31 de agosto de 2011

Fête de la Gastronomie

Joãozinho, se você estiver em Paris em setembro pode abrir sua agenda e comemorar: está marcado para o dia 23 de setembro a primeira edição da Fête de la Gastronomie - o evento nacional que vai celebrar a diversidade e o patrimônio da gastronomia francesa.

Além de proporcionar muita diversão, a data visa estimular o cidadão comum a cozinhar e com isso desenvolver valores como o convívio social, a partilha e a generosidade.

Em moldes similares ao da Fête de la Musique, na Fête de la Gastronomie chefs estrelados apresentarão seus menus exclusivos pelas ruas do país, cozinhando para qualquer pessoa que se interessar em experimentar seus pratos. Os organizadores ainda pretendem estimular o convívio entre os turistas e os habitantes locais, promovendo a troca de receitas e de informações culinárias entre pessoas de todo o mundo.

Boeuf bourguignon: a materialização do deleite supremo.

A cada ano a Fête de la Gastronomie deverá abordar uma temática diferente. A primeira edição do evento tem como tema o planeta Terra - o que deve inspirar os chefs a explorar a diversidade de sabores do mundo na culinária francesa. Simplesmente imperdível.

Para saber mais acesse o site oficial do evento clicando em: Fête de la Gastronomie.

17 de agosto de 2011

La pétanque au coeur de Paris

Foto: C. J. Peters, Paris, 2004

Aos 60 do segundo tempo

Edmilson Siqueira

Fiz 60 anos domingo passado e, se os deuses do Olimpo tivessem me ouvido, tê-los-ia comemorado em Paris. Não, não seria uma comemoração em Paris com toda a pompa que o nome sugere. Seria um dia como outro qualquer que mereceria um vinho talvez um pouco mais caro num café do Quartier Latin ou de uma colina de Montmartre, adivinhando os espíritos sombrios que por ali já passaram e que, por certo, estariam rondando minha mesa. Minha não, nossa. Zezé estaria ali, com certeza. E talvez um ou outro amigo que tivesse feito por lá. Não sou de fazer amigos, talvez a idade tenha me tornado meio ranzinza e acabo muitas vezes perdendo a paciência.

Ah, a falta de pompa também se daria porque eu não teria ido para lá só por causa da data. Eu já estaria lá e “comemorar em Paris” seria apenas uma consequência da mistura do fato geográfico com o calendário gregoriano que vivemos.

Eu teria ido a Paris um ou dois anos antes, satisfeito porque finalmente as finanças teriam permitido o sonho se realizar. Teria alugado um apartamento em qualquer margem do Sena, mesmo longe do Sena, com vista para qualquer coisa, pois qualquer coisa seria Paris, mesmo que fosse o prédio em frente.

Já falaria francês fluentemente, pois teria frequentado aulas como um colegial aplicado e, sempre que possível, puxaria uma conversa com alguém só para saber o que já conseguia entender. Porque uma coisa é a professora lhe falar pausadamente para que você entenda a lição do dia. Outra é a voz das ruas, do cidadão comum que não está nem aí com o fato de você ser estrangeiro. Assim, fazendo de toda Paris um enorme livro da língua de Victor Hugo e de cada conversa uma pequena aula, eu já manjaria até uma porção de gírias. A prova de fogo teria sido em algum jardim de Paris, onde senhores aposentados passam o tempo jogando pétanque, aquele jogo que se parece com a bocha. Parece, não, é o mesmo, talvez só mudando o tamanho e o local dos campos. Sentar ali, apreciar o jogo e entender tudo o que eles falam, seria a prova final do meu curso.

Em domingos de sol - primavera ou verão, não importa - aprontaríamos uma sacolinha com uma toalha, alguns queijos, uma saladinha num tapeware, umas frutas e uma garrafa de vinho branco que saberíamos manter gelado, e iríamos ao Parc Floral curtir um show qualquer no seu auditório ao ar livre. O gramado abrigaria a toalha e nossos corpos sentados, ouvindo uma boa música, comendo um bom queijo e bebendo um bom vinho. Na saída não haveríamos de nos preocupar com o carro parado lá fora. Ele estava seguro sem a necessidade de “guardadores” que exigem pagamento adiantado para não guardar nada. Isso se tivéssemos carro, porque o Metrô nos levaria até a poucos metros do parque e, na volta, nos deixaria “pertindicasa”, com diz um amigo mineiro.

Na volta, poderíamos escolher um cinema, um teatro, um casa de jazz ou fazer um passeio a pé mesmo, que cada esquina tem um cartão postal pronto para ser admirado.

Meus 60 anos foram comemorados sábado passado, com alguns familiares e amigos e amigas no meu apartamento em Campinas. Foi uma noite alegre em que tive a sensação de estar entrando de vez para o rol dos “idosos” quando minha filha me perguntou: “Ô pai, agora você pode estacionar naquelas vagas maneiras do shopping?” Pois é, fiz meu cadastro na prefeitura e logo mais terei o cartão de idoso que me dá o privilégio. Não, não é Paris e não há um jardim para se jogar pétanque em segurança por aqui, mas já é alguma coisa.

