20 de outubro de 2011

18ème arrondissement - La rue Berthe

Belíssima a imagem que o fotógrafo Gérard Laurent publicou hoje da rue Berthe em seu site ParisCool. Hoje, o Viver Paris dedica o espaço da foto do dia ao ParisCool e seus idealizadores Gérard Laurent e Gérard Lavalette. Pelo texto que acompanha a foto - o qual compartilho com vocês aqui no blog em minha tradução livre - dá para perceber o quanto do carinho desses caras pela cidade de Paris se reflete em suas fotos e palavras.

"Tornou-se uma inocente mania. Quando passo pela parte alta da rue Berthe, costumo parar por alguns instantes para desfrutar de sua perspectiva. E é a noite que se deve flanar por lá. A farmácia, do alto de seu pára-peito, parece olhar para a praça Emile Goudeau e o que resta do Bateau Lavoir que ficam logo adiante; alguns passantes apertam o passo e os últimos turistas viram seus mapas em todas as direções esperando encontrar a orientação exata até a rue d'Orchampt para ver, enfim, o famoso Moulin de la Galette. Mas de nada vale, enfim, essa pequena maravilha de calçada circular, seu pavimento luminoso e côncavo que parecem nos convidar a caminhar e a tomar um fôlego para uma última escalada da escada que leva da rue du Calvaire até a place du Tertre."

Para conferir as imagens da vida cotidiana parisiense clicadas através do olhar atento de Gérard Laurent e Gérard Lavalette, acesse: http://www.pariscool.com/

19 de outubro de 2011

França na final da Copa do Mundo de Rugby

Infelizmente o rugby é um esporte ainda pouco conhecido e pouco divulgado no Brasil. Os brasileiros que não contam com o canal ESPN acabam ficando sem saber que no momento está acontecendo o Copa do Mundo de Rugby na Nova Zelândia, e que a França fará no próximo domingo dia 23 a final do mundial contra o time da casa.

A parada não será nada fácil para os franceses, já que a Nova Zelândia representa para o rugby o mesmo que o Brasil representa ao futebol. Porém, na Copa do Mundo anterior que aconteceu na França em 2007, os franceses conseguiram a façanha de eliminar os favoritos All Blacks (como são conhecidos os jogadores neozelandeses em alusão ao uniforme da equipe) nas quartas de final por 20 a 18. Apesar do feito heróico e do jogo memorável, os franceses seriam eliminados pelos ingleses na fase seguinte.

Em 2007 mademoiselle tour Eiffel se preparou para celebrar o mundial de rugby. Logo acima do primeiro estágio, uma grande bola de rugby atravessava o meio da torre. A gigantesca bola branca instalada no Champs de Mars era na verdade um stand dedicado a mostrar aspectos turísticos e culturais da Nova Zelândia - uma das principais seleções participantes do mundial e grande favorita ao título.

A noite a torre era iluminada de verde e amarelo com dois fechos paralelos de luz, em alusão ao gramado e a trave de um campo de rugby. Não Joãozinho, não era por causa do ano do Brasil na França - esse aconteceu em 2005 (Foto: Lucian Balica).

Diferente do que acontece no Brasil, na França o rugby é um esporte que, em termos de importância e de número de torcedores, segue em pé de igualdade com o futebol. Para que esse esporte que tanto aprendi a gostar não passe em branco nas páginas do Viver Paris, registro aqui minha torcida para que o XV de France consiga uma vez mais passar pelos All Blacks e sagrar-se campeão do mundo pela primeira vez. Allez les bleus !

Espírito esportivo: Na manhã seguinte a eliminação dos All Blacks pelo XV de France, uma faixa foi colocada pelos próprios neozelandezes no imenso stand da Nova Zelândia instalado em Paris. Para felicitar os franceses pela justa vitória, as palavras: Bravo France!

