
Aos amigos e leitores do Viver Paris, um 2010 repleto de saúde, felicidade e grandes realizações. Meus sinceros agradecimentos e um forte abraço a todos vocês.
E por falar em cozinha, a sopa de potimarron (uma espécie de abóbora) faz bonito entre as entradas quentes. O coração de alcachofras ao beaufotrt é digno de ser saboreado de joelhos. Se precisar esperar por uma mesa, divirta-se bebericando um aperitivo nas poltronas do bar, delimitado unicamente pela decoração. O atendimento é cordial e eficiente, feito por uma equipe jovem e sempre sorridente.
Sei que preço de restaurante a gente não comenta nem com o padre, mas como é pra você a gente abre uma exceção: no almoço, menu completo (entrada, prato e sobremesa) a 18,00€; o brunch completo custa 25,00€ por pessoa. No jantar, entradas de 6,00€ a 9,00€, pratos de 12,00€ a 26,00€ e sobremesas de 4,00€ a 10,00€. Ah, não deixe de provar o milk-shake de Nutella por míseros 7,00€. Lembrando sempre que os preços podem sofrer alteração sem o aviso prévio deste que vos escreve.
O restaurante Les Cinoches é uma deliciosa opção de divertimento no quartier de l’Odéon - ideal para você encerrar o domingo em grande estilo.
Les Cinoches
1, rue de Condé
Metrô : Odéon linha 6
Tel.: 01 4354 1821
Onde? Como? Quando vai ocorrer a precesseção dos equinócios? Ah, pega papel e caneta que o tio espera...
Musée de La Musique
221, av. Jean-Jaurès - Cité de La Musique
Tel.: 01 4484 4484
Metrô: Porte de Pantin linha 5 ou Porte de la Villette linha 7
Ônibus: 75, PC2 ou PC3
Ingressos: 8,00€
Até 17 de janeiro de 2010 - de terça a sábado das 12h00 as 18h00 (às sextas, noturnos até as 22h00). Domingos das 10h às 18h00. Informe-se no local sobre a série de concertos noturnos We want Miles.
Maison Berthillon: a aglomeração na porta da sorveteria é tão freqüente quanto justificável.
E se você me perguntar se os sorvetes Berthillon são mesmo bons, posso dizer sem receio algum que, particularmente, foi ali onde provei os melhores sorvetes de toda a minha vida. Mas como sempre, o Viver Paris dá a dica - já o melhor da vida, quem escolhe é você.
Quer ler um pouquinho mais sobre as sorveterias parisienses? Então clique aqui. Ou melhor... Aqui.
Vista noturna por sobre as caixas dos bouquinistes: à direita a Place du Châtelet, à esquerda a Pont au Change iluminada sobre o Sena. Extrato de foto panorâmica de Arnaud Fisch de 2003.
Mas apesar de tanta gente que passa diariamente por ali, do parisiense que caminha apressado de sanduiche na mão ao turista que pulsa de contentamento por estar fluindo pelo coração da cidade, são poucos os que conhecem a história dessa praça e o significado de seu nome. Ficou curioso Joãozinho? Calma, o Viver Paris conta um pouquinho dessa história pra você...
Belas babonas: as esfinges que guardam a Fontaine du Palmier - criada para exaltar as glórias napoleônicas - fazem alusão às campanhas de Bonaparte no Egito e ornamentam a Place du Châtelet.
A Place do Châtelet fica no exato ponto onde antigamente (e bota antigamente nisso) havia o Grand Châtelet - uma fortificação construída para guardar a entrada da Pont au Change, e que foi completamente destruída em 1808, durante o império napoleônico. Na verdade existiam duas fotificações: o Petit Châtelet, que protegia o acesso ao Petit Pont, e o Grand Châtelet. Naquela época a Pont au Change ainda se chamava Grand Pont, mas apesar de ficarem no mesmo lugar, a ponte que conhecemos hoje foi construída somente no século XIX.
A noite a Place du Châtelet se ilumina ao lado do Théâtre du Châtelet, o teatro charmosão que abriga grandes espetáculos desde 1868.
Diz a lenda que a construção das primeiras versões desses “castelinhos” foi obra de um dos imperadores romanos, Júlio César ou Juliano - não se sabe bem qual deles - quando a localidade que se tornaria Paris ainda era conhecida por Lutèce. Essas fortalezas foram inicialmente construídas em madeira, sendo reerguidas em pedra somente após um ataque (felizmente sem êxito) dos normandos em 886.