Où est Charlie by Max et Charlotte

Minha amiga Bárbara Marques enviou de Paris uma dica supimpa para compartilhar com vocês aqui no blog - é a exposição fotográfica Où est Charlie by Max et Charlotte que fica em cartaz até o dia 19 de setembro em Bercy Village.

Para que ainda não associou o nome à pessoa, o Charlie em questão é o personagem conhecido no Brasil como Wally - da série de livros Onde está Wally de Martin Handford.

A exposição transfere o Charlie das ilustrações ao mundo real através da fotografia, nos convidando à sempre difícil tarefa de encontrá-lo em cena.

Vai aí Joãozinho, você não é do 'jiu-jipsu'? Então ache o Carlie escondido no d'Orsay.

Vá com a família e tente descobrir a cada nova foto onde raios está Charlie. Desta vez o personagem aparece escondido em diversos locais de Paris - como por exemplo o Musée d'Orsay, a Gare de l'Est, a piscina de Pontoise, o Jardin de Luxembourg, a Opéra Garnier e a própria Bercy Village - em cenários sempre coloridos e repletos de pessoas e objetos que dificultam ainda mais a brincadeira. Além da diversão, as fotos das locações parisienses valem o passeio.

Difícil mesmo é encontrar o Charlie na Gare de l'Est.

A exposição é diversão garantida com entrada gratuita.

O cartaz da exposição foi clicado pela Bárbara, as demais fotos publicadas no post são do site oficial de Max e Charlotte. Você pode conferir essas e outras fotos em tamanho maior (claaaro...) clicando em Max et Charlotte.

Quem não gostou muito dessa idéia da dupla de artistas de Gobelins foi o meu amigo Rodrigo Barreto. Durante anos ele posou de Charlie, fotografando a ele próprio escondido na capital francesa - apesar de muito engraçadas e bem tiradas, suas fotos ainda não ganharam uma exposição em Bercy. Esperamos que um dia ele decida publicá-las no Viver Paris para a nossa felicidade.

Exposição Où est Charlie by Max et Charlotte
Bercy Village
28, rue François Truffaut
Tel.: 01 4002 9080
Metrô: Cour Saint-Emilion linha 14
Até 19 de setembro. Entrada gratuita.

16 de agosto de 2011

Distribuidor automático de pães no XIXème

Uma idéia simples e criativa implementada em Paris está fazendo o maior sucesso entre os moradores das imediações do Parc des Buttes-Chaumont - trata-se do primeiro distribuidor automático de pães da cidade.

A máquina que fica diante de uma simples boulangerie de bairro localizada na avenue Mathurin-Moreau vende diariamente baguettes quentinhas a qualquer hora do dia ou da noite. Basta você botar uma moedinha de 1,00€ na máquina et voilà la baguette.

A máquina funciona mais ou menos assim: aproximadamente 100 baguettes pré-assadas são colocadas em um compartimento refrigerado da máquina onde os pães podem se manter em perfeitas condições por até 72 horas. Pouco a pouco os pães são transferidos automaticamente a um forno integrado ao aparelho, onde são assados no ponto certo para que cheguem quentinhos e crocantes às mãos do freguês. Quando as baguettes assadas estão acabando, a própria máquina se encarrega de transferir novos pães da geladeira para ao forno, iniciando mais uma fornada.

Olha que prático Joãozinho: moedinha de um lado, pão quentinho do outro.

Graças à novidade, o boulanger Jean-Louis Hecht (que aparece orgulhoso na foto menor ao lado de sua criação) aumentou as vendas da baguette em 80 unidades diárias.

Sede do Partido Comunista Francês: Niemeyer a dois passos da boulangerie.

Ah Joãozinho, aproveite que está na rua e mesmo que não tenha pretensões políticas, dê uma espiada na sede do Partido Comunista Francês que fica logo ali pertinho na place du Colonel Fabien. Construído em 1971, o edifício é a materialização de um projeto de 1965 do arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer e é catalogado como monumento histórico francês. Se conseguir ingressar no edifício, vale saber que o teto oferece uma vista fantástica de Paris.

Bolangerie Mathurin
20 avenue Mathurin-Moreau
Metrô: Colonel Fabien linha 2

Siège du Parti Communiste Français
2 place du Colonel Fabien
Metrô: Colonel Fabien linha 2

12 de agosto de 2011

Declarada a guerra dos Post-It

A Guerre des Post-It é a mais nova - e curiosa - mania que está tomando conta dos escritórios corporativos instalados na região parisiense.

Trata-se de um divertido desafio que consiste em montar um mosaico feito de Post-It na janela do escritório, convidando assim o pessoal que trabalha no edifício em frente a entrar na brincadeira e montar um mosaico ainda mais bacana.

Os temas preferidos dos parisienses são relacionados aos jogos clássicos de video games como Pac Man, Space Invaders, Super Mario Bros e Sonic, mas personagens de desenhos animados como Os Simpsons, Bob Esponja e Angry Birds também são vistos de forma recorrente adornando as janelas dos escritórios de La Défense.

Vamos combinar: isso é muito mais divertido do que a pausa do cafezinho.

É indiscutível o talento dos profissionais desta empresa de La Défense.

A "guerra" entre os funcionários da desenvolvedora de jogos Ubisoft e os do banco BNP que ficam instaladas face a face na região parisiense de Montreuil é uma das mais divertidas e comentadas, tamanha a adesão de participantes - e de Post-Its.