Duas curiosidades

A maior vitória no rugby da seleção francesa foi justamente contra o Brasil. No dia 2 de junho de 1974 a França venceu o Brasil por 99 a 7.

Já a maior derrota francesa aconteceu diante da Nova Zelândia (oh-là-lá...) no dia 9 de junho de 2007, quando os All Blacks venceram os franceses por 61 a 10 - em outubro desse mesmo ano a França eliminaria a Nova Zelândia da Copa do Mundo.

La Laiterie Sainte Clotilde

Com o friozinho que aos poucos começa a se instalar em Paris os piqueniques ao ar livre, as mesinhas à beira da calçada e as saladas estilosas servidas nos charmosos terraços cedem lugar a ambientes mais fechados e pedem uma refeição quentinha ao abrigo do frio e do vento.

Uma das boas opções onde é possível comer bem pagando pouco na cidade é o restaurante La Laiterie Sainte Clotilde, no coração do requintado sétimo arrondissement. Para você ter uma idéia, as entradas são caprichadas e custam menos de 10 euros, os pratos do dia (le plat du jour) ficam na casa dos 16 euros, e as formules de menu completo na hora do almoço (entrada, prato quente e sobremesa - em 4 opções diárias diferentes para você combinar como bem entender) por módicos 20 euros. Mesmo os vinhos casam muito bem os preços aos seus respectivos rótulos - um Côtes du Rhône dos bons sai por 5 euros a taça. Durante o jantar o serviço é à la carte - por volta de 40 euros por pessoa.


Os pratos principais não são de alta-gastronomia, mas são bonitos, saborosos e bem preparados, servindo muito bem uma pessoa sem exageros. O ambiente é bonito, mas sem muita pose. Apesar de simples e pequenininho, o lugar tem uma atmosfera bem alinhada sem deixar de ser acolhedor. Enfim, é um restaurante para entrar e sentir-se a vontade, perfeito para uma refeição substancial e saborosa, sem grandes pretensões.


Se você quer sentir-se almoçando como um verdadeiro parisiense, esse é um bom lugar. Mesmo sem a típica ambientação dos bistrôs, La Laiterie foge completamente do circuito gastronômico voltado aos turistas. O restaurante é freqüentado sobretudo por uma clientela bem nascida e descolada que habita ou trabalha nas imediações do quartier - pessoas ligadas ao mundo das artes e da moda e até alguns rostos conhecidos da televisão. Mas tudo muito às pampas, sem afetação. Ah, o restaurante conta ainda com menu kids para a petizada.

Portanto, anote aí na sua agenda Joãozinho: na La Laiterie Sainte Clotilde você come muito bem, é atendido de forma calorosa e não arruina sua carteira. Eu rrrrecomendo.

La Laiterie Sainte Clotilde
64, rue de Bellechasse
Tel.: 01 4551 7461
Metrô: Rue du Bac ou Solférino linha 12
Aberto de segunda a sábado

20 de setembro de 2011

Contacto Paris: exposição de arte brasileira

A Galeria-Atelier Flory Menezes em parceria com Sheyla Athaíde organizou uma exposição coletiva em Paris para mostrar as artes plásticas do Brasil além das nossas fronteiras. É a exposição de pinturas e esculturas Contacto Paris 2011 que acontece de 19 de setembro a 1 de outubro.

A exposição apresenta obras de 24 artistas plásticos e tem como objetivo divulgar a arte brasileira através de diferentes linguagens de expressão da pintura e da escultura. A iniciativa busca reunir artistas independentes para se apresentarem em galerias internacionais, mostrando que a expressão artística brasileira não está limitada apenas à música e ao cinema.

Tela de Margot Carvalho que estará na Contacto Paris 2011.

Particularmente, acredito que são iniciativas como essa que verdadeiramente imprimem a imagem positiva do Brasil no exterior.

