6 de abril de 2009

A Pirâmide do Louvre

Hoje ela pode ser considerada uma unanimidade: é raro encontrar alguém que não goste da Pirâmide do Louvre, um dos símbolos incontestáveis de Paris.

Mas houve um tempo em que a pirâmide de vidro de pouco mais de 20 metros de altura foi duramente criticada. As controvérsias em torno de sua construção chegaram até a tomar rumos políticos - os defensores do patrimônio acabaram apoiados pelos direitistas e os que eram favoráveis às audácias arquitetônicas pelos esquerdistas. Os mais conservadores alegavam que ela arruinaria a hamoniosa perspectiva entre o Louvre e o Arco do Triunfo, e que estilos arquitetônicos tão diferentes eram totalmente incompatíveis.

20 anos: tempo mais do que suficiente para que a pirâmide do Louvre se tornasse um clássico parisiense.

Para acirrar a discussão, surgiu até uma lenda urbana que dizia que a pirâmide havia sido construída propositalmente com 666 placas de vidro - número que para os mais religiosos, nunca indicou boa coisa. Na verdade, nem de forma proposital, nem por obra do acaso: a pirâmide do Louvre é formada por 603 losangos e 70 triângulos de vidro.

Foto HDR da pirâmide do Louvre (Floriden, Paris 2008).

Mas entre críticas, mitos e controvérsias, ela foi inaugurada no dia 30 de março de 1989 na cour Napoléon do Musée du Louvre. Vinte anos mais tarde, a criação do arquiteto sino-americano Ieoh Ming Pei (hoje com 91 anos de idade) é um dos lugares mais visitados de Paris. O Louvre passou dos 3 milhões de visitantes anuais de 1989 para os 8,5 milhões de 2008. Depois da Vênus de Milo e da Mona Lisa, a pirâmide do Louvre ocupa o terceiro lugar no ranking das obras mais apreciadas pelos visitantes do maior museu do mundo.

Amplo e modernoso: assim é o amplo interior da pirâmide, a principal porta de entrada do Louvre.

Já a Pyramide Inversée du Louvre (Pirâmide Invertida do Louvre) que complementa a obra, fica no Carrousel du Louvre e tem ao todo 84 losangos e 28 triângulos. Quem viu o filme O Código Da Vinci deve se lembrar da cena final em que o personagem Robert Langdon aparece de pé sobre a base da pirâmide invertida. Na verdade a base dessa pirâmide não é acessível às pessoas, já que ela é muito bem cercada por arbustos no centro da Place du Carrousel - uma rotatória inacessível aos pedestres.

Eu sei, Joãozinho... Eu sei... O Tom Hanks andou lá em cima... Mas me explicaram que não é nada salutar tentar fazer igual. É assim que você vai ver a pirâmide invertida do Carrousel du Louvre.

Curiosidade: O projeto do edifício-sede da EDF em La Défense também é de autoria de Ieoh Ming Pei.

3 comentários:

Cláudia disse...

Tudo que é inovador gera polêmica. Conheci o Louvre em 1980 e mesmo sendo uma grande admiradora de projetos arquitetônicos arrojados, confesso que na época dessa celeuma achei que a Pirâmide entraria em choque com a arquitetura tão harmoniosa do local.Ledo engano.Foi um casamento perfeito de estilos, acrescentando mais beleza onde não imaginava que fosse possível.

Osrevelatti disse...

a eu acho que essas sociedades ae, fizeram isso não preocupado muito com a aparência, massim no significado esses simbolos maçônicos estão por toda parte no mundo tanto na arquitetura e nos filmes, querendo demonstrar para nós o seu poder.

http://therevelatti.blogspot.com

Anônimo disse...

sim de fato o simbolismo faz parte da história da cidade a séculos, porém além de arte e simbolismo quem sabe podemos acrescentar tecnologia muito avançada rs.