Você pode ver mais fotos dessa criativa forma de declarar guerra aos vizinhos acessando o site Post-it War.com

Grégoire: Ta main



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11 de agosto de 2011

Uma declaração de amor a Paris

Quando li a primeira crítica do filme Meia-noite em Paris, de Woody Allen, percebi que estava diante de algo que, mesmo que não fosse a obra-prima que é, teria de assistir. A história me pegou logo de cara, mas não pelo fato de o personagem principal viajar no tempo e encontrar ícones de uma era com os quais eu convivi em dois livros recentes - Paris Não Tem Fim, de Henrique Vila-Matas e Os Exilados de Montparnasse, de Jean Paul Caracalla, - e que eram seus ídolos ou, mesmo que não fossem, eram artistas geniais – e sim pelo fato de que ele está em Paris e, apesar de ser americano, estar de casamento marcado com a filha de um milionário americano, pensa em, de alguma forma, ficar por ali, casar nos EUA, sim, mas morar em Paris para se inspirar e poder escrever romances. A noiva nem imagina em morar em Paris. Prefere Malibu ou algo parecido.

A história me lembrou um amigo que viveu em Paris alguns anos e relutou em voltar e que, como o herói de Woody Allen, também escreve e gostaria de alçar vôos mais altos. Mas a vida às vezes não nos deixa escolhas ou, talvez melhor, adia essas escolhas por um tempo.

A crítica do filme continuou me contagiando e quando acabei de ler fui pesquisar a programação dos cinemas de Campinas. Domingão à tarde era o melhor horário pra mim. Eu disse “que futebol, que nada” e me mandei para o cinema. Zezé, minha mulher, cansada após um sábado exaustivo, decidiu não ir.

Para minha surpresa, o cinema lotou, o que não é comum em se tratando de Woody Allen. Antes de começar o filme, lancei uns olhares pela platéia e, outra surpresa, constatei que ela se dividia em várias idades - jovens, adultos e outros como eu, já passados dos cinquenta. Veja só, pensei, um filme de Woody Allen atraindo gerações.

O início do filme, com uns 5 minutos de paisagens parisienses sob um tema de jazz delicioso (Woody Allen tocava ou toca clarinete num grupo de jazz) como se fosse um comercial da cidade é de emocionar qualquer um, mas principalmente quem vê Paris como eu. Explico: estive lá duas vezes, dez dias cada vez, em 2001 e 2002. Penso em voltar, quero voltar e, tenho certeza, vou voltar. Desde 2001, sonho em viver lá, andar por lá, ver tudo de novo e ver também tudo que ainda me é novo. Enfrentar o frio que eu não gosto com, no mínimo, pinta de quem está aguentando firme e, finalmente, aprender francês de vez, eu que apenas balbucio algumas frases feitas tiradas de alguns sucessos musicais dos anos 60 e 70 e outras das aulas da Maria Bon Jour no Colégio Estadual Culto à Ciência de Campinas.

A partir desse início, para mim arrasador, fiquei me deliciando com o resto do filme. Adorei cada momento, curti cada paisagem que via ou revia, ri a cada piada e situação, adivinhei o nome de quase todos os artistas do início dos anos 20 do século passado que aparecem, sofri um pouco para lembrar que o que ele sugere a Buñel acabou virando O Anjo Exterminador e me deliciei com os rinocerontes ainda virtuais de Salvador Dalí, eu que vi um deles - e até fotografei - quando uma exposição do surrealista espanhol veio para Campinas e expôs a enorme escultura na rua, em frente ao museu. Segurei um nó na garganta várias vezes - e o filme não tinha um momento sequer que sugerisse lágrimas. Era a saudade de Paris que aflorava vez em quando misturada à impossibilidade de sair do cinema e pegar um avião da Air France em Cumbica (nem precisava reencontrar a linda aeromoça que me disse “je vous écoute” na primeira viagem) e descer no Charles De Gaulle no outro dia de manhã.

No domingo seguinte, Zezé disse que queria ver o filme. Fui com ela.

Edmilson Siqueira

Edmilson Siqueira no Viver Paris

Quem acompanha o blog há mais tempo sabe que não é de hoje que o meu amigo Edmilson Siqueira envia boas sugestões aqui para o blog. Basta ver alguma dica interessante sobre Paris, e lá está o Ed me escrevendo para eu compartilhar a informação aqui com vocês.

Jornalista dos bons, o Ed foi sempre um grande incentivador para que eu seguisse adiante com a idéia de escrever o Viver Paris - isso desde quando o blog ainda ensaiava seus primeiros passos.

Hoje, é uma grande satisfação poder contar a vocês que o Ed passará a atuar como colaborador efetivo do Viver Paris e seus ótimos textos passarão a ser publicados aqui no blog.

Coincidentemente, agosto é o mês de aniversário dele e do Viver Paris. Para celebrar, o texto de estréia é um verdadeiro presente: Uma declaração de amor a Paris, de Edmilson Siqueira.

10 de agosto de 2011

Tem Paris na revista Viagem de agosto

A revista Viagem deste mês traz dicas supimpas de como aproveitar bem a cidade sem gastar muito dinheiro.

