12 de fevereiro de 2009

A Géode de la Vilette

Vista de fora a Géode parece ser apenas um impressionante monumento futurista. Não deixa de ser, é bem verdade - mas para a nossa felicidade a Géode é mais do que isso.

Inaugurada em 1985 e totalmente renovada em 1998, o imenso globo prateado de 36 metros de diâmetro é na verdade um moderno cinema que conta com a maior tela Imax do mundo: uma imensa tela hemisférica de 1.000m2 que recobre parte do interior da Géode. A sala stadium tem capacidade para acolher 370 pessoas por sessão e possui 27° de inclinação em relação ao solo. Ja a tela é enclinada em 30° - toda essa combinação de inclinações e curvaturas permitem que os espectadores tenham a sensação de estarem dentro do filme.

A Géode 'em corte': princípios da física (e muita tecnologia) transportam os espectadores para dentro do filme.

Ao sair da sala do cinema, o visitante passa diante das impressionates cabines de projeção, inteiramente envidraçadas. Isso permite que as pessoas vejam os nichos sobre os quais os equipamentos se alojam durante a projeção, o moderno projetor que corre sobre trilhos, as bobinas dos filmes, os computadores que gerenciam o espetaculo, etc. O sistema de projeção Omnimax daa um efeito otico exepcional ao espectador - a imagem projetada na tela é 10 vezes maior que a de um cinema cinematografico convencional. Outro ponto impressionante da Géode é a sonorização: com 21.000 Watts de potência, otimiza o impacto das imagens.

Quando as luzes se apagam, simplesmente tudo o que está ao seu redor se tranforma na maior tela de alta definição do mundo.

Em 2007 foi inaugurado o sistema IMAX na Géode com capacidade para diversificar a sensação audiovisual em 3 sensações distintas. Assim, nas exibições Géode 3D-relief e Géode HD são apresentados documentarios, filmes de curta e longa metragem em alta definição e filmes de animação digital; a exibição Géode Spectacles é dedicada aos espetaculos ao vivo retransmitidos via satélite.

Aqui as escadas rolantes que dão acesso à sala de cinema.

E é nesse templo da tecnologia cinematográfica que vai ser exibido Moi, Van Gogh, filme sobre o qual acabei de escrever. E sim, Joãozinho, no salão de entrada tem pipoca - e um café montado no capricho.

Voilà, le café de la Géode.

A Géode é praticamente um anexo da Cité des Sciences et de l'Industrie, e são atrações do complexo de entretenimento cultural do parque de la Vilette - um dos mais importantes pólos difusores das manifestações culturais da cidade. Além da Géode e da Cité des Sciences et de l'Industrie, la Vilette também reúne a Cité de la Musique, o Zénith (uma das casas de shows mais importantes da cidade - até o Chico Buarque já tocou lá), um pavilhão de exposições, cinemas convencionais, restaurantes, uma extensa área verde excelente para caminhadas (e para ouvir as batucadas que africanos e latinos organizam nos finais de semana), locais destinados à projeção de filmes open air...

A Géode é parte integrante (e importante) do bonito parque de la Vilette. Ao fundo, a Cité des Sciences et de l'Industrie.

Curiosidade: O espelho d'água que cerca a Géode é na verdade um engenhoso relógio musical.

La Géode
26 avenue Corentin-Cariou
Tel.: 01 4005 7999
Metrô: Porte de la Vilette linha 7

Moi, Van Gogh: Tecnologia a serviço da arte

No próximo dia 25 de março entra em cartaz na Géode de la Vilette a projeção Moi, Van Gogh (Eu, Van Gogh) - uma maneira surpreendente de apresentar as obras do pintor holandês.

Para a montagem desse filme, as principais obras de Vincent Van Gogh foram filmadas a 2 centímetros de distância com equipamentos de tecnologia Imax - o top da alta definição cinematográfica. Para possibilitar o efeito desejado, foi desenvolvida para esse filme uma importante adaptação às películas de filmagem, que multiplicou por 9 o seu tamanho. Todo esse trabalho resultou em um vídeo impressionante, que faz valer o seu custo de 1.000,00€ o minuto. Como resultado os espectadores experimentam uma verdadeira imersão nas obras de Van Gogh, projetadas em uma tela de 1.000m2.

E um detalhe importante, o filme foi pensado e realizado para que os olhos do espectador não se perdessem diante da imensidão da tela, mas que seguissem quase que instintivamente os detalhes importantes em uma sequência lógica. Um trabalho genial que mostra as obras de Van Gogh como você nunca viu.

Para ver um pequeno extrato de um vídeo de Moi, Van Gogh mostrando a evolução de uma tela do artista desde o primeiro traço, clique aqui.

