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13 de outubro de 2009

A loja de pianos da Rive Gauche, de T. E. Cahart

Neste final de semana acabei descobrindo ao acaso este livro. Ainda não cheguei sequer à metade, mas já deu para perceber que se trata de um daqueles livros verdadeiramente cativantes, que tão logo começamos não queremos mais parar de ler.

Lançado originalmente em 2000, “A loja de pianos da Rive Gauche”, do americano T. E. Cahart, ganhou sua primeira edição brasileira pela editora Record em 2001 - que hoje já não é tão fácil de ser encontrada. Mas a boa notícia é que recentemente a coleção Best Bolso lançou uma edição livre de poche, mais simples e com preço mais acessível.

Como o próprio título faz menção, a narrativa orbita sobre o piano e a sua importância para os franceses. Mas a história fala ainda de amizade, sonhos esquecidos e peculiaridades parisienses. O autor, um americano que vive com a família em Paris, começa sua história falando de uma loja de pianos que lhe chamava a atenção toda vez que voltava caminhando para casa depois de levar o filho à escola.

Curioso e apaixonado por pianos, Cahart acaba fazendo amizade com Luc, o restaurador dessa pequena loja situada na Rive Gauche, e revive a partir de então, lembranças de infância e a paixão esquecida pela música. Além de ser um romance sobre amizade e redescoberta, outro ponto marcante permeia sutilmente a história: os sentimentos de um estrangeiro tentando se adaptar aos costumes da cidade.

T. E. Cahart vive em Paris como escritor free-lance e consultor de projetos culturais. “A loja de pianos da Rive Gauche” ganhou inúmeros elogios da crítica especializada, sendo eleito em 2001 um dos melhores livros do ano pelo The Washington Post Book World.

A loja de pianos da Rive Gauche
T. E. Cahart
Coleção Best Bolso
No Submarino: 17,90R$*


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Os preços podem sofrer alteração sem aviso prévio.

13 de março de 2009

A Elegância do Ouriço - Muriel Barbery

Aproveitando a abertura do Salão do Livro que acontece hoje em Paris, segue uma ótima sugestão de leitura feita pela Cláudia - uma leitora que sempre envia grandes indicações de livros e filmes ao Viver Paris. E para a felicidade geral, esse livro francês foi lançado no Brasil em 2008 pela Companhia das Letras.



A escritora francesa Muriel Barbery é uma daquelas que dão gosto da gente ler, sobretudo pela forma divertida como ela escreve. E boa parte da diversão está no uso magistralmente bem dosado que ela faz da ironia - característica presente em A Elegância do Ouriço.

A história se passa no charmoso quartier parisiense de Saint-Germain-des-Prés e é narrada por duas personagens diferentes: Paloma, uma adolescente que percebe muito mais do mundo ao redor do que as pessoas imaginam e Renée, a satírica zeladora do elegante edifício onde vive Paloma e que tem sempre uma resposta afiada para qualquer ocasião. Assim como Paloma, Renée também tem uma visão particular do mundo, muito mais amplo do imaginam os moradores do prédio. Nenhuma das duas se enquadra nos padrões convencionais da vida cotidiana e acabam se tornando amigas, independente da barreira social que as separam. E pelos olhos críticos e sensíveis dessas duas personagens passamos a conhecer um pouco do estilo de vida parisiense refletido no dia a dia dos demais moradores do prédio chique e tradicional que faz parte do universo de ambas - como também percebemos o quão parecida pode ser a percepção do mundo para pessoas com histórias tão diferentes.

Para nos apresentar a visão particular de cada uma das narradoras, os capítulos de A Elegância do Ouriço são intercalados com as impressões pessoais de cada uma das narradoras. Além disso, os pensamentos de Paloma e Renée também são escritos no livro com fontes diferenciadas.

A narrativa se passa quase que inteiramente no edifício onde ambas residem - que fica no 7 rue de Grenelle. As narradoras passam a vida tentando passar despercebidas aos olhos dos outros, mesmo tendo uma essência tão rica e de observarem com atenção tudo o que acontece com os outros moradores. E assim elas seguem num divertido e cativante jogo de dissimulação para não serem descobertas como pessoas sensíveis e inteligentes que são pelos seus “entes observados”.

Por vezes hilárias, por vezes melancólicas, as passagens do livro são repletas de detalhes e observações sobre a sociedade parisiense, nos convidando a analisar temas como cultura, literatura, velhice, psicologia... Sempre através de alguma ocorrência irônica, das reflexões de Paloma e Renée ou da observação comportamental dos personagens. O livro é repleto de frases magistralmente construídas e nos mostra a cada página que a vida tem muito mais a nos ensinar do que imagina a maioria das pessoas.

