6 de março de 2009

O Guia Michelin chega ao número 100

Na última segunda-feira aconteceu no salão de recepções do Musée d’Orsay em Paris a festa de lançamento da edição comemorativa de número 100 do renomado Guia Michelin, reunindo os principais chefs da Europa. E quer oportunidade melhor que essa para conhecermos um pouquinho da história de um dos mais antigos e prestigiosos anuários gastronômicos do mundo?

Pois bem... O lendário Guia Michelin foi publicado pela primeira vez em 1900 por André Michelin e seu irmão Edouard, fundadores da Compagnie Générale des Établissements Michelin, a famosa empresa fabricante de pneus. A primeira edição do guia tinha foco meramente publicitário, motivado pela Exposição Universal de 1900. Nessa época o Guia Michelin era um brinde que os clientes recebiam na compra dos pneus Michelin. Na virada do século XX a França contava com pouco mais de 2.400 motoristas, para os quais o guia trazia informações como endereços de oficinas, postos de gasolina, farmácias, médicos, mapas e curiosidades.

Hotel du Commerce: mencionado na primeira edição do Guia Michelin em 1900. No detalhe, a capa do primeiro 'Guide Rouge'. Hoje colecionadores pagam até 7.000,00€ por um exemplar dessa edição.

Até 1908 o guia passou a servir principalmente para a divulgação de hotéis e oficinas mecânicas. No ano seguinte a Michelin optou pela supressão total da publicidade paga no guia visando tornar-se mais independente e conquistar maior credibilidade de seus leitores.

Foi só a partir de 1920 que o guia deixou de ser oferecido como brinde e passou a ser vendido. Comenta-se que certa vez André Michelin, ao passar por uma garagem, ficou aborrecido ao ver o eixo de um carro sendo calçado por uma pilha de Guias Michelin. Para que o guia não fosse tratado com banalidade, ele decide trabalhar melhor o seu conteúdo e a cobrar por ele. Foi então que surgiram no guia a avaliação de restaurantes realizada pelos criteriosos inspetores anônimos da Michelin.

Exemplar do Guia Michelin de 1960: o número de páginas já era próximo do que temos nas edições mais atuais.

Se de um lado a idéia era nobre, de outro tais mudanças não agradaram os leitores - poucos mostraram interesse em pagar pelo guia que estavam acostumados a receber de graça. Como estratégia para valorizar a imagem do guia e a desencalhar as edições já impressas, a Michelin os distribuiu nas escolas como uma recompensa aos melhores alunos. E a idéia deu certo, já que os pais desses alunos tão aplicados também passaram a conhecer o novo Guia Michelin. A partir do ano seguinte, portanto, o Guia Michelin tornou-se um sucesso de vendas.

O maior do mundo: O chef Paul Bocuse (de paletó azul) é o recordista de permanência com 3 'estrelas' no Guia Michelin. Seu restaurante Collonges-au-Mont-d’Or ostenta todos os seus 3 macarons desde 1965. Foto: Auberge des 3 Canards, Ognon, França (2004).

Em 1926 surgem os macarons para designar os melhores restaurantes e em 1931 a classificação em 1, 2 e 3 macarons. 1926 foi também o ano da criação do Guia Regional Michelin - o guia turístico que deu origem aos atuais guias de capa verde. Apesar de ser um termo amplamente mencionado pelas pessoas, as tão famosas 'estrelas' dos restaurantes classificados pelo Guia Michelin na realidade não existem. Até hoje o guia atribui às boas mesas os macarons, que nada têm a ver com as estrelas - usadas no guia para a classificação de hotéis.

Exceto pela edição de 1921, o Guia Michelin não foi editado durante as duas grandes guerras. Em 1944, em plena Segunda Guerra Mundial, a direção de Michelin em Paris decide imprimir em Washington uma reprodução da última edição do guia lançada antes da guerra - a de 1939. A empresa pede então que o Estado Maior das Forças Aliadas distribua o guia a cada soldado americano que fosse desembarcar na Normandia, já que o guia continha centenas de mapas detalhados e atualizados das cidades francesas. Esses mapas foram extremamente úteis aos soldados aliados para a desocupação das cidades de Bayeux, Cherbourg e Caen.

A chef Anne-Sophie Pic é a única mulher do mundo a conquistar 3 macarons no Guia Michelin.