Do outro lado do rio, entre as árvores: a Colonne du Châtelet, a Tour Saint-Jacques, o Théâtre du Chatelet, a Pont au Change... Ici c'est Paris!
Quando o rei dos Francos, Filipe Augusto (1165-1223), começou a expandir o perímetro de Paris, essas fortalezas acabaram sendo engolidas pela cidade, tornando-se inúteis para a defesa do que quer que fosse, e foi assim que o Grand Châtelet acabou sendo usado como sede da jurisdição da polícia da época - que além de garantir a ordem se encarregava de fazer cumprir a justiça criminal à moda da época. A Cour du Châtelet, no interior do castelo, passou então a abrigar prisões e salas de tortura.
Na gravura de Dupré, do livro 'Histoire de Paris' (J.A. Delaure e Gabriel Roux, 1853), uma imagem da entrada do Grand Châtelet, demolido a pedido de Napoleão Bonaparte em 1808.
Mas durante o reinado de Saint Louis o Grand Châtelet foi reformado e ampliado, passando a servir de habitação para os condes de Paris até o fim do século XII.
Se é bonita? A Place du Châtelet é uma verdadeira pintura, Joãozinho! Tanto que inspirou diversos artistas, como Antoine Blanchard (1910-1988) na obra 'Le Châtelet'.
E quem passa hoje pela Place du Châtelet mal consegue acreditar que bem ali aconteceram episódios históricos sangrentos: em junho de 1418, durante a guerra civil contra os Armagnacs, os Borguinhões cercaram o Grand Châtelet, massacrando todos os mais de 4000 Armagnacs que ali estavam presos. Em setembro de 1792, outra época, outro contexto, outra matança de presos - desta vez, entrando para a história como um dos episódios mais sombrios da Revolução Francesa.
O quê? Mas já cansou de andar?! Êita... Então faça uma pausa para bebericar um 'petit café' apreciando a vista da Place du Châtelet. Na foto, um momento de tranquilidade, mas se quer ver o que é movimento, experimente passar por aqui num sábado de Sol.
Mas felizmente toda essa história de fortalezas e prisões faz parte do passado. Hoje a Place du Châtelet é um local onde gente bonita do mundo inteiro se encontra para um bate-papo despreocupado ao redor das mesas dos cafés. Um lugar de convívio, onde a proximidade com a música, a beleza e o teatro se reflete na amizade estampada nos rostos das pessoas, onde as cadeiras dos cafés brotam nas calçadas e as caixas verdes dos bouquinistes estão ao alcance dos olhos, onde a beleza da cidade que sorri às margens do rio da minha vida não nos deixam enganar: Ici c’est Paris !
Mas as obras de ampliação do tramway não param por aí: o prolongamento da T2 até Bezons (Val-d’Oise) deve ficar pronta já em 2012, levando transporte público com mais qualidade até as communes de Puteaux, Coubervoie, La Garenne-Colombes, Colombes, Nanterre e Bezons.
O percurso do tramway T2: Clique sobre o mapa para ampliar.
O tramo original da T2 foi inaugurada em 1997 e cada um dos tramways que circulam nessa linha tem capacidade para transportar até 440 passageiros.
Para maiores informações acesse o site da RATP ou o site dedicado à linha T2: t2aparis.fr.
Rótulos com desenhos alegres e coloridos: tudo a ver com o Beaujolais.
Como já mencionei em artigos anteriores, na França o Beaujolais Nouveau é sempre recebido em clima de festa, sendo um vinho que não pede pratos muito caprichados para harmonizar. O Beaujolais é o vinho dos prazeres simples, mas não menos importantes, para ser bebericado sem cerimônia com os amigos, petiscando qualquer coisa que estiver à mão: pão, queijo, azeitona, copa... Tudo cai bem com o Beaujolais.
Terça para a França, quinta para o mundo: pode esperar que ele vem!
Nos supermercados franceses você encontra o Beaujolais Nouveau a partir de 3,50€. Já em São Paulo o preço de uma garrafa não costuma ser tão frutado, o que é uma pena, já que o Beaujolais reune todos os atributos para emplacar de vez no Brasil: é um vinho super leve e frutado, que pode ser consumido geladinho e de forma descontraída, combinando perfeitamente com o calor brasileiro.
Segue a lista publicada ontem no portal Uol com os restaurantes e importadoras que receberam o Beaujolais Nouveau em São Paulo.