Mais do que simplesmente recomendar lugares, a matéria Tá facile, facile de Carolina Nogueira dá boas dicas de como fazer economia em 38 endereços descolados da cidade - tudo para você se hospedar, saborear, passear e comprar em locais bacanas de Paris sem gastar muita grana.

Para quem quiser fazer como eu e comprar a revista em banca, basta desembolsar 10,00R$ - a edição deste mês apresenta o novo projeto gráfico da Viagem e vale cada centavo.

Para os mais moderninhos, a revista Viagem também pode ser adquirida para iPad via App Store. Para comprar basta clicar aqui. Ou melhor... Aqui.

Mas se você quiser fazer economia desde já, a matéria sobre Paris está disponível inteirinha no site da revista. Clica aqui e aproveita Joãozinho!

9 de agosto de 2011

Sacola de compras da Côté Maison

Já faz algum tempo que os franceses deixaram de lado o uso das sacolinhas plásticas nos supermercados - hábito que aos poucos vai se consolidando também no Brasil.

Dessa forma, vão surgindo a cada dia novas idéias de sacolas retornáveis que aliam beleza, praticidade e muita criatividade. Uma das sacolas retornáveis mais supimpas que vi nos últimos tempos é esta daqui, da loja Côté Maison. Além de ser prática e bonita tanto aberta quanto fechada, ela ainda se ajusta perfeitamente ao carrinho de compras do supermercado.

O que é, o que é... Fechada é supercompacta, aberta cabe um montão de troço dentro?

O sac courses pour caddy da Côte Maison é vendido em diversas cores e custa 9,90 euros cada.

Côté Maison
44 Cours Saint-Emilion
Metrô: Cour Saint-Emilion linha 14
Tel.: 01 4344 1212
Abre de segunda a domingo das 11h00 as 20h00

8 de agosto de 2011

Tumult: o novo soft drink da Coca-Cola

A Coca-Cola acaba de lançar na França a Tumult, um novo conceito de cerveja sem álcool.

Diferente das cervejas sem álcool comuns a Tumult não tem a pretensão de ser uma alternativa não alcoólica para quem gosta de cerveja tradicional, mas sim de ser um soft drink de alta gama com sabor autêntico.

O processo de produção da bebida se inicia como o da cerveja. A diferença é que fermentação é interrompida antes do surgimento do álcool. A Tumult não leva conservantes nem aromatizantes artificiais, é finamente gaseificada e vem em duas versões: maltada para os meninos e frutada para as meninas.

Outra grande diferença em relação a cerveja e aos demais soft drinks da Coca-Cola está na distribuição e marketing do produto. A Tumult foi concebida para ser comercializada em pontos de venda VIP, como os bares de hotéis de prestígio e baladas top. Para o grande público, a Tumult pode ser encontrada em Paris na rede de lojas Monop' (o irmão menor dos supermercados Monoprix) e na Grande Epicerie do Bon Marché - uma das principais boutiques gourmandes da cidade. Também já está em estudo disponibilizar o produto na épicerie das Galeries Lafayette.

Apesar de tanta exclusividade, a embalagem com 4 garrafinhas de 250ml cada custa módicos 3,50 euros. Demasiado barato para que você não experimente, não é Joãzinho? Por enquanto a França é o único país do mundo onde você pode encontrar a bebida.

Para saber mais, clique em Tumult.

5 de agosto de 2011

Numina: personal shoppers em Paris

Está indo a Paris de primeira classe? Très chic, hein Joãozinho! Então anote essa dica que foi enviada pelo meu amigo Edmilson Siqueira - o Ed é o melhor amigo de infância que fiz nos últimos anos e sempre envia boas dicas aqui para o blog.

A Numina é uma consultoria criada pela brasileira Dione Occhipinti e pela a francesa Sarah-Mathilde Chan Kin para auxiliar os turistas que visitam Paris a aproveitar melhor o tempo e o dinheiro na hora de ir às compras. Dione e Sarah-Mathilde são especialistas em moda e consultoria de imagem e oferecem tours de compras personalizados de acordo com o propósito de cada visitante - elas podem acompanhar seus clientes às lojas ou até mesmo fazer as compras por eles. Enquanto você aproveita o que a cidade tem de melhor elas vão às compras por você.

No pacote Shopping Tour de Luxo, Dione e Sarah levam até quatro pessoas para visitar as principais lojas da cidade, dando dicas e conselhos - mas sem consultoria individual. Já o pacote Fashion Tour Consulting é voltado a tirar o máximo proveito das especialidades da dupla, que escolherá lojas e produtos de acordo com o perfil e o orçamento de cada cliente.

E existe até um serviço específico que auxiliar na escolha de presentes para familiares e amigos - o Shopping Gift. Basta passar informações sobre o perfil do ente presenteado que as duas cuidam de tudo. O serviço Image Consulting - um dos mais procurados - ajuda o cliente a criar um estilo para qualquer ocasião, de festas a reuniões de negócios.

As personal shoppers indicam não só lojas famosas do como Chanel, Hermés e Dior, mas levam seus clientes também às pequenas boutiques parisienses, conhecidas apenas pelos moradores do quartier e pelos insiders. Mais do que simplesmente 'comprar' a Numina oferece uma experiência única de moda, beleza, lazer, cultura e bem-estar na capital francesa.