Editado em 22 países, o 'Guide Rouge' da Michelin já vendeu vendeu mais de 30 milhões de exemplares desde sua criação. E é justamente as cores das capas que nos fazem reconhecê-lo de longe nas livrarias segundo a especialidade: capa vermelha para o guia de hotéis e restaurantes e capa verde para os guias de viagem. Impresso sempre no mais absoluto sigilo, nem mesmo o número dos exemplares de tiragem é divulgado - estima-se que sejam impressos em torno de 500.000 por ano. O mítico guia vermelho é dedicado aos seguintes países: França, Bélgica, Holanda, Itália, Alemanha, Espanha, Portugal, Suíça, Grã Bretanha e Irlanda, além de uma edição-coletânea dedicada às principais cidades da Europa. Em 2006 foi lançada uma edição específica para a cidade de New York e em 2008 outras duas novidades: edições de Tokio e Hong Kong.

A atribuição anual dos macarons (estrelas) é aguardada com ansiedade pelos grandes chefs. Se o recebimento de um macaron pode ser a glória para alguns o não recebimento de um aguardado macaron resulta em grande decepção ou mesmo em tragédia, como a que aconteceu em 2003, quando o chef francês Bernard Loiseau cometeu suicídio ao se desesperar com rumores de que seu restaurante perderia uma de suas três 'estrelas' no Guia Michelin. O sobe e desce da classificação de restaurantes no guia costuma promover discussões acaloradas na mídia especializada e não é raro acontecer alguma reação pontual curiosa: seja um crítico reclamando que certo restaurante foi injustiçado, um chef que se recusa a receber o macaron, um chef surtando de raiva enquanto outro exibe exageradamente suas 'estrelas' ou mesmo um restaurante até então ignorado pelo público se tornar a sensação do momento por conta de um macaron recebido.

O chef Eric Fréchon do restaurante Bristol de Paris foi o único este ano a se juntar ao seleto grupo dos 'chefs 3 macarons' - além dessa honraria, o chef Fréchon já havia sido agraciado com o título de Melhor Trabalhador de França em 1993 e recebido das mãos do presidente Nicolas Sarkozy no ano passado a medalha de Cavaleiro da Legião de Honra.

Além dos famosos guias verde e vermelho a Michelin ainda edita desde 1997 o guia Bib Gourmand, que classifica os restaurantes de boa mesa a preços modestos (um verdadeiro manual de sobrevivência para quem não tem o cacife à altura do bom gosto) e desde 2003 um guia dedicado a roteiros de charme e outro sobre lojas e restaurantes de cozinha regional francesa. Existem ainda mapas rodoviarios, guias menores sobre temas específicos e mais recentemente a revista bimestral étoile, com notícias e atualidades sobre as cozinhas mencionadas no mais famoso guia gastronômico do mundo.

Para saber mais acesse a página oficial da Centésima Edição do Guia Michelin ou ainda o site da étoile, a recém lançada revista bimestral do Guia Michelin (nas bancas por 4,90€). Para conhecer a historia do bonequinho da Michelin, clique em Bibendum: o bonequinho da Michelin.

Artigo sugerido pelo leitor Edu Rocha. Fontes: Sites oficiais do grupo Michelin, jornal Le Figaro, jornal Direct Soir e revista étoile, le magazine du Guide Michelin.

5 de março de 2009

Os patinadores do Hôtel de Ville

Musée des Arts et Métiers

Técnicos, engenheiros e curiosos de plantão, este artigo deve interessar a vocês. Em Paris existe um museu feito sob medida para aqueles que ficam extasiados diante de máquinas, invenções e maravilhas da engenharia. Estou me referindo ao Musée des Arts et Métiers, o primeiro museu cientifico e técnico da Europa.

Instalado dentro de uma antiga abadia, o museu fundado em 1749 abriga a coleção do Conservatoire National des Arts et Métiers e conta com um incrível acervo de objetos que fizeram parte da história do desenvolvimento técnico nas áreas de instrumentação, materiais, construção civil, energia, transportes, entre outras. Apesar do Musée des Arts et Métiers ter mais de 80.000 objetos sob sua guarda, apenas metade deles estão expostas aos visitantes - o que não o torna menos impressionante.

O Musée de Arts et Métiers fica no edifício histórico que abrigava a antiga abadia Henri Grégoire.

Algumas das preciosidades que fazem parte do acervo e que podem ser vistas no museu são o autêntico pêndulo de Foucault, o primeiro automóvel do mundo (o Fardier de Cugnot de 1771), o avião de Clément Adler (o Avion III de 1897), a calculadora Ordi-mecânica de 1889 - a primeira do mundo a realizar operações de multiplicação, entre outras invenções de igual importância.

Que Robin que nada, o menino-prodígio era francês: a primeira calculadora que multiplicava foi inventada por Léon Bollée aos 19 anos de idade.