Adega Santiago
R. Desembargador Joaquim Celidênio, 16 - Jd. Paulistano
Tel.: 11 3085 5758
Aizome
Al. Fernão Cardim, 39 - Jardim Paulista
Tel.: 11 3251 5157
AK Delikatessen
R. Mato Grosso, 450 - Higienópolis
Tel.: 11 3129 7359
Allez Allez
R. Wisard, 288 - Vila Madalena
Tel.: 11 3032 3325
Bacalhoeiro
R. Azevedo Soares, 1580 - Vl. Gomes Cardim
Tel.: 11 2091 6798
Cacilda
Pc. Alfredo Weiszflog, 13 - Vila Romana
Tel.: 11 3679 2044
Cadoro
R. Augusta, 129 - 1 Sub Solo - Cj 402 - Consolação
Tel.: 11 3236 4374
Caluma
Av. Nações Unidas, 12901 - Loja 123/124 - Brooklin Novo
Tel.: 11 5509 1916
Charlô
R. Barão de Capanema, 440 - Cerqueira Cesar
Tel.: 11 3087 4444
Cosi
R. Barão de Tatuí, 302 - Vila Buarque
Tel.: 11 3826 5088
Churrascaria Estância
Av. Vereador José Diniz, 3271 - Santo Amaro
Tel.: 11 5533 1828
Espírito Santo
Av. Horácio Lafer, 634 - Itaim Bibi
Tel.: 11 3078 2758
Felix Bistrô
R. José Félix de Oliveira, 555 - Granja Viana
Tel.: 11 4702 3555
Franciacorta
R. Pais de Araújo, 184 - Itaim Bibi
Tel.: 11 3071 2226
Jardineira Grill
Av. dos Bandeirantes, 1001 - Vila Olímpia
Tel.: 11 3845 0299
La Vecchia Cucina
R. Pedroso Alvarenga, 1088 - Itaim Bibi
Tel.: 11 3079 7115
Ladrillo
R. Inhambú, 1177 - Moema
Tel.: 11 3562 6499
Le Chef Rouge
R. Bela Cintra, 2238 - Consolação
Tel.: 11 3081 7539
Le Petit Trou
R. Vupabussu, 71 - Pinheiros
Tel.: 11 3097 8589
Le Marais
R. Jeronimo da Veiga, 30 - Itaim Bibi
Tel.: 11 3071 4635
Le Vin Bistrô
Al. Tiete, 184 - Cerqueira Cesar
Tel.: 11 3091-3924
Lucca
R. Quintana, 934 - Cidade Monções
Tel.: 11 5507 6001
Marcel (em minha opinião, o melhor soufflé de São Paulo)
R. da Consolação, 3545 - Cerqueira Cesar
Tel.: 11 3064 3089
Marquês de Marinalva
Al. Purus, 265, Letra A - Alphaville
Tel.: 11 4191 5360
Quattrino
R. Oscar Freire, 506 - Cerqueira Cesar
Tel.: 11 3068 0319
Rodeio
R. Haddock Lobo, 1498 - Cerqueira Cesar
Tel.: 11 3474 1333
Ruffino's
R. Dr. Mário Ferraz, 377 - Itaim
Tel.: 11 3074 8800
Rustico Café
R. Itapura, 1535 - Vl. Gomes Cardim
Tel.: 11 2094 2020
Portucho
Av. Dr. Cardoso de Melo, 1261 - Vila Olímpia
Tel.: 11 3045 8159
Mistral
R. Rocha, 288
Tel.: 11 3372 3400
Quer ler outros dois artigos nos quais falo um pouquinho mais sobre o Beaujolais? Então clique em Beaujolais: A festa começou e em Paris mês a mês: Novembro. Santé !
Além de calças, a loja também vende camisas, camisetas, saias, blusas, vestidos… Tudo com preços super convidativos para mulheres, crianças e marmanjos.
Lejeanpascher.com
73, rue Réaumur
Metrô: Sentier linha 3
Abre de segunda a sábado das 11h00 as 19h00
Ao todo são 9 combinações diferentes, uma mais saborosa que a outra - mas todas para serem degustadas lentamente, pedacinho por pedacinho, enquanto o chocolate derrete lentamente na boca e a sutil combinação de sabores faz o resto da mágica acontecer.
E um detalhe caprichado (sim, mais um): os bonitos envelopes que envolvem os tabletes têm um fecho zip que você pode abrir e fechar à vontade - o difícil vai ser você querer voltar a barrinha na embalagem uma vez aberta.
Ficou com vontade Joãozinho? Pois então corra buscar o seu doce nas boas épiceries parisienses, como a Grande Epicerie du Bon Marché ou nas Galeries Gourmandes de Porte Maillot. Maiores informações pelo telefone 04 9400 6020 ou então no site da Quai Sud.