Grande surpresa literária de 2006 na França, A Elegância do Ouriço é o segundo romance de Muriel Barbery, já tendo vendido por aqui mais de 1 milhão de exemplares e sendo traduzido em 12 idiomas.

Para saber mais acesse: MurielBarbery.net

A Elegância do Ouriço

Muriel Barbery

Companhia das Letras

No Submarino: 45,00R$*





Muriel Barbery

Gallimard

Na Fnac France: 19,00€*

8.1 Bouton Commandez 100-30



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Os preços podem sofrer alteração sem aviso prévio.

3 de fevereiro de 2009

Ô les bonnes crêpes: Marie-Laure Tombini

Depois de testar e aprovar as receitas do livro (e mencioná-lo num artigo do blog), nada mais justo que recomendá-lo.

O livro Ô les bonnes crêpes de Marie-Laure Tombini ensina 30 receitas de crêpes e panquecas doces e salgadas - todas saborosas e descomplicadas. Além das massas, boas opções de recheios e acompanhamentos para o seu crêpe. O formato é pratico para usar na cozinha e o preço é super camarada.

A jovem autora alia o talento para a fotografia culinária com a criação e realização de receitas práticas. Além de diversos livros de receitas publicados ela tem um site na Internet que vale a pena ser consultado, o Ô délices - apenas no site ela apresenta mais de 800 receitas e diversas boas dicas culinárias.

E se vale a dica, os outros livros da moça também são igualmente bons e baratos. Sempre com idéias equilibradas e fáceis de realizar.

Ô les bonnes crêpes - Marie-Laure Tombine
Editora Mango Pratique
Na Fnac France
Preço: 5,61€*

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Os preços podem sofrer alteração sem aviso prévio.

8.1 Bouton Commandez 100-30

22 de outubro de 2008

Le Petit Nicolas

Le Petit Nicolas é um personagem da literatura infanto-juvenil criado em 1959 por René Goscinny e ilustrado por Jean-Jacques Sempé. Suas historias retratam a visão do mundo através dos olhos de garotinho inocente e encrenqueiro (Nicolas), que nunca entende a reação dos adultos. Ele gosta muito de fazer travessuras e quando seus pais ralham com ele, o pequeno Nicolas não consegue entender o sentido da bronca - já que para ele fazer travessuras é algo tão natural quanto respirar - e desata a protestar e a chorar.

As aventuras do Petit Nicolas foram lançadas em uma série de historinhas humorísticas ilustradas publicadas em 1959 no jornal Soud Ouest Dimanche (onde os traços do personagem evoluíram e ele tomou a forma como o conhecemos hoje). Suas historias acontecem normalmente na escola e além do pai, da mãe e da avó (que sempre sai em sua defesa), a professora, o servente, o diretor e - principalmente - os amigos de classe (les compagnons) de Nicolas fazem parte de seu universo. A linguagem e o ponto de vista inocente de Nicolas nos traduzem de forma simples uma reflexão sociológica do complexo mundo dos adultos.

Sempre é o próprio Nicolas quem narra as historias. Conseguimos reconhecê-lo facilmente nas ilustrações que retratam a bagunça generalizada na sala de aula por um detalhe simples: ele é o garotinho de cabelos pretos. E apesar de sabermos que ele tem entre 6 e 10 anos, os autores jamais revelam sua idade exata. A frase mais cult de Nicolas é: “C’est drôlement chouette!” ou “C’est chouette!” - que usa constantemente para dizer que acha algo muito legal.

Nicolas gosta de: receber a visita da avó (ela sempre trás alguma coisa que ele gosta: bolo, bala, um brinquedinho, um pouquinho de frango com molho branco que sobrou do almoço, chocolate...); jogar damas (ele é imbatível no jogo de damas); fazer graça para a coleguinha Marie-Edwige (com quem ele diz que vai se casar quando crescer); rir; contar piadas para os pais (mas fica com vergonha quando o pai já conhece a piada); quando os pais recebem amigos em casa; ler gibi; ver filmes de cowboy no cinema; bagunçar no recreio; voltar sujo para casa depois de brincar com os amigos no terreno baldio; animais; ganhar dinheiro para comprar presentes para sua mãe. “Mas o que eu mais gosto, depois da mamãe e do papai é claro, é de futebol!”