Para saber mais acesse: Contacto Paris 2011

Galeria Everarts
8, rue d’Argenson
Metrô: Saint-Augustin linha 9

19 de setembro de 2011

Artigos do Pequeno Príncipe

A Renata Turcato escreveu para o blog perguntando se existe alguma loja do Pequeno Príncipe em Paris.

Confesso que desconheço a existência de uma loja exclusiva do Petit Prince na cidade, mas sei de duas lojas onde é possível encontrar uma verdadeira infinidade de produtos licenciados do principezinho: souvenirs, brinquedos, roupas, acessórios, artigos de decoração e papelaria...

Alguns produtos do Pequeno Príncipe são encontrados facilmente em diversos locais espalhados pela cidade: em papelarias, boas lojas de souvenir e até em lojas de grandes redes como a Fnac. Mas, de longe, a maior variedade de artigos está nas lojas Au Nain Bleu e Le Ciel est à tout le monde - onde muito provavelmente você vai poder ver as maiores coleções de produtos licenciados do Pequeno Príncipe disponíveis para venda em toda a França.

Para a Renata e os demais leitores do Viver Paris, seguem os endereços:

Au Nain Bleu

A mais antiga loja de brinquedos em atividade na cidade é também a mais famosa.

Aberta em 1836, Au Nain Bleu é daquelas lojas de brinquedos de deixar os pais encantados e a petizada maluca. Não é a toa que Angelina Jolie dá uma passada por lá cada vez que está na cidade com os filhos. A loja tem uma vasta coleção de produtos oficiais de personagens franceses como o Petit Prince, Babar e os Barbapapa (quem é trintão como eu deve se lembrar dos desenhos da família Barbapapa). Os bichinhos de pelúcia de fabricação própria (todos made in France) são um dos destaques da loja, assim como as finíssimas bonecas de porcelana. Na loja Au Nain Bleu você também encontra artigos de coleção e itens de altíssima qualidade produzidos pelos mais renomados fabricantes de brinquedos da Europa.

Caixinha de música do Pequeno Príncipe: um dos artigos a venda na 'Au Nain Bleu'.

Au Nain Bleu
5, boulevard Malesherbes
Tel.: 01 4265 2000
Metrô: Madeleine linhas 8, 12 e 14
Abre às segundas das 14h00 as 19h00 e de terça a sábado das 10h00 as 19h00.

Le Ciel est à tout le monde

Outra loja de brinquedos muito tradicional em Paris e que ganhou notoriedade por ser o primeiro fabricante de pipas da cidade.

Além das pipas tão bonitas quanto coloridas, outros itens que fizeram a fama da loja foram os seus brinquedos de madeira, as bonecas e os ursos de pelúcia. A Le Ciel est à tout le monde conta ainda com seções dedicadas a venda de livros infantis, artigos de papelaria e itens de decoração para quartos infantis. E claro... Assim como a Au Nain Bleu, disponibiliza uma vasta coleção de brinquedos, souvenirs e acessórios do Petit Prince, do elefante Babar e da família Barbapapa. A loja conta com 3 endereços em Paris.

Os artigos de papelaria do Pequeno Príncipe na 'Le Ciel est à tout le monde'.

Le Ciel est à tout le monde
7, avenue de Trudaine
Tel.: 01 4878 9340
Metrô: Anvers linha 2

99, rue de Rivoli
01 4927 9303
Metrô: Louvre-Rivoli linha 1

10, rue Gay Lussac
Tel.: 01 4633 5391
Metrô: Cluny La Sorbonne linha 10

E calma que tem mais...

O Pequeno Príncipe tem uma loja virtual oficial completíssima, mas vende apenas pela internet (Dãã...). Acesse: La Boutique du Petit Prince.

Outra boa referência para se obter informações sobre os produtos oficiais do principezinho é no site Oficial do Pequeno Príncipe em português. Para acessar, clique em O Pequeno Príncipe.