As quartas-feiras e aos sábados o museu realiza ateliês práticos para que todo e qualquer interessado possa desenvolver a criatividade e inventar suas próprias engenhocas.

Com um tanque de respeito, o Fardier de Cugnot foi o primeiro carango da história.

O Musée des Arts et Métiers tem ainda um simpático café-restaurante chamado A toutes vapeurs (A todo vapor) aberto durante o período de funcionamento do museu. O mais interessante, porém, é o brunch servido aos domingos sempre as 11h30 (o Café des Techniques) que custa 21,50€ com direito a visitação do museu já inclusa. Para participar do Café des Techniques é necessario fazer reserva antecipada pelo telefone 01 5301 8283.

Musée des Arts et Métiers
60 rue de Réaumur
Tel.: 01 5301 8200
Metrô: Arts et Métiers linhas 3 e 11 ou Réaumur-Sébastopol linha 4
Abre de quarta a domingo das 10h00 as 18h00. As quintas aberto até as 21h30. Fecha apenas às segundas-feiras e dias 1° de maio e 25 de dezembro.
Ingressos no local a 6,50€.

Foto menor: o Avion III, que em outros carnavais também entrou na disputa por ser reconhecido como o primeiro do mundo a voar.

Orquestra Buena Vista Social Club em Paris

Vejam só que beleza de apresentação teremos em Paris no mês de abril: a Orquestra Buena Vista Social Club.

Para quem ainda não conhece, o Buena Vista Social Club foi um renomado clube de dança e música da periferia de Havana que nos anos 40 reunia os maiores nomes do cenário musical cubano. 50 anos após o fechamento do clube, o produtor musical Nick Gold e o guitarrista americano Ry Cooder tiveram a idéia de reunir os músicos originais do clube Buena Vista para gravar os sons lendários que marcaram três décadas do que há de melhor na música cubana. O resultado desse trabalho foi o álbum Buena Vista Social Club que se tornou um sucesso imediato e rendeu apresentações memoráveis no Le Carré de Amsterdam e no Carnegie Hall de New York. O cineasta alemão Wim Wenders realizou um belíssimo documentário que registra esse evento histórico. Nele, Wenders apresenta entrevistas com os músicos, a implementação do projeto de Ry Cooder que trouxe de volta artistas geniais há tempos esquecidos pelo grande público e extratos das apresentações internacionais do grupo.

Infelizmente, cinco integrantes do Buena Vista já nos deixaram desde o registro do álbum de 1996: Compay Segundo e Ruben Gonzalez em 2003, Ibrahim Ferrer em 2005, Pío Leiva em 2006 e, mais recentemente, Orlando “Cachaito” López, que também deveria se apresentar em Paris mas faleceu no início do mês passado. Os remanescentes desta safra de gigantes da música cubana se apresentam no Olympia de Paris somente no dia 26 de abril às 17h00. Os ingressos custam entre 41,60€ e 51,50€.

Orquestra Buena Vista Social Club
Olympia
28 boulevard des Capucines
Tel.: 08 9268 3368
Metrô: Madeleine linhas 8, 12 e 14 ou Opéra linhas 3, 7 e 8
Quando mesmo? Domingo, 26 de abril de 2009 às 17h00.

Para comprar seu ingresso clique aqui.
Para ouvir clique em Deezer BVSC.
Para você ir curtindo até o dia do show, segue o vídeo de Chan Chan. Para ver em alta definição de som e imagem, clique no botão HQ localizado no canto inferior direito da telinha. O botão HQ deve aparecer tão logo você coloque o vídeo para rodar.



8.1 Bouton Commandez 100-30

Le Petit Nicolas, joyeux anniversaire !

Para comemorar os 50 anos do Petit Nicolas a Fnac montou uma pequena exposição em algumas de suas unidades dedicada especialmente ao garotinho cujas aventuras são um verdadeiro sinônimo de iniciação literária para as crianças e de diversão garantida para os adultos franceses.

Além de mostrar aquarelas originais de Jean-Jacques Sempé, a exposição Le Petit Nicolas, joyeux anniversaire ! conta um pouquinho da historia do Petit Nicolas e de seus criadores René Goscinny e Sempé. Também estão à venda nas unidades da Fnac que participam do programa Arludik uma tiragem limitada e numerada de 149 exemplares (40x50cm) de 4 aquarelas de Sempé com assinatura original do artista. Cada quadro custa 95,00€ e acompanha um certificado de autenticidade e uma biografia do autor.

Ainda fazendo parte das comemorações do aniversário do Petit Nicolas, está marcado para hoje o lançamento do livro Le Petit Nicolas, le ballon et autres histoires inédites, com 10 histórias de Goscinny jamais publicadas e ilustradas por Sempé, desta vez com desenhos coloridos.