Mas ele não gosta nem um pouco de: fazer lição de casa (ele vive pedindo ajuda para as tarefas); quando a mãe coloca nele a roupa azul-marinho com camisa branca e gravatinha (ele sempre diz que fica parecendo um ‘guignol’ - fantoche); ficar de castigo; arrumar o quarto; brincar sozinho; quando os amigos de escola tiram sarro dizendo que ele esta apaixonado.

Em março de 2009 o personagem fará 50 anos. Para comemorar a grande data, será lançado um filme longa-metragem (pela primeira vez o Petit Nicolas será visto em carne e osso) e um desenho animado.

Os livrinhos do Petit Nicolas têm um bonito acabamento e são encontrados facilmente em qualquer livraria do país ao preço médio de 5,50€. As crianças adoram - os adultos também (eu inclusive: Le Petit Nicolas c'est drôlement chouette!).

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10 de outubro de 2008

Jean-Marie Le Clézio: Nobel de Literatura 2008

Jean-Marie Gustave Le Clézio, tido como um dos grandes mestres da literatura francesa da atualidade nasceu no dia 13 de abril de 1940 em Nice, sul da França. Seu estilo de escrita é considerado simples e clássico - mas a aparentemente simplicidade guarda em si traços de grande refinamento lingüístico.

Em 1963, logo na sua estréia como autor, recebeu com apenas 23 anos o Prêmio Renaudot pela obra Le Procès-Verbal. Até a década de 80, Le Clézio passava uma imagem de inovador e rebelde - imagem que acabou sendo modificada ao longo do tempo, conferindo ao autor uma impressão mais contida e ensimesmada que perdura até hoje. Tinha inicio então a jornada do grande escritor que se destacaria ao retratar com grande afeição as minorias étnicas espalhadas pelo mundo e sobre suas experiências pessoais de viagem. Mas não traduza esse 'lado intimista' do autor por 'contemplação plena': aqui na França Le Clésio é conhecido por ser inimigo feroz do modo de vida materialista ocidental.

Mas foi na última quinta-feira, que veio a consagração máxima de Le Clézio: o escritor francês recebeu o Prêmio Nobel de Literatura de 2008. Le Clézio é o 14º francês a receber esse prêmio. "Escritor da ruptura, da aventura poética e do êxtase sensual". "Um explorador da humanidade além e por baixo da civilização reinante". Foi assim que o texto do anúncio oficial da Academia Nobel na Suécia se referia a Le Clézio - que já era tido como favorito ao prêmio há alguns anos até, finalmente, ser agraciado com o prêmio. Ainda este ano o escritor já havia recebido, também na Suécia, o prêmio literário Stig Dagerman, cuja cerimônia de entrega está marcada para o próximo dia 25 em Estocolmo.

Sua obra, sempre diversificada, carrega em si as demonstrações recorrentes de sua pela paixão pelas viagens, relatos dos tempos exílio e um certo saudosismo das civilizações primitivas oriundas da América Latina, Oceania e África - as culturas desses povos, para Le Clézio, costumam aparecem em suas obras no contexto de paraísos perdidos. Desde muito jovem, o escritor viajou muito pelos EUA, Tailândia, Marrocos, Ilhas Mauricio e por toda a América Latina. Sempre se declarou um apaixonado pelo México e pelo Panamá. Com o passar dos anos, todo esse mundo de viagens e estudo das civilizações passaram a convergir em seus textos para uma exploração mais intimista da vida - através de lembranças da própria infância e de sua história familiar.

Le Clézio receberá em 10 de dezembro, durante a solenidade de entrega dos Prêmios Nobel, um cheque de 10 milhões de coroas suecas (no dinheiro de hoje, como diria meu avô, cerca de 3,4 milhões de Reais).

O escritor vive hoje em Albuquerque (Novo México, EUA) com a mulher e as duas filhas. Costuma vir com freqüência para o sul da França, onde alterna períodos de descanso e criação.

Obras de ficção: Le Procès-Verbal (1963), Le Jour où Beaumont fit connaissance avec sa douleur (1964), La Fièvre (1965), Le Déluge (1966), Terra Amata (1967), Le Livre des Fuites (1969), La Guerre (1970), Lullaby (1970), Les Géants (1973), Voyages de l'Autre Côté (1975), Mondo et Autres Histoires (1978), Désert (1980), La Rounde et Autres Faits Divers (1982), Le Chercheur d'Or (1985), Voyage à Rodrigues (1986), Printemps et Autres Saisons (1989), Onitsha (1991), Etoile Errante (1992), Pawana (1992), La Quarantaine (1995), Poisson d'Or (1997), Hazard (1999), Coeur Brûle et Autres Romances (2000), Révolutions (2003), Ourania (2005) e Ritournelle de la Faim (2008).