Em 2006 a Monnaie de Paris (a Casa da Moeda) criou uma coleção exclusiva para celebrar os 60 anos do Petit Prince. São pulseiras, pingentes, medalhas e outras peças em ouro e outros metais nobres elaboradas à mão pela renomada equipe de artesãos de arte da Monnaie de Paris. A homenagem fez tanto sucesso que acabou se tornando uma coleção de produção permanente da Casa da Moeda.

Jóias colecionáveis do Petit Prince: produzidas artesanalmente pela Monnaie de Paris.

Para conhecer ou comprar, clique em Monnaie de Paris Collection Petit Prince.

Foto menor: echarpe de seda a venda na loja virtual.

15 de setembro de 2011

Cupcake do Fouquet’s Barrière

Quer uma dica de dar água na boca? Então anote aí, Joãozinho...

O chef pâtissier Claude Ducrozet da pâtisserie do Hôtel Fouquet’s Barrière foi muito original ao traduzir os americanos cupcakes ao estilo francês.

Inventivos, leves e saborosos, os caprichadíssimos cupcakes do Hôtel Fouquet’s Barrière são produzidos com ingredientes naturais e levam pouco açúcar na receita. Eles podem ser encontrados em 5 sabores diferentes, disponíveis segundo a estação do ano: bolo de cenoura, limão com frutas vermelhas, chocolate, manga com abacaxi, pistache e framboesa.

Os cupcakes à francesa do Fouquet's: sublimes de todos os ângulos.

Os frenchies cupcakes começaram a ser vendidos no bar do Fouquet’s Barrière em outubro do ano passado e imediatamente se tornaram um sucesso - e uma ótima pedida para quando bater aquela vontade comer alguma coisa gostosa durante um passeio pela Champs-Elysées.

Oh-là-là...: a belíssima fachada do Hôtel Fouquet's Barrière.

Então pronto, Joãozinho! Ao invés de ficar entocado na Fnac para passar o tempo enquanto sua senhora se diverte na Sephora, dê uma corridinha no Fouquet's para surpreendê-la com um desses exclusivíssimos cupcakes - você ganha pontos com ela e nem precisa contar que leu a dica aqui no blog.

O bar do Fouquet’s: uma opção e tanto para tomar um chá com muito estilo.

Concordo que o preço é digno de tamanho prestígio, mas lhe garanto que vale cada centavo: 9,00€ cada.

Hôtel Fouquet’s Barrière
46, avenue George V
Tel.: 01 4069 6000
Metrô: George V linha 1

Foto menor: o chef pâtissier Claude Ducrozet.

- E como é que se diz, Joãozinho?
- Merci chef Ducrozet.
- Muito bem, Joãozinho. Muito bem...

2 de setembro de 2011

Impression, soleil levant

A foto que que ilustra Impressões impressionistas de Edmilson Siqueira é uma representação do quadro Impression, soleil levant de Claude Monet. Pintado em 1872, o quadro que deu nome ao movimento impressionista é considerada por muitos como a mais importante obra de Monet e representa o nascer do Sol no porto de Le Havre.


Ao ser exposto pela primeira vez, um crítico zombou da tela e do título, dizendo que tudo ali era “impressionista”. Mal sabia ele que os artistas da época adorariam o nome e o adotariam para o movimento. A obra Impression, soleil levant faz parte do acervo permanente do Musée Marmottan Monet de Paris.

Musée Marmottan Monet
2, rue Louis-Boilly
Metrô: La Muette linha 9
Tel.: 01 4496 5033
Aberto de terça a domingo das 10h00 as 18h00. Às quintas até as 20h00.

31 de agosto de 2011

Impressões impressionistas

Edmilson Siqueira

O bom de estar em Paris, além de tudo que a cidade oferece, é que em pouco menos de uma hora você pode estar em Giverny, onde Monet criou um jardim que parece uma grande pintura e depois o colocou em quadros que ficaram ainda mais bonitos que o jardim. Aquela impressão nublada que aquele mundo de folhas, flores, céus e sóis nos dá em suas obras é o sonho do jardim que você vê ao vivo. Estar ali, passeando e admirando a “outra obra” do artista, é como penetrar num quadro dele para se deliciar naquele turbilhão de impressões e cores.

