28 de janeiro de 2010

27 de janeiro de 2010

Le Mur pour la Paix

Não. Este monumento não está ali no Champ de Mars por acaso.

O Mur pour la Paix (muro pela paz) está instalado bem diante do imponente edifício da Ecole Militaire - local que até o final do século XIX era palco de movimentações das tropas militares francesas.

Ao seu modo, o Mur pour la Paix parece querer virar a página do passado militar do local. Idealizado pela pintora Clara Halter (esposa do escritor Marek Halter) e pelo arquiteto Jean-Michel Wilmotte, o monumento foi inaugurado em 30 de março de 2000 pelo presidente Chirac - ainda no âmbito das celebrações que marcaram a virada do milênio.


Com 16,40m de comprimento, 13,80m de largura e 9,00m de altura, o Mur pour la Paix é todo constituído em aço inox, madeira e vidro. Neste último, a palavra 'paz' aparece gravada repetidas vezes, em trinta e dois idiomas diferentes.

O muro ainda abriga 30 monitores conectados à Internet, para onde o público do mundo inteiro pode enviar suas mensagens de paz para serem exibidas nas telas.


Este monumento inicialmente estava previsto para ser itinerante, devendo ser posteriormente instalado em definitivo diante da sede da UNESCO - mas, particularmente, acho que ele ficou muito bem onde está. O Mur pour la Paix de Paris faz uma espécie de 'trilogia' pela paz mundial em conjunto com La Tour de la Paix de Saint Petersbourg e com Les Portes de la Paix, em Hiroshima.


Para consultar as mensagens de paz do Mur de la Paix ou para deixar sua mensagem para ser exibida nos monitores do monumento, acesse o site oficial: MurPourLaPaix.org.

Fotos, na seqüência: Erkan Kefeli, Studio AK para Insecula, Paris-en-Photos e Eric Rougier do site From Paris.

RTL: a rádio mais ouvida na Ile-de-France

A edição de hoje do jornal gratuito Direct Matin publicou o resultado de um estudo realizado entre setembro e dezembro de 2009, o qual indica a rádio RTL como a mais ouvida na região de Ile-de-France (a região parisiense).

A programação da rádio RTL é dedicada sobretudo à difusão da informação: atualidades econômicas, políticas, sociais, culturais, esportivas... Além de blocos de crônicas e humor.

Em seguida, aparecem as rádios Europe 1 e France Info como as preferidas do público na região.

RTL, c'est vous !: na foto, a entrada dos estúdios RTL no número 22 da rue Bayard.

Mudando um pouco de assunto (mas completando a curiosidade), a região de Ile-de-France é formada por 8 departamentos: Paris (75), Seine-et-Marne (77), Yvelines (78), Essonne (91), Hauts-de-Seine (92), Seine-Saint-Denis (93), Val-de-Marne (94) e Val-d'Oise (95).

Para ouvir a rádio RTL na internet, clique em: Podcast RTL

Vale lembrar que você pode ouvir a RTL e diversas outras rádios francesas através dos links disponibilizados aqui no VP na área Rádios França, localizada na coluna lateral esquerda.

27/01/2010: 65 anos da liberação de Auschwitz

O campo de Auschwitz-Birkenau foi inscrito como patrimônio mundial da UNESCO em 1979.

17 de janeiro de 2010

Patinoire de l'Hôtel de Ville

Bénabar: Y'a une fille qu'habite chez moi



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Pub télé: Orange - 1, 2, 3... Soleil !



Sublime ! Bravo, Orange !

Placas, padrões e divagações

Verdadeiros símbolos de Paris (e também por isso escolhidas como logo do Viver Paris, bien sûr), as placas usadas atualmente para indicar os nomes das ruas da cidade seguem o mesmo padrão desde 1847 - sendo um dos mais antigos modelos ainda em uso no mundo.

O padrão das placas exige que elas tenham entre 70cm e 1m de largura, entre 35cm e 50cm de altura, que estejam posicionadas de 2m a 2,5m de altura em relação ao solo e que indiquem também o arrodissement. As cores também obedecem uma regra: letras brancas, fundo azul de ftalocianino de cobre, enquadramento verde de oxido de cromo e relevos com efeitos de sombra em branco e preto.

Como manda o figurino: assim é a placa da rue Servandoni.

Mas apesar desse padrão tão antigo quanto bem estabelecido, a cidade se dá ao direito de preservar algumas pequenas e curiosas "transgressões", como a da rue Jacob (6ème) que tem uma plaquinha minúscula sob a placa em tamanho padrão ou a rue Agar (16ème), que tem uma placa toda estilizada em art nouveau. A rue de Castellane (8ème) tem a placa feita em mozaico de porcelana e a avenue de Tourville (7ème) ostenta uma placa ornamentada por uma bela moldura haussmannienne.

Para adultos e crianças: a curiosa plaquinha da rue Jacob.

Que nem eu, só tem eu: a estilosa placa da rue Agar (foto de Henry Salomé)

Alardeada de anjos: a suntuosa plaquinha da avenue de Tourville.

Outro detalhe que gosto de observar em Paris é que ainda hoje também podemos ver tanto as antigas plaquinhas quadradas feitas em porcelana quanto as gravações (ainda mais antigas) feitas em pedra nos próprios edifícios (foto menor). E são justamente essas gravações preservadas que nos permitem descobrir, por conta própria, algumas curiosidades sobre as ruas de Paris como, por exemplo, que a rue Elzévir (3ème) um dia se chamou rue des Trois Pavillons, ou ainda que o nome da rue de Buci (6ème) antigamente era grafado rue de Bussy.


A primeira vez que me dei conta desses detalhes foi durante um passeio pela Île Saint-Louis e imediações dos metrôs Saint-Paul (linha 1) e Pont Marie (linha 7). Depois disso, sempre que caminho pelas ruas da cidade, gosto de dedicar um pouquinho da minha atenção às placas das ruas. Ao meu modo, acho que essas placas - sobretudo as que fogem à regra - revelam, de maneira sutil, um pouquinho da beleza de Paris, nos mostrando que o conceito de beleza pode sim, estar acima de qualquer padrão.

14 de janeiro de 2010

Greve nacional dos controladores aéreos

A greve decretada ontem pelos controladores aéreos franceses provocou o cancelamento de metade dos vôos previstos para hoje no aeroporto de Orly. O aeroporto de Roissy-Charles de Gaulle também foi afetado e já teve 15% das decolagens canceladas nesta manhã.

As autoridades aeroportuárias francesas orientaram os passageiros a entrar em contato com as companhias aéreas antes de ir ao aeroporto para a obtenção de informações sobre os vôos.

A previsão é de que amanhã a situação volte a se normalizar, já que a greve foi idealizada pelos sindicatos como um protesto de 48 horas contra os planos de redução de efetivos anunciados pelo Governo.