Por ser uma cidade relativamente plana e contar com inúmeras áreas verdes, Paris é excelente para quem gosta de se exercitar correndo ou caminhando. Mesmo o nosso presidente pratica sua corrida diária - muitas vezes nos bosques e parques públicos da cidade.Para quem quer aproveitar as ótimas condições que a cidade oferece aos corredores e caminhantes, segue uma lista com alguns dos lugares preferidos dos parisienses para praticar o jogging. O fato desses lugares estarem distribuídos por toda a cidade favorece tanto quem prefere se exercitar perto da própria casa ou hotel quanto quem gosta de diversificar o local dos exercícios. Então anote aí...
Margens do Sena (7° arrondissement)
Sempre aos domingos as pistas às margens do rio Sena e outros corredores viários da cidade são fechados aos veículos automotores dando lugar ao Paris Respire - um programa de apoio à qualidade de vida desenvolvido pela prefeitura e que já foi mencionado aqui no Viver Paris (clique aqui para ler o artigo). Esse circuito é uma opção bastante procurada para quem gosta de correr, patinar, andar de bicicleta ou mesmo caminhar sem pressa. Em alguns pontos do percurso você também pode optar por andar nas passarelas que ficam ao lado do rio. Para quem fica mora ou se hospeda mais afastado desse ponto da cidade, recomendo ir de metrô e descer na estação Palais Royal-Musée du Louvre, que dá acesso ao início de um dos principais circuitos propostos pelo programa. Para quem está na região do Marais, Île Saint Louis, Châtelet ou Île de la Cité, basta sair na rua e começar a correr.
Port du Louvre - Metrô: Palais Royal-Musée du Louvre linhas 1 e 7Promenade Plantée e Bois de Vincennes (12° arrondissement)
A Promenade Plantée também já apareceu recentemente no blog (clique aqui para ler). Um percurso arborizado com mais de 4 quilômetros que reúne os praticantes do jogging nos finais de semana e nas manhãs dos dias úteis. Para quem quiser ir mais além, a Promenade Plantée termina próximo da entrada do Bois de Vincennes, que é outro lugar muito agradável e bastante procurado pelos parisienses para correr. O Bois de Vincennes conta com circuitos às margens do lago e também por entre as árvores do bosque. O acesso até a ilha do Lac de Daumesnil (que fica dentro do Bois de Vincennes) é feito por barco a uma tarifa de 2,00€ - um refúgio de sossego ideal para descansar depois da corrida.
Promenade Plantée - Metrô: Bastille linhas 1 , 5 e 8
Bois de Vincennes - Metrô: Porte Dorée linha 8Champ de Mars (15° arrondissement)
O Champ de Mars é o famoso jardim que se estende da Tour Eiffel à Ecole Militaire. O fato de estar sempre aberto independente de dia e horário e a bela vista que oferece da Tour Eiffel, faz deste um dos pontos preferidos dos parisienses que gostam de correr e caminhar.
Champ de Mars - Metrô: Ecole Militaire linha 8Parc des Buttes Chaumont (19° arrondissement)
Um lugar perfeito para quem procura um exercício extra. O circuito ao redor do lago é plano e oferece vistas tão bonitas quanto diversificadas, com gruta, cachoeira, pontes, lago, trilhas, escadarias, morros e muitas árvores. Para forçar um pouco mais a corrida explore os pontos mais altos do parque - o difícil vai ser não parar de correr para admirar a vista. É bastante tranqüilo durante a semana, mas costuma ficar cheio de visitantes nos weekends.
Parc des Buttes Chaumont - Metrô: Buttes Chaumont linha 7 bisJardin de Tuileries (1° arrondissement)
Perfeitamente plano o jardim que começou a ser plantado por Catherine de Médicis em 1564 é um dos mais procurados pelos parisienses para correr, caminhar ou passear. A foto abaixo foi tirada às 8h00 em um dia de frio e chuva no final do outono passado, e ainda assim alguns corredores já começavam a aparecer pouco a pouco no jardim. Depois da corrida a grande pedida é se recompor num dos cafés da rue de Rivoli, logo ao lado - só não vale correr e depois se entupir de chocolate quente no salão de chá Angelina.
Jardin du Luxembourg (6° arrondissement)
Sobretudo para quem gosta de correr pela manhã durante os dias de semana, o Jardin du Luxembourg é uma ótima opção - pois não conta com a multidão de visitantes dos finais de semana. A Fontaine de Médicis é um ponto bacana para exercitar o poder de contemplação durante a pausa para descanso. Do mais, o Jardin du Luxembourg dispensa apresentações.