Essa exposição faz parte do programa itinerante conhecido como Arludik, no qual a Fnac abre espaço para mostras de artistas consagrados dos quadrinhos, cinema, jogos eletrônicos e filmes de animação. Descobri a exposição do Petit Nicolas ao acaso quando estive na Fnac da avenue des Ternes no início da semana. Anteriormente eu já havia nessa mesma loja algumas obras originais de Marjane Satrapi, por ocasião do lançamento de Persepolis. Também já passaram por ali exposições dedicadas aos filmes Ratatouille e Simpsons.

A exposição Le Petit Nicolas, joyeux anniversaire ! vai até o dia 25 de março de 2009 e pode ser vista em Paris nas seguintes unidades Fnac:

Fnac Forum: 1/7 rue Pierre Lescot - Metrô: Les Halles linha 4
Fnac Ternes: 26/30 avenue des Ternes - Metrô: Ternes linha 2
Fnac Montparnasse: 136 rue de Rennes - Metrô: Saint-Placide linha 4

Para ficar por dentro da programação das próximas exposições Arludik acesse: Fnac Arludik.

Le Petit Nicolas, le ballon et autres histoires inédites
René Goscinny e Jean-Jacques Sempé
Editora Imav Eds
Na Fnac France
Livro: 18,05€*

*Os preços podem sofrer alteração sem aviso prévio.

Dica: Para quem ainda não tem os outros livros do Petit Nicolas vale mais a pena comprar as edições anteriores, que custam sempre por volta de 5,00€ em qualquer boa livraria parisiense. Todas elas tem um bonito acabamento gráfico e são ilustradas pelo genial Jean-Jacques Sempé.

Sandwich: um clássico nacional

Li na edição de ontem do jornal gratuito Direct Matin uma informação curiosa: a França é o único país no mundo onde o sanduíche faz frente ao hamburguer. E não é por pouco - a vantagem do sanduíche em relação ao hamburguer é esmagadora. Segundo a reportagem, para cada hamburguer vendido na França são consumidos no país oito sanduíches - com ampla preferência pelos sanduíches feitos com a tradicional baguette. Esse número representa 2,2 milhões de sanduíches vendidos diariamente em toda a França, resultando em 830 milhões de unidades por ano.

Para você ter idéia da importância dos sanduíches na vida cotidiana dos franceses, sobretudo dos parisienses, que de forma recorrente costumam substituir o almoço por um sanduíche bem equilibrado, foi aberta ontem no Palais des Congrès de Paris a 10ª edição do Sandwich & Snack Show - o Salão Europeu do Sanduíche, voltado aos profissionais da área - inclusive com a participação de chefs estrelados no Guia Michelin.

Em Paris o sanduíche campeão de vendas é o Parisien (voilà), que é feito na baguette e leva o jambon de Paris (presunto típico da cidade) e manteiga - podendo ou não ser complementado com alface ou pepinos (os cornichons). Além do Parisien, uma infinidade de pães e recheios faz do sanduíche um verdadeiro clássico nacional.

Mais "fofinho" que a baguette, o pão viennois também faz bonito por aqui.

Dia desses vi também uma reportagem interessante na TV sobre o assunto, que comparava os sanduíches feitos nas pequenas boulangeries dos quartiers com os industrializados vendidos nos supermercados e lojas de conveniência. A reportagem que contava com o auxilio de nutricionistas e especialistas em gastronomia, mostrava ainda todo o processo de preparação dos sanduíches numa boulangerie e numa fábrica. O veredicto: ambos são igualmente bons, feitos com capricho e atendem bem às necessidades nutricionais diárias, sendo uma opção saudavel de refeição - uma vez que não levam ingredientes fritos na composição e contém porções equilibradas de nutrientes - uns mais, outros menos, dependendo da variedade escolhida. A recomendação dos nutricionistas é de que o sanduíche contenha sempre alguma verdura ou legume. Vale também dizer que os franceses não costumam consumir mais do que um sanduíche por dia.

Sua majestade "Le Parisien": mais do que um simples sanduíche, um verdadeiro clássico!

E aqui cabe uma pequena regrinha de boa conduta para quem quer se iniciar na degustação de um bom sanduíche na hora do almoço em Paris - daquelas que não estão escritas em lugar algum, mas que todo mundo segue por hábito cultural. Ao chegar na boulangerie você vai perceber que a fila é grande, mas anda rápido. Isso porque os parisienses só entram na fila depois de decidirem o que vão pedir. Portanto, para não empatar a fila, entre antes na boulangerie, escolha o seu sanduíche preferido, sua bebida, sobremesa, etc. e só depois então entre na fila. Normalmente nas boulangeries o contigente de funcionários é reforçado na hora do almoço para dar conta do volume de clientes. Assim, as pessoas são atendidas na própria fila e tudo funciona com praticidade e rapidez.