Para saber mais clique em: Numina

15 de julho de 2011

Photo escapade: Le pont d'Avignon


A foto mostra a famosa ponte de Avignon que avança sobre o rio Rhône. Para o Joãozinho que gosta de um bom vinho mas ainda não ligou o nome a pessoa, quando falamos num vinho Côtes-du-Rhône nos referimos aos vinhos produzidos a partir de uvas colhidas às margens de um trecho do Rhône situado entre as communes francesas de Vienne e Avignon.

O Rhône nasce nas geleiras dos Alpes Suiços e desagüa no Mediterrâneo francês.

Paris: dicas para ir às compras

Você há de concordar comigo, Joãozinho: gastar dinheiro sem necessidade durante a viagem não é nada legal.

Recentemente, em uma dessas conversas de aeroporto, ouvi o relato de um turista brasileiro que, por simples desconhecimento, acabou gastando mais dinheiro com alimentação do que o necessário e ainda voltou com a impressão equivocada de que "em Paris tudo é caro". Vale lembrar que no ranking das cidades mais caras do mundo São Paulo ocupa a 10a posição, o Rio de Janeiro a 12a, enquanto Paris vem lá atrás no 27° lugar - algo incontestável, em minha opinião.

Para que você não passe pelo mesmo perrengue, reuni neste post algumas dicas práticas que podem lhe ser úteis na hora de ir às compras. Você vai ver que, fazendo uso de um pouquinho de informação sobre a vida cotidiana parisiense, ir às compras na Cidade-Luz pode ser um verdadeiro passeio.

Confesso: sou fanático por supermercados. A cada novo destino de viagem lá estou eu, transitando curioso pelas raias de algum supermercado para ver o que há de diferente, comparando preços e aprendendo um pouco sobre os hábitos de consumo dos habitantes do lugar. Independente da sua predisposição para esse tipo de insanidade é bom saber que os supermercados de grandes redes são as opções mais econômicas para comprar mantimentos em Paris. Portanto, deixe os mercadinhos de bairro (chamados na França de épiceries) apenas para os casos de real necessidade.

As épiceries estão sempre por perto, têm bons produtos, abrem de dia e de noite, algumas até aos domingos e feriados, mas cobram caro por toda essa praticidade - em alguns casos, praticam até o dobro do preço em comparação com os supermercados. Por isso recomendo que você faça as compras do dia a dia nos supermercados de grandes redes, relegando o mercadinho ao lado do hotel à condição de curinga para o caso de alguma necessidade mais pontual.

A épicerie Collignon que aparece no filme da Amélie Poulain é uma típica épicerie parisiense.

E se assim como eu você também gosta de feiras-livres, vai ver que as de Paris são incríveis: têm frutas e legumes deliciosos e de altíssima qualidade (o seu avô Eustáquio vai até querer tirar um retrato das frutas, de tão perfeitas); os queijos e vinhos artesanais são divinos e pode ser encontrada grade variedade de produtos para a alegria dos gourmets mais exigentes. Mas ao contrário do que acontece no Brasil, as feiras francesas de modo geral costumam ter preços um pouco mais elevados do que os supermercados, já que os franceses valorizam os produtos elaborados ou cultivados artesanalmente.

Pode confiar: nas feiras-livres francesas os produtos são previamente selecionados e não é preciso gastar tempo escolhendo.

Mas não deixe de ir à feira por causa disso, em absoluto. Nem de apreciar as cores, ver as novidades e experimentar os sabores disponíveis nas feiras-livres parisienses. Apenas é bom ir sabendo desse pequeno detalhe para evitar surpresas. Minha feira parisiense favorita é a que acontece aos sábados na avenue du President Wilson. Para quem busca uma feira tradicional com produtos mais em conta, a da Bastille é uma boa opção. A feira da Bastille, por sinal, é conhecida por ser a que tem os melhores preços em toda a cidade. Não deixe de provar os morangos franceses - eles costumam ser menores do que os morangos produzidos no Brasil, mas são muito mais doces e saborosos. Prove também os queijos vendidos nas feiras - valem cada centavo. Aproveite também a disponibilidade de cogumelos frescos, difíceis de serem encontrados nas feiras brasileiras.

Açougues e quitandas: assim como as feiras, os bons açougues e quitandas de Paris têm produtos de qualidade superior - e cobram o seu preço por isso. Afinal, em que outro país do mundo as pessoas chamam o açougueiro de Maître Boucher?

Uma típica quitanda parisiense. Assim como nas feiras-livres francesas, as frutas, legume e verduras já são selecionadas e não é preciso escolher.

E se os supermercados são as opções mais econômicas de compra, vale a pena conhecer um pouquinho mais sobre eles. Relacionei abaixo alguns dos principais supermercados que você vai encontrar em Paris.

Auchan: É uma rede de hipermercados das boas, normalmente com unidades localizadas em grandes centros comerciais mais afastados do centro. A mais próxima de Paris é excelente e fica em La Défense (metrô linha 1) e outra ainda maior fica em Gallieni (metrô linha 3). Você encontra no Auchan tudo o que encontraria num grande hipermercado no Brasil: de extrato de tomate a notebook; de tapete de banheiro a TV de plasma. Tem de tudo de todas as marcas - e por bons preços.

