Na última segunda-feira 15 de agosto o metrô de Paris completou 110 anos de funcionamento. Apesar de atrasado, o Viver Paris não poderia deixar de prestar sua homenagem, já que este que vos escreve é um entusiasta incondicional do metrô parisiense.
A linha 1 do metrô de Paris foi a primeira linha metroviária a operar na França. Inaugurada em 1900 para a Exposição Universal, a linha percorria na época o trajeto entre as estações Porte de Vincennes e Porte Maillot. Atualmente, a linha 1 é também a mais movimentada dentre as 16 linhas operadas pela RATP e até 2012 será a segunda a contar com operação completamente automatizada - atualmente a linha 14 é única da rede a operar com automatismo integral.
Em Paris as ruas, avenidas e boulevares foram literalmente rasgados para a passagem do metrô. Por isso a maior parte das linhas subterrâneas acompanha o traçado das ruas na superfície.
Os primeiros estudos para a construção do metrô de Paris começaram em 1845. Porém, a obra só foi concluída anos mais tarde sob o comando do engenheiro Fulgence Bienvenüe - conhecido na França como o pai do metrô. Foi ele quem em 1895 desenvolveu o ante-projeto do que viria a ser, de fato, o metrô parisiense.
Fulgence Bienvenüe diante da entrada da estação Monceau.
Ao longo de sua vida Bienvenüe colecionou inúmeras homenagens em reconhecimento aos seus feitos notáveis dedicados ao metrô de Paris. Entre elas, o título de Cavaleiro da Legião de Honra da França, a Grande Medalha de Ouro de Paris e até uma estação de metrô foi batizada em sua homenagem: a Montparnasse-Bienvenüe. Um selo postal também foi editado em sua memória em 1987 e hoje é objeto disputado por colecionadores de todo o mundo. Mesmo tendo perdido o braço esquerdo durante uma obra, Bienvenüe trabalhou praticamente até o final de sua vida, atuando como engenheiro conselheiro da cidade de Paris até sua aposentadoria definitiva em dezembro de 1932 aos 80 anos de idade. O pai do metrô de Paris morreu em 3 de agosto de 1936 e repousa na divisão 82 do Père-Lachaise.
Homenagem a Fulgence Bienvenue em Uzel, cidade natal do engenheiro.
Engenharia a parte, as elegantes edículas que ornamentavam as entradas das estações em estilo art nouveau foram projetadas pelo arquiteto Hector Guimard. Ainda hoje algumas dessas belas edículas podem ser vistas em Paris. As edículas Guimard também já ganharam um post só para elas aqui no blog.
Amor a primeira vista: Foi pela estação Place de Clichy (linhas 2 e 13) que andei pela primeira vez no metrô de Paris.
Como na época não existiam as modernas perfuratrizes conhecidas como tatus para cavar os túneis do metrô, as ruas e avenidas de Paris eram totalmente abertas e escavadas para a colocação dos trilhos e a construção de plataformas. Ao término da construção, tudo era coberto com terra e concreto e a avenida era novamente pavimentada. Pois é Joãozinho, como já dizia o seu vô Eupídio "quem quer faz!" - e em Paris foi assim.
Até a década de 40 eram assim os bilhetes de metrô em Paris.
Atualmente o metrô de Paris se estende por 211km de trilhos distribuídos em 16 linhas e 298 estações. A rede metroviária de Paris atende diariamente cerca de 4,5 milhões de usuários e emprega mais de 15 mil pessoas.
Plataforma da estação Olympiades da linha 14, a linha mais moderna da rede.
O termo metrô usado em diversos países do mundo é originário da abreviação do nome da companhia que operava o sistema de transporte subterrâneo de Paris na época de sua construção, a Compagnie du Chemin de Fer Métropolitain de Paris - popularmente conhecida como Métro.







Os anos passam, mas as doudounes não perdem o pique.
Uma das figurinhas carimbadas dos passeios pela "Champs".
As jaquetas de esqui da Moncler: Para encarar a neve na maior estica.

A Maison de la Radio France: Referência de informação também no Brasil.
Jornalista, escritor e produtor, Daniel Mermet é um dos principais nomes do rádio francês.
O divertido showman Laurent Gerra apresenta suas crônicas na rádio RTL - querido pelo público, ganhou uma estátua no Musée Grévin, o museu de cera de Paris.
As logos padronizadas das estações da Radio France: Cada uma de uma cor diferente segundo a especialidade. A France Musique, por exemplo, é dedicada ao jazz e à musica clássica e tem a logo na cor bordeaux.
Com programação voltada ao público jovem, a NRJ FM promove um dos mais importantes prêmios anuais da música pop na Europa, o NRJ Music Awards. A sigla significa Nouvelle Radio Jeune (Nova Rádio Jovem), mas ao ser pronunciada em francês a sigla NRJ faz um jogo de palavras com 'énergie' (energia). Como diria o Silvio Santos: "Muito bem bolado!"
Hotel du Commerce: mencionado na primeira edição do Guia Michelin em 1900. No detalhe, a capa do primeiro 'Guide Rouge'. Hoje colecionadores pagam até 7.000,00€ por um exemplar dessa edição.
Exemplar do Guia Michelin de 1960: o número de páginas já era próximo do que temos nas edições mais atuais.
O maior do mundo: O chef Paul Bocuse (de paletó azul) é o recordista de permanência com 3 'estrelas' no Guia Michelin. Seu restaurante Collonges-au-Mont-d’Or ostenta todos os seus 3 macarons desde 1965. Foto: Auberge des 3 Canards, Ognon, França (2004).
A chef Anne-Sophie Pic é a única mulher do mundo a conquistar 3 macarons no Guia Michelin.

Sua majestade "Le Parisien": mais do que um simples sanduíche, um verdadeiro clássico!
Um dos símbolos da identidade visual de Paris, as colunas Morris estão por toda a cidade.
La Colonne Morris, Jean Beraud, Paris (1885).
O Guignol é como Maizena, que de tão famoso acabou virando sinônimo da coisa toda. Guignol é o nome de um personagem do teatro de marionetes criado na cidade de Lyon há 200 anos e que desde então virou uma verdadeira febre entre a petizada e alguns adultos que não viram dessas coisas quando crianças, como eu por exemplo.
Guignol e sua patota fazem alegria da criançada (e a minha também).



No final do século XIX as boîtes de livros já se faziam presentes nos parapeitos do Sena.
As mágicas caixas verdes guardam sempre uma boa surpresa.
Marque na sua agenda, Joãozinho! São esses os locais onde os bouquinistes estão instalados.