a rua dos restaurantes gregos para turistas. Nessa estreita rua, onde os aliciadores de turistas quebram pratos de cerâmica barata na tentativa de chamar a atenção para seus restaurantes, em outros tempos viveu um jovem soldado do exército francês chamado Napoleão Bonaparte, na casa de número 10.

Polly Maggo era o bar parisiense favorito de Jim Morrison, o Rei Lagarto.

E sozinho, caminhando por entre ruas estreitas, esta manhã eu percebi, talvez mais do que nunca, o quanto amo esta cidade e me encanto com ela. Quanta vida há em Paris. Vida em plenitude e essência. Quanta história presenciou cada pedra daquelas calçadas por onde andei, cada árvore pela qual passei, cada degrau das escadas da minha livraria de sonho. O que aquelas paredes poderiam me contar? Hoje se fez nítida para mim a sensação de que em Paris não é preciso muito para ser feliz.(...)

Eu ainda me recordo da primeira vez em que entrei na Shakespeare and Company. Com uma expressão abobalhada de espanto e admiração, lembro-me de ter lido uma frase escrita em um degrau de pedra da livraria: “Viva para a humanidade”. E sobre uma passagem: “Trate bem os estranhos, eles podem ser anjos disfarçados”. Esses são os lemas da Shakespeare and Company. E é exatamente isso o que a alma da velha livraria sussurra ao meu coração quando estou ali.



No video, uma breve apresentação da Shakespeare and Co. por Sylvia Whitman, filha de George Whitman e atual gerente da loja.

Tel.: 01 4325 4093
Metrô: Saint-Michel linha 4

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