Oba! Um Franprix! Sou fã dos escargots congelados desse lugar.

Franprix: É uma rede de supermercados com diversas unidades espalhadas por toda a cidade. Nos supermercados Franprix você encontra tanto produtos de marcas consagradas quanto produtos da própria marca da rede - também de boa qualidade e com preços ainda mais em conta. Os supermercados Franprix costumam fazer promoções bastante atrativas a cada semana, mas no geral têm sempre bons preços e boa variedade de produtos. E se você quer provar bons escargots a um preço muito camarada, experimente os escargots congelados do Franprix; são deliciosos e vêm prontinhos, basta aquecer em forno convencional (preço médio: 3,00€ a dúzia).

Ed e Leader Price: são as redes de supermercados mais econômicas da cidade. Particularmente, entre os dois, prefiro o Leader Price. Quase todos os produtos a venda nos supermercados Leader Price são de marca própria, vendidos a preços irrisórios. Para ter uma ideia, uma peça de camembert no Leader Price custa menos de 1,00€ - e sim: é bom. Os produtos não ostentam belas embalagens e nem devem agradar aos paladares mais exigentes, mas o Leader Price é uma opção a ser considerada pelos viajantes que querem visitar a cidade gastando pouco dinheiro - os parisienses mais abastados torcem o nariz, mas conheço alguns mochileiros que são fãs. Normalmente o Leader Price disponibiliza cupons de desconto no seu site na internet Basta imprimir e apresentar no caixa.

Monoprix: O Monoprix é um dos supermercados mais legais que conheço. Não tem preços tão amistosos quanto o Franprix, mas tampouco cobra valores absurdos pelos produtos. Algumas unidades do Monoprix são verdadeiras lojas de departamentos: vendem roupas, utilidades domésticas, cosméticos... As unidades menores chamadas Monop’ são dedicadas à restauração rápida e venda de produtos de mercearia em estoque reduzido. Meus Monoprix favoritos são os da avenue des Ternes e do boulevard de Clichy. Tem uma na Champs-Elysées, mas está sempre lotada.

Champion e Carrefour City: O City e o Champion são os irmãos menores dos hipermercados Carrefour. Têm bons produtos e preços numa faixa um pouquinho acima da praticada pelo Franprix. Devido ao tamanho e padrão construtivo, os hipermercados da rede Carrefour não têm unidades dentro de Paris. É bom saber que o Carrefour City coloca diariamente 5 frutas diferentes a menos de 1,00€ a unidade ou o quilo - dependendo da fruta. Meu Champion favorito é o da avenue des Ternes, e o Carrefour City o da avenue de Malakoff.

Shopi: Segue a mesma linha do Carrefour City - tanto que algumas de suas unidades foram vendidas ao grupo Carrefour para se tornarem City. O único demérito em minha opinião é que algumas unidades Shopi são bem desleixadas com o atendimento.

Picard: Não é exatamente um supermercado... Na verdade é um supermercado exclusivamente dedicado a venda de congelados a ótimos preços. Tudo na Picard é impecavelmente limpo e bem organizado em gôndolas setorizadas - sopas, peixes, carnes, legumes, massas, cozinha étnica, tortas, sorvetes, etc. De tão bacana já ganhou até um post exclusivo aqui no Viver Paris.

Indiana Jones que me perdoe, mas o templo da perdição é o setor de queijos do Auchan.

Um erro muito frequente dos turistas que vão a Paris pela primeira vez é desconfiar do que é barato demais nos supermercados. Não precisa ficar com um pé atrás, Joãozinho. Em Paris os produtos mais em conta também costumam ser muito bons. Posso citar como exemplo o vinho JP Chenet que nos bons supermercados brasileiros é vendido a aproximadamente 30,00R$ a garrafa. Em Paris, uma garrafa desse mesmo vinho sai em média por míseros 1,60€. Assim como não se deve torcer o nariz ao ver que uma garrafa de 1,5 litros da água mineral Cristaline custa apenas 0,25€. Concordo que no Brasil nunca ouvimos falar da Cristaline, mas é bom saber que ela é a água mineral mais vendida em toda a França, sendo servida inclusive nas reuniões de gabinete do presidente francês.

Ah, me lembrei de mais uma: sempre que possível, evite comprar bebidas nas barraquinhas ou no comércio próximo aos pontos turísticos. Água, refrigerantes e cerveja custam no supermercado menos da metade do preço cobrado nas barracas próximas aos monumentos. Uma vez vi a cerveja Brauburger sendo vendida numa barraquinha próxima a torre Eiffel por 4,00 euros a lata - na época eu pagava pela mesma cerveja 0,42 euros no supermercado. Vale muito mais a pena dar uma passadinha no supermercado antes de cada passeio para abastecer a mochila - deixar uma bolsa térmica dentro da mochila também é uma grande pedida para quem gosta de fazer piqueniques.

Não é a toa que o setor de iogurtes de um supermercado francês é de cair o queixo. Cada francês consome em média 40kg de iogurtes por ano. No Brasil a média de consumo per capita é de 6kg por ano.