Moi, Van Gogh
La Géode
26 avenue Corentin-Cariou
Tel.: 01 4005 7999

Metrô: Porte de la Vilette linha 7

De 25 de março a 12 de maio de 2009
Sessões as 11h30, 13h30, 16h30 e 20h30
Proibida a entrada de menores de 3 anos. Desaconselhável para gestantes.
Ingresso: 12,10€
Para comprar seu ingresso clique em: Moi, Van Gogh

8.1 Bouton Commandez 100-30

9 de fevereiro de 2009

Henri Salvador: Jardin d'hiver




Henri Salvador - Chambre avec vue
Na Fnac France
CD: 16,00€*
Donwload: 9,99€*

*Os preços podem sofrer alteração sem aviso prévio.

8.1 Bouton Commandez 100-30

O Pensador: Musée Rodin

Europeana: Inaugurada a biblioteca virtual da UE

Estimados, essa notícia chegou até mim por intermédio do meu tio João Pedro (meu mentor cultural), que me contou sobre a inauguração da Europeana, a biblioteca virtual multimídia europeia.

Através do site da Europeana podemos acessar mais de dois milhões de obras provenientes dos 27 Estados-Membros da União Europeia - livros, mapas, registros de som e video, imagens, documentos de valor historico e pinturas pertencentes ao acervo das bibliotecas nacionais e instituições culturais de toda a Europa. - incluindo o Musée du Louvre, que contribuiu com imagens digitalizadas de seus quadros e demais objetos das suas coleções.

A Comissão Europeia que desde 2005 trabalha na organização da biblioteca Europeana tem como objetivo expandi-la nos proximos anos através do engajamento do setor privado no projeto. O avanço europeu em termos de tecnologia da comunicação aliado à riqueza cultural do continente, resultaram neste belo trabalho em favor da universalização da cultura.

O site tem interface em todas as línguas faladas na UE. Merci, JP!

Para acessar o site clique em: Europeana.

Radio France: Concertos gratuitos no Petit Palais

Incluir no seu passeio um concerto com boa música em um autêntico palácio parisiense pode sair mais barato do que você pensa - e neste caso, de graça. E é justamente motivada pela difusão cultural que a Radio France e Arièle Butaux promovem todas as quintas feiras no Petit Palais a série de concertos D'une rive à lautre (De uma margem à outra).

Nesses espetáculos gratuitos semanais que acontecem sempre das 12h30 as 13h30, artistas convidados realizam apresentações de 1 hora de duração tocando do clássico ao jazz. A programação dos concertos D'une rive à lautre de fevereiro a maio é a seguinte:

12 de fevereiro: Nora Cismondi (oboé) e Marco Faraco (voz)
5 de março: Igor Tchetuev (piano) e Guillaume de Chassy (piano jazz)
12 de março: Felicity Lott (soprano) e Jason Carr (piano jazz)
19 de março: Xavier Phillips (violoncelo), Jean-Marc Varjabedian (viola)
26 de março: Juliette - Quai numero 5
2 de abril: Jean-François Heisser (piano) e Martial Solal (piano jazz)
9 de abril: Fanny Clamagirand (viola) e Florent Jodelet (percussão)
30 de abril: David Greilsammer (piano) e Yaron Herman (piano jazz)
7 de maio: Dimitri Maslennikov (violoncelo) e Christophe Eschenbach (piano)
14 de maio: Marie-Josèphe Jude (piano), Louis Moutin (bateria) e François Moutin (contrabaixo)

Para quem ainda não conhece, além de formada em música, Arièle Butaux é uma escritora e jornalista francesa que anima nas noites de terça-feira o programa Un mardi idéal (Uma terça ideal) na rádio France Musique.

Recomendo apenas que você chegue com alguns minutos de antecedência, pois a entrada é limitada ao número de lugares disponíveis. Aproveite o horário e a ocasião para almoçar no café do Petit Palais - o ambiente é super bonito, tem vista para o jardim do palácio e o preço de um almoço costuma sair por volta de 10,00€ (8,50€ as saborosas e bem montadas tortas salgadas com salada e 4,50€ os sanduiches).

Concerts D'une rive à lautre
Tel.: 01 5343 4000
Metrô: Champs Elysées-Clémenceau linha 1
Ônibus: Linhas 42, 72, 73, 80 e 93

Exposição: 6 milliards d’Autres

Qual pode ser o ponto comum entre o relato de uma jovem marcada por uma infância triste causada pelo pai truculento e outra moça sorridente e cheia de nostalgia que acreditava quando criança que seu pai fosse um verdadeiro rei? Essas duas histórias se fundem a outras para nos contarem ao todo 5.000, de pessoas de diversas partes do mundo, em relatos registrados em mais de 20 horas de gravação em vídeo para uma única (e formidável) exposição: “6 milliards d’Autres” (6 bilhões de outros).