Obras publicadas no Brasil: O Africano (Onitsha), A Quarentena (La Quarantaine) e Peixe Dourado (Poisson d'Or).

Prêmios: Prêmio Renaudot por Le Procès-Verbal (1963), Prêmio Valery Larbaud (1972), Grande Prêmio de Literatura Paul-Morand da Academia Francesa por Désert (1980), Grande Prêmio Jean Giono (1997), Prêmio Prince-de-Monaco (1998), Prêmio Stig Dagerman (2008), Prêmio Nobel de Literatura (2008).

"Tenho a sensação de ser uma coisa pequena neste planeta, e a literatura me serve para expressar isso. Se me atrevesse a filosofar, diriam que sou um 'rousseauista', que não compreendi nada." - Jean-Marie Gustave Le Clézio

Na Fnac France: Ritournelle de la Faim
No Submarino: http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=54430&ST=SE&franq=267936

30 de setembro de 2008

Paris sous la pluie

Paris sous la pluie é um belíssimo livro de fotos recém lançado em Paris, resultado do trabalho de livre diligência artística do excelente fotógrafo e cineasta Chistophe Jacrot.

Após receber uma encomenda urgente de imagens da cidade sob o sol para um guia turístico, o autor teve a idéia de fazer o oposto - retratar Paris sob a chuva. Explica-se: a irônica encomenda das fotos ‘ensolaradas’ fora feita num dia de extremo mau tempo.

Em favor do olhar do fotógrafo em Paris sous la pluie, descobrimos uma cidade mais humana e mais deslocada daquela imagem que está sempre resplandecendo nos cartões postais. Através de suas fotos - todas em cores e legendadas com palavras que refletem bem sua presença de espírito, Jacrot nos convida a ver este lado poético, agridoce, às vezes melancólico - mas, sobretudo, irônico - que envolve a passagem despercebida de figurantes anônimos.

Duas exposições das fotos de Christophe Jacrot estão marcadas para Paris nos próximos meses, anote na sua agenda:

Little Big Galerie
De 1 de outubro a 1 de novembro de 2008
45 rue Lepic
Tel.: 06 0866 2564
Metrô: Abbesse ou Blanche linha 2
Aberta de terça a domingo das 14h30 às 19h30

Galerie du Lucernaire
De 1 a 28 de dezembro de 2008
53 rue Notre Dame-des-Champs
Tel.: 01 4544 5734
Metrô: Notre Dame-des-Champs linha 12 ou Vavin linha 4
Aberta de segunda a sabado das 10h00 às 22h00. Domingos das 14h00 às 22h00.
http://www.lucernaire.fr/video/index.html

Para saber mais: http://christophe.jacrot.googlepages.com/

Paris sous la pluie
Christophe Jacrot
Editora Chêne
127 páginas (21cm x 26cm x 1,6cm)
Preço sugerido: 19,90€
Na Fnac: Paris sous la pluie

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Fotos: Christophe Jacrot, do blog oficial do autor (bien sûr).

8 de setembro de 2008

Paris au fil du vent

Neste final de semana descobri um livro em grande formato que é de tirar o fôlego: Paris au fil du vent, de Philippe Guignard.

O livro reúne uma infinidade de belíssimas fotos em cores das mais inusitadas vistas aéreas de Paris. Ricamente ilustrado, com legendas e texto bilíngüe (francês e inglês), o livro mostra uma visão interessante da cidade, onde cada foto revela verdadeiras surpresas, impossíveis de serem vistas e até mesmo imaginadas por quem caminha pelas ruas de Paris. O livro segue a mesma linha de Paris, entre ciel et terre, também de Philippe Guignard.

A editora Cres deu ao livro um acabamento primoroso, com capa dura e o miolo em papel brilhante de alta gramatura. Um livro para viajar.

2 de setembro de 2008

Paris não tem fim

Pois bem, segue aqui a preciosa indicação literária do jornalista (e parisiense de coração) Edmilson Siqueira: O livro Paris não tem fim, do escritor espanhol Enrique Vila-Matas - e também o link para ler na integra seu artigo na revista Metrópole.