Oops... Quase ia me esquecendo de dizer o preço: 3,95€ o tablete de 75g.
Café Salle Pleyel
252, rue du Faubourg Saint-Honoré
Tel.: 01 5375 2844
Metrô: Ternes linha 2
Abre para o almoço de segunda à sexta. Para o jantar, somente em noites de concerto.
Ferdi É aqui e somente aqui, pertinho da rue de Cambon, que o público do mundo fashion parisiense pode apreciar o sabor do Mac Ferdi - o hambúrguer de boa reputação criado pela chef Alicia Fontanier, com carne de qualidade top e pão de casquinha crocante idem.
Independente do trocadilho com o nome, o Mac Ferdi foi eleito recentemente um dos melhores hambúrgueres de Paris pelo The New York Time. Mais que um clássico: um vintage! Preços dos pratos por volta dos €35 (pois é, ninguem mandou dar brecha).
Ferdi
32, rue du Mont Thabor
Tel.: 01 4260 8252
Metrô: Tuileries linha 1
Abre todos os dias (exceto domingos e segundas), das 12h00 as 14h40 e das 18h30 as 23h00. Horário diferenciado somente aos sábados: das 13h00 as 23h00.
Le Bar RegencyO burgão Love me tender é um verdadeiro clássico: cheeseburguer com maionese caseira temperada com cinco condimentos reinando absoluta desde 1958 para homenagear o Rei. Já o Absolutely Fabulous leva bacon, alface, tomate e o famoso pão Poilâne.
Os hambúrgueres do Bar Regency são servidos sobre uma peça de ardósia com salada verde e batatas fritas. Ah, e eles também servem tapas à noite. Mais attendez: c'est quoi ça ? Haut ! Calma, Joãozinho... Calma... São tapas no melhor sentido da palavra! Êita!
E para não dizer que não falei das flores, prepare o bolso: os preços dos pratos permeiam os €50.
Le Bar Regency (bar do hôtel Prince de Galles)
33, avenue George V
Tel.: 01 5323 7777
Metrô: Geroge V linha 1
Abre diariamente das 12h00 as 16h00
FloorsAos pés da Sacré-Coeur você encontra estes dois clássicos acebolados para devorar de joelhos: suas majestades Le Double Boeuf Oeuf Bacon e o Saint, que leva cordeiro, molho de iogurte e berinjelas grelhadas.
Você também pode montar seu lanchão dos sonhos através da opção Hamburguer Interactif, na qual você pode escolher a carne do seu burguer: boi, cordeiro, pato ou frango. Além disso, os lanches (se é que podemos chama-los assim) são servidos com uma guarnição à sua escolha: coleslaw, fritas e saladas. E você ainda pode incrementar sua escolha com pesto, alho, foie gras, camarões e até abacate.
Sassinhora... Para quem gosta de comer bem, sem culpa alguma, enfim.
Ah, e no almoço tem uma formule pra lá de supimpa: hamburguer + bebida + petit café por míseros 13€80. No mais, os preços orbitam ao redor dos €30.
Floors
100, rue Myrha
Tel.: 01 4362 0808
Metrô: Château Rouge linha 4
Abre diariamente (exceto às segundas) das 12h00 as 24h00.
Ainda sem a barba característica, a fisionomia de Hemingway em sua temporada na rue du Cardinal-Lemoine.
O apartamento localizado no 3° andar do edifício era pequeno e muito simples, com apenas dois cômodos e uma cozinha. Ali Hemingway escreveu My Old Man durante o verão de 1922 - conto que faz parte de Three stories & ten poems, seu primeiro livro publicado em 1923.
Detalhe da capa de Three stories & ten poems, primeiro livro de Ernest Hemingway.
O imóvel ostenta em sua fachada uma placa onde podemos ler uma frase extraída do livro Paris é uma festa, que Hemingway escreveria anos mais tarde:
"Tel était le Paris de notre jeunesse au temps où nous étions très pauvres et très heureux." ou, na minha tradução livre: "Tal era a Paris da nossa juventude em um tempo onde éramos muito pobres e muito felizes."
A rue du Cardinal-Lemoine estende-se da margem esquerda do Sena até a place de la Contrescarpe. Seu nome rende homenagem ao cardeal francês Jean Lemoine.
O mestre trabalhando.
Hemingway acabou se mudando do apartamento para viver no Canada, por conta de um emprego que conseguira no jornal The Toronto Star em 1923.
74, rue du Cardinal-Lemoine
Metrô: Cardinal-Lemoine linha 10 ou Place Monge linha 7