A partir de uma idéia de Yann Arthus-Bertrand, 6 jovens repórteres rodaram o planeta durante 4 anos para nos botarem diante de como as pessoas das mais diferentes culturas enxergam o mundo. O resultado: 5.000 entrevistados responderam 40 perguntas cada um sobre temas universais - amor, família, dinheiro, educação, sonhos de infância, etc. Foram filmadas ao todo mais de 3.500 horas de entrevistas em 45 línguas diferentes e 75 países.

Alternadamente comoventes, engraçadas, revoltantes, nostálgicas, alegres, obsoletas... Assim são as palavras desses homens e mulheres, de todas as idades, cores e nacionalidades, que, como nós, crescem, vivem, gostam e sentem. Mas que, sobretudo, nos mostram quão semelhantes somos em relação aos sentimentos, como o nova-iorquino que faz apologia ao individualismo, o cubano que permanece sorrindo enquanto critica o comunismo e a mãe bósnia que continua a ser marcada pela guerra.

O fotografo francês Yann Arthus-Bertrand tornou-se mundialmente conhecido pelos seus belos livros de fotos aéreas, como esta de "La Terre vue du ciel". Um de seus livros é especialmente dedicado à França: "Une France vue du ciel".

As entrevistas estão agrupadas por temas (sonho de criança, felicidade, sentido da vida após a morte...) e por montagens que se sucedem a cada poucos segundos. Mas o interessante é perceber que as emoções apresentadas nessa exposição vão além das palavras dos milhares de estranhos de quem só vemos o rosto.

No site oficial da exposição, um display nos mostra em tempo real a atualização do número de habitantes do planeta Terra. Além disso, você pode ver alguns dos depoimentos que estarão na exposição - os links estão logo abaixo.

Metrô: Champs Elysées-Clémenceau linhas 1 e 13
Ônibus: Linhas 28, 42, 52, 72, 80, 83 e 93

Até 12 de fevereiro
Diariamente das 12h00 as 20h00. Fechado na terça-feira.
Ingressos: 5,00€
Para comprar seu ingresso clique: 6 milliards d'Autres

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Salon Rétromobile 2009: O salão do carro antigo

Para quem gosta de carros antigos, até o próximo final de semana acontece em Paris a 34ª edição do Salon Rétromobile em Porte de Versailles.

Este ano o grande foco do salão está voltado para a diminuição da emissão de gazes poluentes através da evolução da tecnologia automobilística.

Grandes montadoras e colecionadores de renome trouxeram este ano mais de 300 itens para a exposição - um deles deixaria até Lewis Hamilton babando: o primeiro “flecha de prata” da Mercedes-Benz, a W25 que venceu a corrida de l’Eifel com o piloto Manfred Von Brauchitsch em 1934.

A Mercedes-Benz W25: a primeira de uma linhagem vencedora.

Para comemorar os 90 da Citroën, a montadora francesa trouxe ao Salon Rétromobile um raro exemplar do Citroën DS, eleito na semana passada o carro de melhor design de todos os tempos pela imprensa especializada inglesa.

Salon Rétromobile 2009
Metrô: Porte de Versailles linha 12 ou Balard linha 8

De 6 a 15 de fevereiro de 2009
Ingressos: 13,00€ (adultos), 7,50€ (crianças de 6 a 12 anos), 10,00€ (a partir de 10 pessoas) e gratuito (menores de 6 anos)
Para comprar seu ingresso clique: Salon Rétromobile 2009

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Os tais ingressos para ver os cavalinhos

Quem acompanha o blog com regularidade deve se lembrar que há duas semanas escrevi um artigo sobre o hipódromo de Longchamp. Nele, falei sobre a divulgação dos grandes prêmios de turfe que é feita em Paris através da distribuição gratuita de ingressos nos jornais.

Pois bem, na última sexta-feira acabei pegando um exemplar do jornal gratuito Direct Soir na saída do supermercado. Dentro do jornalzinho, um par de ingressos com estacionamento incluso para ver o Prix de France - La Revanche du Prix d’Amérique Marionnaud, que aconteceu neste domingo (8 de fevereiro) no Hippodrome de Paris-Vincennes.

O problema é que, infelizmente, só me lembrei de abrir o tal jornalzinho hoje pela manhã. Mas aí, como diria o vovô, "Paciência, meu filho, vai se fazer o quê?"

Na foto, o ingresso para o Prix de France no hipódromo de Paris-Vincennes: esse eu perdi.