Aqui vão algumas dicas que podem até parecer bobas para alguns, mas também podem ser úteis para muita gente:

- A inscrição 7j/7 na fachada de um estabelecimento comercial significa 7 jours sur 7 e indica que ele abre todos os dias da semana. Já a inscrição 24h/24 significa 24 heures sur 24, indicando que o estabelecimento funciona 24 horas por dia.

Tá olhando o quê? Para usar um dos carrinhos accorrentados, basta depositar uma moeda de 1 euro na caixinha cinza. Você devolve o carrinho e o super te devolve a moedinha.

- Em alguns supermercados os carrinhos ficam estacionados acorrentados uns aos outros. Para usar um carrinho, basta depositar uma moeda de 1 euro no cadeado et voilà ! - a fechadura abre. A sua moeda é devolvida assim que você devolver o carrinho onde o retirou. Uma idéia simples que impede os clientes de abandonarem os carrinhos de supermercado em qualquer lugar.

Acabou de colocar as compras na esteira do caixa? Então não se esqueça de colocar também essa barrinha.

- Depois de colocar suas compras na esteira do caixa, não se esqueça de colocar a barrinha de 'cliente suivant' logo atrás dos seus produtos. Isso indica que você já colocou ali todas as suas compras e que o próximo cliente também já pode começar a esvaziar o próprio carrinho sobre a esteira.

Agora que você já sabe o suficiente sobre ir às compras em Paris, é só passar num supermercado, abastecer a mochila com pães, queijos, frios, água e uma garrafa de boa reputação e fazer um piquenique memorável no gramado do parque Monceau. Ah, e piquenique romântico no quarto do hotel também está valendo, Joãozinho! Além de ser uma maneira bastante agradável de fazer economia com alimentação na cidade, os piqueniques fazem parte da vida cotidiana parisiense. Portanto, uma boa dica a ser usada durante suas incursões pela cidade é ter sempre dentro da mochila um kit-piquenique, minimamente com a tal da bolsa térmica, toalha e saca-rolhas (toujours), já que em Paris um piquenique ao ar livre não tem hora para acontecer.

Sobre a Pont des Arts amigos se reunem ao redor de uma toalha de piquenique.

Portanto, nada de pagar caro na hora de ir às compras em Paris. Com um pouquinho de informação colocada em prática, você faz economia e não fica na vontade.

2 de julho de 2011

Paris, je t'aime: Quartier de la Madeleine

O Delano Silveira, leitor assíduo do Viver Paris, me enviou um e-mail com uma pergunta supimpa. Como a resposta serve como sugestão de passeio para os fãs do filme Paris, je t'aime achei bacana publicar um post aqui no blog e compartilhar a informação com vocês. Ele queria saber onde fica a locação do curta-metragem Quartier de la Madeleine - um dos 18 curtas que compõem Paris, je t'aime.

Para quem não se lembra, essa parte do filme é escrita e dirigida por Vincenzo Natali e retrata a 'paixão a primeira mordida' de um rapaz (interpretado por Elijah Wood) por uma bela vampira (Olga Kurylenko) que assombra o quartier. Propositalmente kitsch, Quartier de la Madeleine é o único curta do gênero fantástico em todo o filme.

Construída no século XIX, esta ponte faz uma importante participação em 'Quartier de la Madeleine' (Foto: Gérard Métron).

Famoso por abrigar algumas embaixadas e ministérios importantes, o quartier de la Madeleine fica no 8° arrondissement. Como o próprio nome sugere, está situado nas proximidades da igreja de la Madeleine que dá nome ao quartier. Administrativamente, é conhecido como 31e quartier parisien.

Não menos importante para a história é a escadaria integrada a ponte (Foto: Gérard Métron).

A escadaria e a ponte de aço que aparecem no filme - e onde se desenrola praticamente toda a trama da história - foram construídas em 1868 pela companhia Ernest Gouin & Cie e ficam na junção da rue du Rocher com a rue Portalis.

E aqui uma imagem da escadaria como aparece no filme. Cuidado Frodo!

Curiosamente - e isso pode ser facilmente percebido por quem caminha pelas ruas do quartier - esse exato lugar tem características um tanto atípicas para a região, parecendo meio fora do contexto arquitetônico do restante do arrondissement.

Situado no boulevar Malesherbes, o Hôtel de Cail tem a arquitetura típica dos imóveis do 8° arrondissement.

Para quem quiser dar uma passadinha por lá, segue abaixo o link para o mapa e a indicação do metrô mais próximo. Só tome cuidado para não se engraçar com a vampira alheia, viu Joãozinho?

Mapa: Quartier de la Madeleine (rue du Rocher x rue Portalis)
Metrô: Europe linha 3

Para assistir Quartier de la Madeleine no Dailymotion, clique aqui.

28 de junho de 2011

Sorvete de maçã do amor L'Angélys

Esta delícia gelada foi idealizada pelo maître artisan glacier Denis Layaud para a sorveteria L'Angélys em celebração ao dia dos namorados deste ano, mas acabou fazendo tanto sucesso que felizmente poderá ser degustada durante todo o verão francês.

Deliciosamente caramelizado, o sorbet pomme d'amour é elaborado artesanalmente com ingredientes naturais - sem adição de conservantes, corantes ou aromatizantes - e vem em embalagem com 2 potes de 375ml.