Jardin du Luxembourg - Metrô: Saint-Sulpice linha 10Bois de Boulogne (16° arrondissement)
Antigo campo de caça dos reis da França e um dos locais de jogging do atual presidente do país, o Bois de Boulogne é a maior área verde de Paris - é duas vezes e meia maior que o Central Park de New York. Super tranqüilo para correr ou pedalar inclusive nos finais de semana, o Bois de Boulogne é indicado para quem gosta de correr em lugar arborizado sem repetir o percurso, pois tem quilômetros de circuitos que atravessam e circundam o bosque. Em alguns pontos, lagos, cachoeira e reservas de pássaros. Porém, a tranqüilidade que reina durante o dia no Bois de Boulogne não é a mesma ao cair da noite. Portanto, é recomendável que você encerre sua caminhada no máximo até o final da tarde.
Bois de Boulogne - Metrô: Porte Dauphine linha 2 ou Porte Maillot linha 1E ainda:
Parc Monceau (8° arrondissement) - Metrô: Monceau linha 2; Parc Montsouris (14° arrondissement) - Tramway: Cité Universitaire linha T3; Île de Puteaux (Puteaux) - Metrô: Pont de Neully ou Esplanade de La Défense linha 1; Parc Floral de Paris (12° arrondissement) - Metrô: Château de Vincennes linha 1; Parc André Citroën (15° arrondissement) - Metrô: Balard linha 8; Parc de Bercy (12° arrondissement) - Metrô: Bercy linhas 6 e 14; Canal de Saint-Martin (10° arrondissement) - Metrô: Jaurés linhas 2, 5 e 7 bis.
Foto menor: Capa de revista Paris Match, 1979.

Paris, a cidade plana e cheia de verde é ideal para o jogging.
Nem só de Bateaux-Mouches vive o Sena: nos finais de semana os remadores também praticam seu esporte no rio. O centro esportivo de remo fica na
Na foto, a piscina municipal Suzanne Berlioux em Les Hales
As quadras que ficam no Jardin du Luxembourg também fazem parte do programa Paris Tennis da prefeitura.
Eu não disse? Além de ter de tudo, na GO Sport promoções como essas são freqüentes. Produtos de qualidade a preços camaradas.
Ah, ia me esquecendo: Apesar dos campos municipais, é na Esplanade des Invalides e no Jardin de Tuileries que muitos boleiros se reunem nas tardes de domingo.
Este medalhão fica na Cité Internationale Universitaire de Paris.
Positivo, este indivíduo foi encontrado vadiando nos fundos da Comédie française.
Esse até o Tom Hanks viu, Joãozinho! Com vocês, o medalhão que fica próximo a Piramide do Louvre.
Esse aqui costuma ser visto com certa freqüência em Montmartre.
Loane - Jamais seule
O gravador Stern, na Passage des Panoramas desde 1834, este atelier de gravação cuidava da impressão dos cartões de visita de Charles de Gaulle, Lênin e Stalin. Hoje imprime os menus dos principais restaurantes parisiense, títulos da bolsa de valores, passaportes diplomáticos e grava medalhas de condecorações oficiais, abotoaduras de personalidades famosas, entre outros trabalhos de importância similar.
A saída do Musée Grévin (o museu de cera de Paris): dentro da Passage Jouffroy, contribuiu para boa parte do sucesso da galeria construida em 1847.
A Passage du Grand Cerf: com 120m de comprimento, 4m de largura, 3 andares e 11,8m de altura, é a que possui a mais alta verrière de Paris. As verrières são as coberturas envidraçadas características das galerias parisienses.
Bonita e cuidadosamente restaurada, a Passage des Princes é rechada de lojas de brinquedos. Seguramente, a galeria preferida da petizada parisiense - e de marmanjos que se amarram em réplicas de carrinhos e modelos Revell.
Um de seus filmes mais conhecidos em todo o mundo Les vacances de monsieur Hulot, de 1953, presenteou os cinéfilos com a criação de um dos personagens mais marcantes da historia do cinema francês: o burlesco e sonhador monsieur Hulot. Esse personagem de Jacques Tati é antes de tudo uma reinvenção da figura cômica - um personagem leve cujas aventuras são contadas de forma peculiar, pois usa o senso de observação do espectador como parte fundamental para que seu humor funcione. A grande sacada de Jacques Tati era contestar a desumanização e o individualismo da sociedade moderna através da inocência de Hulot. Em tempo: o personagem Mr. Bean, do ator britânico Rowan Atkinson, foi inspirado em monsieur Hulot.
Depois do estrondoso sucesso de seus primeiros filmes, Jacques Tati sai de cena durante 6 anos para trabalhar em um projeto audacioso: uma superprodução de 2h30 de duração chamada Playtime. Seu retorno às telas, porém, foi um enorme fracasso. Playtime, concebido como a obra-prima definitiva de Tati, lhe resulta num prejuízo monumental. Para tentar se recuperar ele lança em 1970 o filme Trafic que, apesar do relativo sucesso, não foi suficiente para livrar Jacques Tati da falência. Quatro anos mais tarde, ele promoveria um leilão dos negativos de suas obras numa tentativa desesperada de levantar fundos. O trabalho de seus últimos 15 anos de vida foi dedicado ao pagamento das dívidas contraídas pela realização de Playtime.