Para saber mais sobre os sanduíches e aprender a preparar 270 receitas diferentes, recomendo que acessem o site francês Club-Sandwich - inteiramente dedicado aos sanduíches. Para saber mais sobre o Salão Europeu do Sanduíche clique em Sandwich Show.

Na foto menor, uma cena do cotidiano parisiense: filas se formam nas portas das boas boulangeries à hora do almoço para a compra de sanduíche.

4 de março de 2009

Atualizações

Estimados, informo que a falta de atualizações diárias do blog se deve a um problema de ordem técnica no meu computador. Assim que o problema for resolvido o fluxo de postagens retomará o ritmo normal, OK? Suas orações em favor desta intenção serão bem vindas.

Agradeço imensamente a paciência e a compreensão de vocês. Abraços fraternos e saudações cordiais a todos.
Jackson Martins

2 de março de 2009

Les Victoires de la Musique

No último sábado foi realizada no Zénith de Paris a entrega anual do Palmarès - prêmio concedido aos vencedores do Les Victoires de la Musique.

Criado em 1985, o Victoires de la Musique é o mais importante prêmio da música francesa (chanson/varieté française) sendo considerado por aqui tão ou mais importante que o Grammy. A premiação é uma recompensa aos intérpretes produzidos na França que mais se destacaram em suas categorias nos últimos 12 meses.

Segue a lista dos vencedores desta 24ª edição do Victoires de la Musique.

O cantor Alain Bashung (à esquerda) e o apresentador Nagui na edição de 2009.

Canção original do ano: Thomas Dutronc, Comme um manouche sans guitarre
Clipe do ano: Julien Doré, Les limites
DVD musical do ano: Vanessa Paradis, Divinidylle
Artista masculino do ano: Alain Bashung
Artista feminina do ano: Camille
Artista revelação do público: Sefyu
Artista de música eletrônica do ano: Martin Solveig
Álbum de chanson française do ano: Alain Bashung, Bleu pétrole
Álbum revelação do ano: Julien Doré, Ersatz
Álbum de música urbana: Abd Al Malik, Dante
Álbum de world music: Rokia Traoré, Tchamantché
Álbum de pop/rock do ano: Arthur H, L'homme du monde
Grupo estreante revelação do ano: BB Brunes
Premiados de honra: Johnny Hallyday e Jean-Loup Dabadie
Espectáculo musical, tournée e concerto: Alain Bashung, Bleu pétrole tour

*A escolha do vencedor na categoria artista revelação do público é feita através de uma votação interativa via telefone ou SMS. Alguns dias antes da entrega do prêmio são anunciados os nomes de quatro artistas escolhidos pela crítica. Dentre eles, o público escolhe o vencedor pela votação.

Curiosidade: os maiores vencedores da história do prêmio Les Victoires de la Musique são o cantor Jean-Jacques Goldman e a mega star Mylène Farmer.

Para saber mais acesse o site oficial do Les Victoires de la Musique.

Paris: o clima na semana

Previsão para a cidade de Paris entre os dias 02/03/2009 e 08/03/2009*.

Segunda, 02 de março de 2009
Previsão: Sol entre nuvens
Max.: 9°C
Min.: 0°C
Risco de precipitação: 10%

Terça, 03 de março de 2009
Previsão: Sol entre nuvens
Max.: 11°C
Min.: 4°C
Risco de precipitação: 10%

Quarta, 04 de março de 2009
Previsão: Chuva
Max.: -1°C
Min.: 5°C
Risco de precipitação: 60%

Quinta, 05 de março de 2009
Previsão: Nublado
Max.: 6°C
Min.: -1°C
Risco de precipitação: 10%

Sexta, 06 de março de 2009
Previsão: Chuva leve
Max.: 6°C
Min.: 3°C
Risco de precipitação: 60%

Sábado, 07 de março de 2009
Previsão: Nublado
Max.: 6°C
Min.: 3°C
Risco de precipitação: 10%

Domingo, 08 de março de 2009
Previsão: Chuva leve
Max.: 9°C
Min.: 3°C
Risco de precipitação: 60%

*Previsão Meteo123.com (um canal The Weather Channel France). Dados colhidos em 02/03/2009 às 08h30. Acompanhe a evolução das modificações climáticas durante a semana no site Meteo123.com.