Para saber o que este livro lhe reserva, peço apenas que vocês leiam o artigo "Recaída amorosa". Irretocável e fala por si mesmo. Eu, portanto, nada tenho a acrescentar. Paris não tem fim.

Link para "Recaída amorosa", de Edmilson Siqueira:
http://www.cpopular.com.br/metropole/conteudo/mostra_noticia.asp?noticia=1589908&area=2250&authent=2E7DAE64F3BCF2292FA936F4EEF57B


29 de agosto de 2008

O flâneur

Comecei a ler "O flâneur: um passeio pelos paradoxos de Paris" de Edmund White logo que cheguei a Paris pela primeira vez, na primavera de 2002. Tive esse livro nas mãos por varias vezes sob a sombra das arvores dos jardins parisienses. Foi através dele que vi com olhos ainda inéditos que não era exclusividade minha enxergar Paris com o olhos do coração.

Segundo o autor, o flâneur é alguém que anda pela cidade sem finalidade aparente - mas essa finalidade secreta é a busca por viver, em essência, a história do lugar e a busca silenciosa por aventura. Edmund White, que viveu em Paris por 16 anos, vagueia pelas ruas e avenidas, em partes da cidade normalmente desconhecidas aos visitantes e até mesmo à muitos parisienses.

Com seu olhar curioso, o flâneur visita livrarias e lojas antigas, monumentos e palácios, bisbilhotando a fundo cada lugar por onde passa, olhando através das paredes em branco, para além dos edifícios orgulhosos para ver, em meio a tudo isso, as relações humanas e o amor pela Cidade-Luz.

Algumas passagens são leves e hilariantes. Outras, relatam situações interessantes ocorridas nos clubes de jazz parisienses. O que posso garantir é que "O flâneur" sera um excelente comapanheiro de viagens quando você estiver flanando pelas ruas estreitas de Paris. A edição da Companhia das Letras é primorosa e o livro tem capa dura. Pelo menos tinha na época - espero que ainda seja assim.


28 de agosto de 2008

Guia Paris com as crianças

Conhecer o mundo com os filhos é mais que uma viagem. Nessa experiência, pais e filhos conhecem novos lugares, aprendem sobre novas culturas e aproveitam para exercitar a convivência de forma renovadora. Porém, como qualquer viagem, levar as crianças exige planejamento e criatividade.

O guia "Paris com as crianças" contem informações práticas e sugestões de passeio sob medida para a família. Ricamente ilustrado, o livro apresenta cada uma das atrações parisienses visando aguçar a curiosidade das crianças e estimular a imaginação. Algumas atividades com uma caça ao tesouro no Musée du Louvre, as marionetes do jardim de Luxembourgo e batendo recordes na Torre Eiffel são algumas das 50 atrações descritas no livro, com linguagem simples, mas rica em detalhes.

Para cada atividade, há indicação da faixa etária a qual o passeio se destina, endereços e horários de funcionamento das atrações, preços de ingressos, além de dicas de lugares simpáticos para comer nos arredores.

O guia também apresenta o mapa da cidade de forma divertida onde as atrações aparecem em destaque. Dá sugestões de livros e filmes que auxiliam na apresentação de Paris às crianças e os ensina a programar a viagem.

Detalhes técnicos:
Titulo: Guia Paris com as crianças
Autoras: Anna Chaia e Adriana Moller
Editora: Publifolha
Páginas: 120
ISBN: 8574027693
Ano: 2006
Edição: 1
Acabamento: Brochura

No Submarino:
http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=1799581&ST=SE#javascript;&franq=267936

27 de agosto de 2008

Guia Visual Paris

O Guia Visual Paris editado no Brasil pela Publifolha traz diversas informações simples e ilustradas para quem deseja usufruir ao máximo sua visita a Paris.

Apresentando o mesmo conceito grafico do guia Eyewitness, o guia da Folha utiliza bons recursos como mapas, fotos e ilustrações sobre os pontos turísticos para facilitar a localização. O livro traz ainda indicações de hotéis, lojas e restaurantes.

Detalhes técnicos:
Título: Paris
Subtítulo: O Guia que mostra o que os outros só contam
Autor: Dorling Kindersley
Edição: 9a, 2007
Idioma: Português
Número de páginas: 448
Formato: 12,5cm x 21,7cm
Especificação: Glossy art 100g, 4 cores, capa flexível
Peso: 645g
ISBN: 85-7402-239-XISBN-13: 978-85-7402-239-0
Área: Turismo
Série: Guias visuais

No Submarino:
http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=32580&ST=SE&franq=267936