A sorveteria L'Angèlys tem uma única unidade localizada na cidade de Saintes, na Charente-Maritime, mas em Paris você pode encontrar os sorvetes da marca nos supermercados da rede Franprix por míseros 4,50€.


Para saber mais acesse: http://www.langelys.com/

27 de junho de 2011

Paris au temps des Impressionnistes

Uma exposição imperdível que está em cartaz em Paris é a sensacional Paris au temps des Impressionnistes, que pode ser vista até o próximo dia 30 de julho na sala Saint-Jean do Hôtel de Ville.

Concebida originalmente para ser exibida no Musée d'Orsay (que atualmente passa por obras de renovação), a exposição que contou com mais de 60.000 visitantes em seu mês de estréia apresenta mais de 60 telas, diversos desenhos, maquetes e projetos arquitetônicos para nos mostrar a identidade cultural e arquitetônica da Paris de Napoléon III - boa parte dos objetos da mostra jamais haviam sido apresentada ao público.

Curiosidade: para ser transferido do Musée d'Orsay (que fica na rive gauche) ao Hôtel de Ville (que fica na rive droîte) o acervo da exposição seguiu de barco pelo rio Sena.

Montada no mezanino, a primeira parte da exposição apresenta a transformação de Paris através de pinturas, desenhos, maquetes e plantas arquitetônicas. Já a nave principal da sala Saint-Jean é dedicada a Paris renovada, animada e turbulenta. E é assim que a Paris moderna surgida na época dos mestres impressionistas vai se revelando ao visitante a medida em que este vai avançando exposição adentro. Dessa forma, nos deparamos com obras como l’Orchestre de l’Opéra de Degas, le Café-concert de Manet ou ainda la Guinguette à Montmartre de Van Gogh.

La Guinguette à Montmartre de Van Gogh é uma das obras da exposição.

Ah, e um detalhe importante: essa grandiosa exposição tem entrada livre.

Paris au temps des Impressionnistes
Hôtel de Ville de Paris - Sala Saint-Jean
Metrô: Hôtel de Ville linhas 1 e 11
Até 30 de julho de 2011
Aberta de segunda a sábado das 10h00 as 19h00 (último acesso as 18h15)
Entrada gratuita

Esta dica foi sugerida pelo meu amigo Edmilson Siqueira.

O verão parisiense chegou pra valer

Pois é Joãozinho, este ano o verão parisiense chegou cheio de vontade.

Na tarde desta segunda-feira os termômetros registravam 36°C a sombra e 39°C sob pleno Sol. Portanto, se você está de malas prontas ou já está na cidade, não deixe de fazer bom uso de roupas leves e confortáveis, e de redobrar os cuidados com a hidratação.

Ano passado o verão também teve dias de calor intenso, e por isso postei aqui no blog algumas dicas úteis para você aproveitar bem o verão parisiense sem botar a saúde em risco. Se você já leu, muito bem. Caso contrário, segue aqui o link para o artigo.

O espelho d'água do Parc André Citroën: ponto de encontro para fugir do calor.

Apesar do pico de calor desta tarde, a previsão do tempo indica que na noite de hoje Paris terá muita chuva e ventos fortes - o que deve fazer a temperatura despencar mais de 10°C em poucas horas. Amanhã ainda deve fazer calor ao longo do dia, com máxima de 32°C. Para o restante da semana, a previsão é Sol, mas com temperatura amena variando entre os 12°C e os 25°C.

Fotos: Matthieu de Martignac, jornal Le Parisien.

31 de maio de 2011

Trois petits mots

Hoje ao invés das três palavrinhas nós vamos aprender três expressões inteirinhas. Não são expressões muito polidas - é bem verdade - mas são de uso bastante corriqueiro na vida cotidiana dos franceses. A homenageada de hoje: a vaca.

1. Pleuvoir comme vache qui pisse: o sentido literal desta pérola do palavrório francês é algo como "chover como vaca mijando" e é usada como referência a chuva muito forte. Por exemplo: "Petit Jean, ne sors pas sans ton parapluie ! Il pleut comme vache qui pisse !" ou na minha tradução livre "Joãozinho, não saia sem seu guarda-chuva! Está chovendo igual vaca mijando!"

2. Parler français comme une vache espagnole: esta outra maravilha do idioma de Balzac significa ao pé da letra "falar francês como uma vaca espanhola", e é usada para se referir a alguém que fala muito mal uma determinada língua estrangeira - não necessariamente o francês. Por exemplo: "Petit Jean parle le français comme une vache espagnole." que na minha tradução livre fica "Joãozinho fala francês como uma vaca espanhola." - se bem que, para falar a verdade, tenho cá minhas desconfianças de que as vacas francesas falem bem o espanhol.


3. Oh la vache !: "Oh a vaca!" é uma expressão de uso muito freqüente em toda a França da mesma maneira como os brasileiros usam o "Caramba!", ou seja, uma simples exclamação de surpresa com alguma coisa ou situação. Pode ser usada sozinha "Oh la vache !" ou acompanhada do objeto da admiração, como no exemplo: "Oh la vache ! Des glaces Häagen-Dazs gratuitement !" que em português é o mesmo que dizer: "Caramba! Sorvetes Häagen-Dazs de graça!"