Estivemos lá, Zezé e eu, em 2002. Na margem esquerda do Sena (ou era direita? Eu sempre confundo, pois sinceramente não sei qual é uma ou outra) havia uma pequena agência de turismo que fazia (deve fazer ainda) várias excursões diárias até Giverny. Você podia ir até a agência e pegar uma van ou contatá-la desde o hotel, que ela ia lhe buscar. Era mais barato ir até lá, claro. E um passeio naquela região, margeando o rio, cheia de artistas nas calçadas valia muito mais que esperar a van no hotel.

Em cerca de uma hora estávamos em Giverny. Um lugar afastado, sem muitas casas, muita natureza domesticada, calmo e silencioso. A van nos deixou em frente à casa, de onde ainda não se vislumbra o jardim. O motorista, um jovem com menos de 25 anos, avisou todo mundo - em francês e inglês - que às 17h estaria de volta. Tínhamos umas quatro horas para ficar ali. E foi pouco.

Compramos os ingressos e entramos, passando direto para o jardim onde o encanto daquelas paisagens nos esperava. Um riacho serpenteia todo o jardim e, para ultrapassá-lo, há aquela famosa ponte japonesa que qualquer admirador de Monet já viu em seus quadros.

Andamos, sentamos num banco, comemos um sanduíche, andamos de novo, voltamos por onde entramos, começamos o trajeto de novo e, houvesse tempo de sobra, faríamos novamente o mesmo percurso, pois sempre descobríamos algo novo, uma árvore que passou sem que víssemos, uma folhagem já amarelada, um raio de sol em outra posição causando novas sombras e novas luzes, enfim, estávamos assistindo, 76 anos depois de sua morte, à produção de vários novos quadros de Monet a todo instante. Acho que disse pra Zezé que foi pra isso, mais do que para as obras que produziu ali em vida, que Monet criou aquele jardim: para imortalizar suas impressões todas, de forma dinâmica e inusitada, pois cada visitante, ao entrar e andar pelo jardim, pode imaginar o que o gênio de Giverny estaria fazendo agora, como ele estaria transformando as novas folhas e flores e sóis e sombras em espetáculos visuais encantadores.

Monet viveu naquela casa - que hoje é seu museu - e naquele jardim por 43 anos, até morrer em 1926. Para construir o jardim comprou o terreno ao lado da casa e contratou seis jardineiros. Já eram dias de fartura, seu trabalho já era admirado reconhecido depois de muita pobreza e sofrimento.

Na casa-museu estão vários quadros seus - cópias perfeitas já que os originais estão em museus famosos e muito mais seguros. Há um bazar onde estão posters de quadros de vários tamanhos e preços e muitas outras lembranças.

A volta foi em silêncio. Por certo todos na van - havia três casais se bem me lembro - estavam a digerir aquele mundo de beleza impressionante e, principalmente, impressionista. Os outros casais ficaram em seus hotéis e Zezé e eu prosseguimos até a sede da agência. Um bom papo com o motorista, sua preocupação com o aumento de imigrantes em Paris e os efeitos dessa imigração na política (efeitos que se consumaram, diga-se, e ajudaram a afastar partidos de centro-esquerda do poder), marcou o retorno. Ficamos por ali, passeando às margens do Sena, até que uma chuva fina caiu e resolvemos sentar num café com cadeiras na calçada, ao abrigo da chuva.
Uma taça de vinho, uma tarde caindo, uma chuvinha fina, Paris à sua volta e as impressões de Monet rondando seu cérebro. Isso deve ser algo muito próximo ao paraíso.